governo tarso é um governo
bundão
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Revista CartaCapital desta semana. Mostra como a política repressiva do Estado de São Paulo trata os dependentes da Cracolândia.
Muita “fissura”, porrada, sofrimento e dor. Nas ruas a miséria.
Com a abstinência aumenta a loucura nas ruas. E, segundo todos os estudiosos, aumenta a violência. E, como consequência, aumenta a necessidade de mais aparelho repressivo. E, assim, o sistema vai de alimentando.
Este é o procedimento civilizado. Por estas bandas, a política é do mais selvagem capitalismo. A expansão do uso de crack obedece as leis de mercado: ampliação do consumo com uma droga barata e que mais rapidamente extermina com os pobres.
Capa do jornal Folha de São Paulo do último domingo. Nas ruas, entre os miseráveis, a abstinência e a repressão pesada. Enquanto isso, a “classe média” se organiza para consumir sem pertubações.
Nenhuma informação nova. Apenas algumas “possibilidades” sobre o caminho destes militantes. A “esquerda” foi pega de surpresa com a decisão de um grupo de militantes se retirarem do MST. O shownal só entrou no assunto depois que a informação começou a circular na Internet. Não faz referências a uma nota de circulação interna ao MST que propõe uma discussão, sem exposições públicas e reconhecendo a importância dos militantes que se retiraram.
Manchete da edição dominical (27.11.2011) de Zerolândia, o mesmo showrnal que dominou o MST de MSTlândia. Uma manchete para assustar. Cuidado com a AMEAÇA e o Dr.RADICAL.
O silêncio, de ambos os lados, não é para evitar o assédio porra nenhuma. Isso é divagação criminosa. É não ter o que dizer.
Conhecimento geral de quem? O showrnal Zerolândia não sabia porra nenhuma. O Causowagner, apelido amplamente conhecido na categoria e que não foi criado por nós, nunca teve informações privilegiadas. Todas as ”fontes” sacam a arrogância do cara. Militantes/simpatizantes, de diversos movimentos sociais, foram surpreendidos pela cisão.
Nenhuma informação objetiva sobre o tal “tele protesto” . Mais uma afirmação cujo objetivo é assustar. Não acrescenta qualquer informação nova, interessante, curiosa e com qualquer sentido jornalístico. É blábláblá…..
E tudo isso está “respaldado” por um especialista. O cara é agronômo e pós-doutor em sociologia pela Massachusetts Institute of Tecnology, nos EUA. A principal dica do cara é de que a RADICALIZAÇÃO SERÁ UM ERRO. E qual seria a logística do jornalismo de bundões?
“Sob o título ‘Torturas?’, editorial de O Globo, datado de 1969, atacava violentamente o padre belga Jean Talpe, expulso do Brasil por ter apoiado a greve de metalúrgicos de Osasco em 1968 e que estaria se dedicando a difamar o Brasil na Europa: ‘O Brasil está sendo apresentado em vários países da Europa Ocidental como sede de um regime que colocou a barbárie no Poder, jornais franceses, alemães, belgas, austríacos, ingleses, holandeses, italianos publicam freqüentemente matérias fantasiosas a respeito de ‘banhos de sangue’ que aqui ocorreriam, de torturas etc. (…) 0 Governo está no dever de destruir todas as mentiras que se dizem no exterior contra o regime brasileiro, que, aliás, salvou o País dos mais terríveis torturadores’. A Folha de S. Paulo preferiu apontar o que considerava uma deslealdade da imprensa internacional, em editorial publicado em 1970: ‘O país encontra-se em paz, em calma (…) A economia está revigorada (…) Planos de alto valor social e econômico estão em execução – a Transamazônica, o Programa de Integração Social, a campanha contra o analfabetismo etc. (…) Apesar disso, insiste-se lá fora em denegrir a imagem do Brasil (…) Não há outra explicação para essa campanha: má-fé mesmo, uma espécie de represália por não termos permitido que deitasse raízes aqui uma ideologia totalitária e materialista que acredita encontrar na América Latina campo propício para sua expansão’. O Estado de S. Paulo, por sua vez, acreditava que as denúncias faziam parte de uma ‘conspiração comuno-demo-cristã-nacionalista apadrinhada pelo sr. João Goulart’ que pretendia sabotar a ‘experiência neocapitalista brasileira’, como mostra esse trecho de editorial de 1970: ‘A opção dos governos que se seguiram à Revolução de 1964 a favor do sistema econômico da livre iniciativa é responsável pelo que hoje já é considerado como o ‘milagre econômico brasileiro’, e o êxito da política econômica brasileira é a principal causa da campanha anti-Brasil, promovida nos países do Ocidente por elementos que, esquecidos das causas de seu progresso econômico e servindo, consciente ou inconscientemente, aos propósitos do comunismo internacional, remendou aos países do ‘Terceiro Mundo’ a receita moscovita do ‘desenvolvimento não capitalista’ tipo nasserista, peruano ou ‘democrata cristão’ chileno”.
“No mesmo dia em que conferiu a redação da nota de Golbery, Geisel soube, numa conversa com o general Sebastião Ramos de Castro, chefe interino do SNI, de treze mortes ocorridas em 1973. Nessa lista estava Joaquim Pires Cerqueira, um ex-major do Exército, seqüestrado em Buenos Aires e visto, arrebentado, no DOI-CODI do Rio. Nos mesmos dias em que o Planalto falava em buscar o paradeiro dos desaparecidos, uma equipe da FAB exumava cadáveres dos guerrilheiros do PC do B no Araguaia coletando-os pelas matas do sul do Pará. A Chica (Suely Yomiko Kanayama), que estudara alemão na Universidade de São Paulo, foi capturada na mata, levada para a prisão e assassinada em setembro de 1974. Sepultaram-na perto do cárcere. Os militares que a desenterraram se surpreenderam com sua conservação. O piloto de um dos helicópteros que participaram dessa missão estimou que, ao longo de duas ou três semanas, entre quarenta e 45 corpos foram levados para a serra das Andorinhas. Lá, os incineravam em piras de pneus encharcados de gasolina. Providenciava-se o desaparecimento dos desaparecidos.” (Págs. 39/40)
Está fazendo algum tempo que não lembro a todos vocês que continuo sob censura. Fui absolvido, em todas as instâncias, no processo criminal que era movido por um funcionário com 35 anos de PRBS (Partido Rede Brasil Sul de Comunicação), mas continuo impedido de dizer o que penso em função de um outro processo na área cível movido pelo mesmo cara. Estou submetido a uma multa diária de 150 reais caso volte a fazer as críticas que fazia (que não foram consideradas criminosas) ou caso eu recoloque à disposição dos leitores de Pontodevista o material antigo. Fui obrigado a tirar a revista da rede pela impossibilidade de realizar a “limpeza” determinada. Como não existe meia censura abandonei a “leitura” diária que fazia do jorneleco. Nem mesmo o uso de apelidos, todos amplamente conhecidos da categoria (como Causowsagner) foi considerado crime. Estou impedido de comentar da edição de hoje (11.11.2011) de Zerolândia, por exemplo, a importante matéria da página 210, onde o showrnal, ao que tudo indica por sugestão do Serviço de Relações Públicas da Brigada Militar, mostra um arsenal bélico de alto poder de destruição, encontrado na residência de um alto empresário da cidade. Lendo com atenção (um puta sacrifício) vocês irão localizar esta importante matéria.