Diego Rivera e Frida Kahlo: pintores, revolucionários, enamorados.
O pensamento está na ponta de suas mãos,
nos olhares. Eles vivem em seus corpos, como numa dança, num ato
sexual e se projetam em seus quadros.
É assim que o autorJ. M. G. Le Clézio descreve dois importantes
personagens do cenário
mexicanono livro Diego y Frida, una gran historia de
amor en tiempos de la revolución,
edição espanhola de maio de 1994.
Diego
Rivera, Léon Trotski e André
Breton, 1938. (Archivo CENIDIAP-ANBA)
"En casa de Tina [Modotti], Frida
se encuentra de golpe al lado de Diego, le habla, apoya sobre él
su mirada oscura y brillante, le fuerza a mirarla. Está sola, está
desesperadatan joven, y de una belleza tan turbadora que no se puede
olvidar. De pronto se encuentra en el corazón más de la ciudad,
en el centro mismo donde está el mundo nuevo. La revolución es igual
que el nacimiento del amor. [...] La boda tuvo lugar en Coyoacán
el 21 de agosto de 1929. Como traje de bodas, Frida, va vestida
de india [...] No era, desde luego, el matrimonio que Matilde Kahlo
había soñado para su hija, pero, a su manera, en medio de la irrisión
y la extravagancia de una mascarada provocadora, celebraba el comienzo
de una história de amor entre un elefante y una paloma,
entre el genio egísta e impetuso de Diego y la juventud indestructible
de Frida, la historia de una pareja excepcional que iba cambiar
radicalmente la pintura mexicana y a vivir totalmente la aventura
de la modernidad."
Diego
Rivera
(AGE Fotostock)
Frida,
à esq., pinta um de seus auto-retratos sob atento olhar de
Diego (AGE Fotostock).
Breton se deslumbrou com Frida, não pela sua beleza,
mas pela profundidade e a liberdade de sua pintura. Escreve uma
apresentação elogiosa de seus quadros para a exposição de Nova York:
"En este arte no falta siquiera la gota de crueldad y de humor que
es la única capaz de unirlos raros poderes afectivos que entran
en composición para formar ese filtro cuyo secreto posee México."
Para Diego Rivera, Trotski representa o ideal revolucionário, o
homem que se sacrifica por uma idéia, o homem que encarna a Internacional
comunista. Entre os dois se formou um...
... relacionamento caloroso e amigável. E, provavelmente,
sequer soube do jogo amoroso que Frida decidiu jogar entre os três.
Trotski, homem de ação, pouco habituado com as complexidades da
alma feminina latino-americana, também não compreendeu o "jogo"
e se deixa levar por seu temperamento fogoso e se comporta igual
um colegial, enviando cartas secretas para Frida. Em 20/8/40, Ramón
Mercader, agente de Stalin, entra na casa de Trotski, no México,
e o mata com um golpe de quebra-gelo no crânio. Rivera e Frida foram
interrogados pela polícia várias vezes.
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com o desenho de 2004 quando iniciávamos a publicação
da Revista Pontodevista