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de cem mil pessoas ouviram, ontem, na Praça Cristiano Otoni,
o Presidente João Goulart e doze outros oradores. A manifestação
transcorreu em ordem, registrando-se apenas ligeiros incidentes,
logo abafados. (....) Às 19h44m, chegava ao palanque o presidente
João Goulart, acompanhado em primeiro plano do Sr. Eugênio
Caillard, seu secretário particular. No momento em que o
Sr. João Goulart subiu ao palanque, discursava o Deputado
Doutel de Andrade, em nome do PTB, criticando o capitalismo, e prometendo
irrestrito apoio ao Presidente e aos trabalhadores. Entre as faixas
empunhadas pelos manifestantes da Praça Cristiano Otoni estavam
as seguintes: Salve o Glorioso CGT, Reconhecimento da China Popular,
PCB teus direitos são sagrados, Viva o PCB, Encampação
de Capuava, Abaixo com as companhias estrangeiras, Jango abaixo
com os latifúndios. (...)
(Jornal O Globo, 14 de março de 1964) |
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de 200 mil pessoas tomaram parte na concentração realizada
ontem, na Praça da República, em favor das reformas.
Desde às 15 horas, era acentuado o movimento de populares
a caminho do local do comício, pelas ruas centrais da cidade.
(...) Logo após ser ouvida a palavra do Governador Miguel
Arraes, foi anunciada a assinatura do decreto de encampação
das refinarias particulares, como as de Capuava, Manguinhos, Matarazzo
e outras. (...) Afirmando ao povo que 'que a hora é das reformas,
pois as atuais estruturas ultrapassadas não mais poderão
realizar o milagre da salvação nacional de milhões
de brasileiros', logo a seguir o presidente João Goulart
disse: 'A maioria dos brasileiros não se conforma com a ordem
social vigente, imperfeita, injusta e desumana. Esse é o
motivo que me leva a lutar pelas reformas, de estruturas, de métodos,
de estilos, de trabalho, e de objeivos, pois não é
possível progredir sem reformas.' (...) (Jornal
A Noite, de 14 de março de 1964) |
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