<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ponto de Vista &#187; Leituras</title>
	<atom:link href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/category/leituras/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.pontodevista.jor.br/blog</link>
	<description>blog Ponto de Vista - Wladymir Ungaretti, Porto Alegre - RS</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Feb 2012 09:01:44 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>de breton a frida kahlo</title>
		<link>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2012/02/de-breton-a-frida-kahlo-em-ferias-de-algumas-derivas/</link>
		<comments>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2012/02/de-breton-a-frida-kahlo-em-ferias-de-algumas-derivas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 08:37:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>WU</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leituras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pontodevista.jor.br/blog/?p=14079</guid>
		<description><![CDATA[De férias, entre algumas DEVIVAS,  fico transitando entre universos que durante o semestre, em sala de aula, acabo não tendo tempo para me dedicar como gostaria. Este texto de Breton está pontuado por algumas imagens. Retratos de amigos, fotos da cidade de Paris e fac-símiles de obras surrealistas e cubistas.  Para estudiosos da obra dele, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De férias, entre algumas DEVIVAS,  fico transitando entre universos que durante o semestre, em sala de aula, acabo não tendo tempo para me dedicar como gostaria.<br />
<a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/breton12.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-14080" title="breton1" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/breton12.jpg" alt="" width="284" height="425" /></a>Este texto de Breton está pontuado por algumas imagens. Retratos de amigos, fotos da cidade de Paris e fac-símiles de obras surrealistas e cubistas.  Para estudiosos da obra dele, o livro é uma &#8220;bomba&#8221; antiliterária, um fragmento da subjetividade do autor. Walter Benjamin dizia que tais imagens funcionavam como ilustrações de romances populares. Não sei onde li esta observação.  É uma anotação feita em uma página do livro.  &#8221;Nadja&#8221; é uma edição de &#8220;luxo&#8221; da editora Cosac Naify.  Fiz a primeira leitura em 2008.<br />
<a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/cartas2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-14081" title="cartas2" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/cartas2.jpg" alt="" width="461" height="425" /></a>&#8220;Eu sorria. Nada mais. De repente, porém, eu soube<br />
Na profundeza do meu silênciao<br />
Que ele me seguia. Como minha sombra, leve e sem culpa.<br />
Na noite uma canção soluçou&#8230;<br />
Os índios se estendiam, como serpentes, pelas vielas da cidade.<br />
Uma harpa e uma Jarana eram a música, e as morenas sorridentes<br />
eram felicidade.<br />
Ao fundo, atrás do &#8216;Zocalo&#8217;, o rio cintilava<br />
e escurecia, como<br />
os momentos da minha vida.<br />
Ele me seguia.<br />
Acabei chorando, isolada no pórtico<br />
da igreja paroquial,<br />
protegida por meu xale de &#8216;bolita&#8217;, encharcado por minhas lágrimas&#8221;.</p>
<h2>as fotos da coluna da esquerda são dos escritores  Truman Capote com destaque para o livro &#8220;A sangue-frio&#8221;; Carlos Fuentes com destaque para &#8220;A morte de Artemio Cruz&#8221;;  James Baldwin com &#8220;Numa terra estranha&#8221;; e por último Norman Mailer com destaque para toda a obra.</h2>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2012/02/de-breton-a-frida-kahlo-em-ferias-de-algumas-derivas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>atenção pessoal do ME</title>
		<link>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/12/atencao-pessoal-do-me/</link>
		<comments>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/12/atencao-pessoal-do-me/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 08:40:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>WU</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leituras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pontodevista.jor.br/blog/?p=13599</guid>
		<description><![CDATA[Atenção pessoal do ME (movimento estudantil) para o livro &#8220;1968 &#8211; O diálogo é a violência&#8221;, de Maria  Ribeiro Valle, Editorial Unicamp. A autora é professora no Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp e autora de outros livros relacionados ao tema . Passando os olhos no índice fiquei com água [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atenção pessoal do ME (movimento estudantil) para o livro &#8220;1968 &#8211; O diálogo é a violência&#8221;, de Maria  Ribeiro Valle, Editorial Unicamp.<br />
