| NOVA
YORK É UMA
CIDADE DE
COISAS QUE
PASSAM DESPERCEBIDAS |
"Quando
o trânsito diminui e a maioria das pessoas está dormindo,
algumas regiões de Nova York começam a fervilhar de
gatos. Eles se movem rapidamente nas sombras dos edifícios;
guardas-noturnos, policiais, lixeiros e outros viandantes noturnos
os vêem — mas nunca por muito tempo. A maioria fica
rondando os mercados de peixe, no Greenwich Viliage, e as vizinhanças
de East e West Side, onde abundam as latas de lixo. Nenhuma parte
da cidade está livre, porém, dos animais perdidos,
e manobristas do turno da noite, numa área movimentada como
a da Fifty-Fourth Street, chegaram a contar, de manhãzinha,
vinte gatos nas proximidades do Ziegfeld Theatre. |
|
|
| |
Esquadrões
de gatos patrulham os píeres da orla marítima durante
a noite, à procura de ratos. Fiscais de linha do metro se
depararam com gatos que vivem na escuridão. Parece que nunca
são atingidos pelos trens, mas vez por outra um deles é
morto pelo trilho de energia. Cerca de 25 gatos vivem 22 metros
abaixo do extremo oeste do Grand Central Terminal, são alimentados
pelos trabalhadores das galerias subterrâneas e nunca saem
à luz do dia. Os gatos das ruas, vagabundos e independentes,
vivem uma vida estranhamente diferente da dos gatos de apartamento.
A maioria tem pulgas. Muitos morrem devido às intempéries,
comida envenenada e desnutrição; vivem em média
dois anos, ao passo que os gatos que moram em casas vivem de dez
a doze anos, ou mais. A cada ano a ... |
|
|
|
|
|
|
|