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valorização de tudo o que nega a subjetividade desenvolvida;
projetada contra o outro, fomenta o desprezo, a maldade, a intolerância
que produzem os racismos, a xenofobia, o colonialismo, as guerras,
a injustiça social. Basta observar a História para
constatar a miséria e os rios de sangue derramados em nome
do Deus único... Os três monoteísmos, animados
por uma mesma pulsão de morte genealógica, partilham
uma série de desprezos idênticos: ódio da razão
e da inteligência; ódio da liberdade; ódio de
todos os livros em nome de um único; ódio da vida;
ódio da sexualidade, das mulheres e do prazer; ódio
do feminino; ódio do corpo, dos desejos, das pulsões.
Em vez e no lugar de tudo isso, judaísmo, cristianismo e
islã defendem: a fé e a crença, a obediência
e a submissão, o gosto pela morte e a paixão pelo
além, o anjo assexuado e a castidade, a virgindade e a fidelidade
monogâmica, a esposa e a mãe, a alma e o espírito.
Equivale a dizer a vida crucificada e o nada celebrado..."
*págs.52/53
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