<a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/estudantilA.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13600" title="estudantilA" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/estudantilA.jpg" alt="" width="301" height="425" /></a>A autora é professora no Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp e autora de outros livros relacionados ao tema . Passando os olhos no índice fiquei com água na boca. O livro começa com a morte do estudante Edson Luís; e, no últimos capítulo, temos a  prisão de todos os líderes do ME no XXX congresso da UNE.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/12/atencao-pessoal-do-me/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>o guerrilheiro glauber rocha</title>
		<link>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/12/o-guerrilheiro-glauber-rocha/</link>
		<comments>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/12/o-guerrilheiro-glauber-rocha/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 10:38:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>WU</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leituras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pontodevista.jor.br/blog/?p=13327</guid>
		<description><![CDATA[Por alguma razão nada clara ou precisa não tenho nenhuma simpatia por Nelson Notta. Os seus livros são interessantes na medida em que ele conta histórias interessantes. Como leio tudo que descubro sobre Glauber Rocha me chamou a atenção &#8220;A primavera do dragão -a juventude de Glauber Rocha&#8221;, livro dele  editado pela Objetiva. Na revista eletrônica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por alguma razão nada clara ou precisa não tenho nenhuma simpatia por Nelson Notta. Os seus livros são interessantes na medida em que ele conta histórias interessantes. Como leio tudo que descubro sobre Glauber Rocha me chamou a atenção &#8220;A primavera do dragão -a juventude de Glauber Rocha&#8221;, livro dele  editado pela Objetiva.</p>
<p><a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/glauberA3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13328" title="glauberA" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/glauberA3.jpg" alt="" width="235" height="340" /></a>Na revista eletrônica Pontodevista, cujo material fui obrigado a retirar da rede em função de processos movidos por um funcionário com 35 anos de PRBS (Partido Rede Brasil Sul de Comunicação), tínhamos uma sequência de páginas sobre Glauber. <a title="Glauber" href="http://www.pontodevista.jor.br/historia/glauberA.htm" target="_blank">Transite a partir daqui nas páginas sobre Glauber com o desenho original.</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/12/o-guerrilheiro-glauber-rocha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>um intelectual palestino</title>
		<link>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/10/um-intelectual-palestino/</link>
		<comments>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/10/um-intelectual-palestino/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 07:49:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>WU</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leituras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pontodevista.jor.br/blog/?p=12265</guid>
		<description><![CDATA[&#160; Edward W. Said era considerado um dos mais importantes intelectuais palestino. Foi professor de iteratura na Universidade de Colúmbia, em Nova York. Morreu em 2003. &#160; &#160; MEU ENCONTRO COM JEAN-PAUL SARTRE &#8220;Outrora o mais festejado intelectual do mundo, Jean-Paul Sartre tinha, até bem pouco tempo atrás, quase desaparecido de vista. Ele já estava sendo atacado por sua &#8216;cegueira&#8217;, sobre os gulags soviéticos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/edwarda3.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-12269" title="edwarda" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/edwarda3.jpg" alt="" width="114" height="139" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Edward W. Said era considerado um dos mais importantes intelectuais palestino. Foi professor de iteratura na Universidade de Colúmbia, em Nova York. Morreu em 2003.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #ff0000;">MEU ENCONTRO COM JEAN-PAUL SARTRE<br />
