| AMOR LOUCO | |
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O Amor Louco não quer se alistar no exército de ninguém, não toma partido na Guerra dos Sexos, entedia-se com os argumentos a favor de iguais oportunidade de trabalho (na verdade, recusa-se a trabalhar para ganhar a vida), não reclama, não explica, nunca vota & nunca paga impostos. O Amor Louco gostaria de ver todo bastardo ('filho natural') chegar ao fim de sua gestação e nascer - o AL vive de aparelhos antientrópicos - o AL adora ser molestado por crianças - o AL é melhor que preces, melhor que sensimilla (3) - o AL leva para onde for suas próprias palmeiras & sua própria lua. O AL admira o tropicalismo, |
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| O
amor louco não é uma social-democracia, não é
um parlamentarismo a dois. As atas de suas reuniões secretas lidam com significados amplos, mas precisos demais para a prosa. Nem isso, nem aquilo - seu Livro de Emblemas treme em suas mãos. Naturalmente ele caga para os professores & para a polícia, mas também despreza os liberais & os ideólogos - não é um quarto limpo & bem iluminado. Um topógrafo embusteiro projetou seus corredores & seus parques abandonados, criou sua decoração de emboscada feita de tons pretos lustrosos & vermelhos maníacos membranosos... O anarquismo ontológico nunca retornou de sua última viagem de pesca. Conquanto ninguém nos denuncie para o FBI (CIA), o CAOS não se importa nem tão pouco com o futuro da civilização. O amor louco procria apenas por acidente - seu objetivo principal é engolir a Galáxia. Uma conspiração de transmutação... O amor louco é saturado de sua própria estética, enche-se até as bordas com a trajetória de seus próprios gestos, vive pelo relógio dos anjos, não é um destino adequado para comissários ou lojistas. Seu ego evapora-se com a mutalidade do desejo, seu espírito comunal murcha em contato com o egoísmo da obsessão. O amor louco pede sexualidade incomum, da mesma forma que a feitiçaria exige uma consciência incomum. O mundo anglo-saxão pós-protestante canaliza toda sua sensualidade reprimida para a publicidade & divide-se entre multidões conflituantes: caretas histéricos versus clones promíscuos & ex-ex-solteiros. |
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sabotagem, a break dance, Layla & Majnun (4), o cheiro de pólvora e de esperma. O AL é sempre ilegal, não importa se disfarçado de casamento ou de um grupo de escoteiros - sempre embriagado do vinho de sua próprias secreções ou do fumo de suas virtudes polimorfas. Não é a deterioração dos sentidos, mas sim sua apoteose - não é resultado da da liberdade, mas seu pré-requisito. Lux et voluptas. |
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O caos nunca morreu. | |
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