Quem sou

Ao descobrir o jornalismo como profissão, simultaneamente, comecei a imaginar o dia em que teria uma máquina de escrever Remington. E, num dado momento, agora, perdido na memória, descobri que, também, se fazia jornalismo com fotos. Pela primeira vez ouvi falar em Rolleiflex e Leica. Também está perdido num canto qualquer da minha memória quando, pela primeira vez, ouvi os nomes de Henri Cartier-Bresson e de Robert Capa. No meu primeiro salário, ainda não trabalhando como jornalista, comprei minha primeira máquina de escrever. Uma Remington, usada, toda de ferro. É possível que mais próximo ainda do universo do jornalismo tenha sido escrever e mimeografar pequenos jornais como o Resistência Operária. Ou ainda os panfletos dos tempos do Colégio Júlio de Castilhos (Porto Alegre).

Sempre imaginei que um dia, também, teria uma Leica. Pois passados alguns anos – já exercendo a profissão de jornalista – comprei uma Leica, modelo 1937. A primeira câmera foi uma Pentax SP1000 que ainda hoje guardo. Quando faço uso destas, fico imaginando como era possível fazer tão bom fotojornalismo com câmeras que exigem tantas regulagens manuais. No mundo digital comecei com uma Mavica, da Sony, de disquete. Teremos um século de milhões de imagens, agora, digitalizadas. Saudade de Cartier-Bresson. (wu)