</span>&#8220;Outrora o mais festejado intelectual do mundo, Jean-Paul Sartre tinha, até bem pouco tempo atrás, quase desaparecido de vista. Ele já estava sendo atacado por sua &#8216;cegueira&#8217;, sobre os gulags soviéticos pouco depois de sua morte em 1980, e até mesmo seu existencialismo humanista foi ridicularizado por seu otimismo, voluntarismo e puro alcance energético. Toda a carreira de Sartre foi ofensiva, tanto para os chamados Nouveaux Philosophes, cujas medíocres realizações tinham apenas um fervoroso aanticomunismo para atrair alguma atenção, como para os pós-estruturalistas e pós-modernistas, que, com poucas exceções, tinham caído num taciturno narcisismo tecnológico, profundamente antagônico ao populismo da obra de Sartre e sua heróica atividade política. A imensa abrangência da obra de Sartre como romancista, ensaísta, dramaturgo, biógrafo, filósofo, intelecutal político, ativista enganjado, parecia mais repelir as pessoas do que atraí-las. Do mais citado maîtres penseurs franceses, ele se tornou, transcorridos cerca de vinte anos, no menos lido e menos analisado dentre eles. Suas posições corajosas sobre a Argélia&#8230;&#8221;</p>
<p><span style="color: #ff0000;">UM ACADÊMICO COMPROMETIDO: PIERRE BOURDIEU (1930/2002)</span><br />
&#8220;&#8230; fiquei impressionado com seu jeito despretencioso, sua cordialidade e seu respeito por um novo amigo e aliado. Sempre sério, nunca foi solene. De maneira um tanto encantadora,raramente perdia uma chance de dizer algo engraçado ou desmistificador. Também nunca posava ou fazia ares de superioridade. Franqueza e sinceridade eram a marca registrada de sua presença intelectual, mesmo que fosse contundentemente irônico em seus ataques contra a impostura e a fraude. Tinha um conhecimento enciclopédico sobre os movimentos sociais, cujas correntes e transformações narrou. O que mais me impressionava, contudo, é como a complexidade e o detalhe nunca o derrotava ou o incapacitava. Pelo contrário, ao objetivar tanto um quanto o outro com inigualável maestria, era também capaz de transitar por uma visão teórica incomparavelmente elegante e estimulante. Isso, creio eu, é o que o tornou um grande professor e inspirador. Isso, e a total ausência de afetação.&#8221; (trecho de um ensaio publicado em fevereiro de 2002)<br />
<a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/edwardc.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-12280" title="edwardc" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/edwardc.jpg" alt="" width="110" height="169" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este é dos melhores livros em termos de estudos comparativos. Edward W. Said era considerado uma das maiores autoridades no tema. Para o próprio entendimento do peso da cultura islâmica é uma leitura obrigatória. Nos livros do pensador palestino temos, além do rigor &#8220;acadêmico&#8221; um texto elegante.</p>
<p><a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/palestinaa3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12302" title="palestinaa" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/palestinaa3.jpg" alt="" width="630" height="428" /></a></p>
<h2>indigência x inteligência</h2>
<p><span style="color: #ff0000;">Muito+</span> Qual o impacto que teve o AI-5 nos meios de comunicação?<br />
<span style="color: #ff0000;">Mino Carta</span> &#8211; O AI-5 é o golpe dentro do golpe. O AI-5 reforça e exaspera o golpe de 1964. Este é o golpe a 13 de dezembro de 1968. A grande imprensa é uma das vergonhas brasileiras. Ela defendeu o golpe de 64, e o golpe dentro do golpe, que foi o de 68. A grande imprensa, tirando o Estadão, nunca foi censurada. Nem a Folha, nem O Globo, o JB. O Estadão foi censurado porque era, simplesmente, uma dissidência entre os golpistas. Não que fosse adversário nem inimigo do golpe. Para o Estado estava muito bem o golpe. Sugiro a leitura atenta do editorial do Estado de São Paulo, em 17/11/68. Não existe nada pior em matéria de ferocidade, de maldade, de violência, de covardia&#8230; Sobretudo de covardia&#8230; O traço maior desta elite brasileira é a prepotência e a covardia, sem contar a ignorância e a presunção. E uma elite, inacreditavelmente, ridícula. Esse é um exemplo de como se faz um editorial. Não existe nada igual. Ninguém nunca conhecerá ao longo da vida, por mais longa que seja, algo similar. A grande imprensa não foi censurada. Achou ótimo o AI-5. Fechou com AI-5. Estava disposta a fazer qualquer negócio. O erro básico é chamá-la de &#8220;grande&#8221;, é uma imprensa pequena. É a pior imprensa do mundo. Não se pode confrontar um jornal brasileiro com um grande jornal do mundo. Não há condições. Porque é a indigência versus inteligência.</p>
<h2>(Texto de uma entrevista com Mino Carta para MUITO+ , n.26)</h2>
