a
destinatários previamente eleitos ou escolhidos ao acaso
(fraude postal), transmissões de rádio pirata, cimento
fresco... A reação do público ou o choque-estético
produzido pelo TP tem que ser uma emoção pelo menos
tão forte quanto o terror - profunda repugnância, tesão
sexual, temor supersticioso, súbitas revelações
intuitivas, angústia dadaísta - não importa
se o TERROR POÉTICO é dirigido a apenas uma pessoa
ou várias pessoas, se é "assinado" ou anônimo:
se não mudar a vida de alguém (além da do artista),
ele falhou. O TP é um ato num Teatro da Crueldade sem palco,
sem fileiras de poltronas, sem ingressos ou paredes. Para que funcione,
o TP deve afastar-se de forma categórica de todas as estruturas
tradicionais para o consumo de arte (galerias, publicações,
mídia). Mesmo as táticas de guerrilha Situacionista
do teatro de rua talvez já tenham se tornado conhecidas &
previsíveis demais. Não faça TP para outros
artistas, faça-os para aquelas pessoas que não perceberão
(pelo menos não imediatamente) que aquilo que você
fez é arte... Vista-se de forma intencional. Deixe um nome
falso. Torne-se umalenda. O melhor do TERRORISMO POÉTICO
é contra a lei, mas não seja pego. |