<h2>As fotos da coluna da esquerda: 1- 1926/quatro homens andando sobre a ponte do Brooklyn a Nova Nova York; 2 – 1929/operários descansam depois do almoço em uma rua de Londres; 3 – 1929/operários trabalham em uma máquina de produção de macarrão na Itália; 4- 1927/mulheres trabalham na produção de alimentos no período da primeira guerra mundial.</h2>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/10/um-intelectual-palestino/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>heréticos e malditos</title>
		<link>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/10/hereticos-e-malditos-2/</link>
		<comments>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/10/hereticos-e-malditos-2/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 07:24:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>WU</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leituras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pontodevista.jor.br/blog/?p=12059</guid>
		<description><![CDATA[parábola de 1818 &#8220;Essas suposições fazem ver que a sociedade atual é, na verdade, um mundo invertido: porque a nação admitiu por princípio que os pobres devem ser generosos com os ricos e que, em consequüência, os menos abastados se privem diariamente de uma parte do que lhes é necessário para aumentar o supérfluo dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>parábola de 1818</h2>
<p>&#8220;Essas suposições fazem ver que a sociedade atual é, na verdade, um mundo invertido: porque a nação admitiu por princípio que os pobres devem ser generosos com os ricos e que, em consequüência, os menos abastados se privem diariamente de uma parte do que lhes é necessário para aumentar o supérfluo dos grandes proprietários; porque os maiores criminosos, os grandes ladrões, os que oprimem a totalidade dos cidadãos e que lhes tomam trezentos ou quatrocentos milhões por ano, acham-se encarregados de punir os pequenos delitos contra a sociedade; porque a ignorância, a supertição, a preguiça e o gosto pelos prazeres dispendiosos formam o apanágio dos chefes supremos da sociedade, enquanto as pessoas capazes, econômicas e laboriosas são empregadas apenas como subalternas e como instrumentos. Porque, em uma palavra, em todos os gêneros de ocupação, são os homens incapazes que se encontram encarregados da tarefa de dirigir as pessoas capazes; porque são, do ponto de vista das relações de moralidade, os homens mais imorais que são chamados a impor aos cidadãos a virtude e, do ponto de vista da justiça, os maiores criminosos que são os encarregados de punir as faltas dos pequenos delinquentes&#8221;.</p>
<h2>Saint-Simon  1760/1825</h2>
<p>Claude-Henry de Rouvroy, conde de Saint-Simon, nasceu em Paris, filho de pais aristocráticos. Muito jovem, porém, rompeu com a família, entrando para o Exército (1777) e combatendo ao lado dos americanos na Guerra de Independência dos Estados Unidos (1781). Chegou a enriquecer como especulador, mas depois arruinou-se; aliou-se a Napoleão, durante os Cem Dias, e fez cerrada oposição aos Bourbon. Expoente do socialismo utópico, sua influência no pensamento francês do século XIX foi muito grande; entre seus discípulos, contam-se o filósofo Auguste Comte e o historiador Auguste Tierry.</p>
<h2>Este é um trecho do texto Parábola, de Saint-Simon, extraído do livro &#8221;Utópicos, heréticos e malditos&#8221;, organização de Aloisio Teixeira, editora Record.</h2>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/10/hereticos-e-malditos-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>a história do olho</title>
		<link>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/10/a-historia-do-olho/</link>
		<comments>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/10/a-historia-do-olho/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 10:11:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>WU</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Leituras]]></category>
		<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pontodevista.jor.br/blog/?p=11960</guid>
		<description><![CDATA[&#160; &#8220;Fui criado sozinho e, até onde me lembro, vivia angustiado pelas coisas do sexo. Tinha quase dezesseis anos quando conheci uma garota da minnha idade, Simone, na praia de x. Nossas famílias descobriram um parentessco longínquo e nossas relações logo se precipitaram. Três dias depois de nosso primeiro encontro. Simone e eu estávamos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/bataille2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-11962" title="bataille" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/bataille2.jpg" alt="" width="157" height="240" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Fui criado sozinho e, até onde me lembro, vivia angustiado pelas coisas do sexo. Tinha quase dezesseis anos quando conheci uma garota da minnha idade, Simone, na praia de x. Nossas famílias descobriram um parentessco longínquo e nossas relações logo se precipitaram. Três dias depois de nosso primeiro encontro. Simone e eu estávamos a sós em sua casa de campo. Ela vestia um avental preto, e usava uma gola engomada. Comecei a me dar conta de que ela partilhava minha angústia, bem mais forte naquele dia em que ela parecia estar nua sob o avental. Suas meias de seda preta subiam acima do joelho. Eu ainda não tinha conseguido vê-la até o cu ( esse nome, que eu sempre empregava com Simone, era para mim o mais belo entre os nomes do sexo). Imaginava apenas que, levantando o avental, contemplaria a sua buda pelada. Havia no corredor um prato de leite para o gato.<br />
- Os pratos foram feitos para a gente sentar &#8211; disse Simone.</p>
<p>Quer apostar que eu me sento no prato?</p>
<p>- Duvido que você se atreva &#8211; respondi ofegante.</p>
<p>Fazia calor. Simone colocou o prato num banquinho, instalou-se à minha frente e, sem desviar dos meus olhos, sentou-se e mergulhou a bunda no leite. Por um momento fiquei imóvel, tremendo, o sangue subindo à cabeça, enquanto ela olhava meu pau se erguer na calça. Deitei-me a seus pés. Ela não se mexia; pela primeira vez, vi sua &#8216;carne rosa e negra&#8217;  banhada em leite branco. Permanecemos imóveis por muito tempo, ambos ruborizados.</p>
<p>De repende, ela se levantou: o leite escorregou por suas coxas até as meias. Enxugou-se com um lenço, por cima de minha cabeça, com um pé no banquinho. Eu esfregava o pau, me remexando no assoalho.</p>
<p>Gozamos no mesmo instante, sem nos tocarmos. Porém quando sua mãe retornou, sentando-me numa poltrona baixa, aproveitei um momento em que a menina se aninhou nos braços maternos: sem ser visto, levantei o avental e enfiei a mão por entre suas coxas quentes.</p>
<p>Voltei para casa correndo , louco para bater uma punheta de novo. No dia seguinte, amanheci de olheiras. Simone me olhou de frente, escondeu a cabeça contra o meu ombro e disse: &#8216; Não quero mais que você bata puheta sem mim.&#8217;</p>
<p>Assim começou entre nós uma relação amorosa tão íntima e tão urgente que raramente passamos uma semana sem nos ver. De certa forma, nunca falamos disso. Percebo que ela tem , na minha presença sentimentos semelhantes aos meus, difíceis de descrever. Lembro-me de um dia em que passeávamos de carro em alta velocidade. Atropelei um ciclista jovem e bela, cujo pescoço quase foi arrancado pelas rodas. Contemplamos a morta por um bom tempo. O horror e o desespero que exalavam aquelas carnes, em parte repugnantes , em parte delicadas, recordam os sentimentos&#8230;&#8221;</p>
<h2><span style="color: #ff0000;">sobre minhas leituras de Bataille</span></h2>
<h2><span style="color: #ff0000;">(texto de junho de 2004) </span></h2>
<p><a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/bataille8.4.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-11967" title="bataille8." src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/bataille8.4.jpg" alt="" width="154" height="190" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos últimos 15 anos tenho lido, sistematicamente, todos os textos de George Bataille (1897/1962), em seguida que são publicados. E, cada um destes textos, estabelece rupturas, verdadeiras brechas, pela forma surpreendente, desconsertante com que algumas das mais importantes questões de nosso tempo são abordadas. São textos viscerais. Não temos a pretensão de nos colocarmos entre os que se consideram grandes conhecedores do pensamento de Bataille. Ao contrário, a cada leitura, ou ainda, quando da publicação de um texto inédito ou de uma reedição, somos empurrados para uma nova (re) leitura; e, por isso mesmo, este é um autor do qual nunca conseguimos nos distanciar. A recente reedição de &#8220;História do Olho&#8221;, pela Cosac&amp; Naify desencadeou, mais uma vez, este processo, sendo que acompanha &#8211; desta vez &#8211; os ensaios de Michel Leiris, Roland Barthes e Julio Cortázar. Com uma certa doze de paciência e sorte é possível garimpar alguns destes livros nos sebos. &#8221; O ânus solar&#8221; é uma edição portuguesa , da Hiena Editora, de 1985, com uma tiragem de apenas 1000 exemplares. Desconheço a existência de uma edição brasileira. &#8220;A Experiência interior&#8221;, da editora Ática está esgotado, assim como quase todos os outros. &#8220;A Parte Madita&#8221;, precedida de &#8221; A Noção de Despesa&#8221; é uma leitura obrigatória, ainda hoje. (wu)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/10/a-historia-do-olho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

