<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ponto de Vista &#187; História</title>
	<atom:link href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/category/historia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.pontodevista.jor.br/blog</link>
	<description>blog Ponto de Vista - Wladymir Ungaretti, Porto Alegre - RS</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Feb 2012 09:01:44 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>um encontro de gerações</title>
		<link>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/12/um-encontro-de-geracoes/</link>
		<comments>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/12/um-encontro-de-geracoes/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 09:15:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>WU</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pontodevista.jor.br/blog/?p=13642</guid>
		<description><![CDATA[Os jornalistas Flávio Tavares, Wladymir Ungaretti e a recém formada Jerusa Campani em almoço no novo Restaurante Naval, Mercado Público de Porto Alegre.  Jerusa apresentou na semana passada   seu TCC, cujo título é &#8220;Olhares sobre a mudança de identidade do jornalista nas últimas décadas&#8221;, tendo por base entrevistas com Flávio Tavares, Caco Barcelos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/P1100363AA.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13643" title="P1100363AA" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/P1100363AA.jpg" alt="" width="510" height="287" /></a>Os jornalistas Flávio Tavares, Wladymir Ungaretti e a recém formada Jerusa Campani em almoço no novo Restaurante Naval, Mercado Público de Porto Alegre.  Jerusa apresentou na semana passada   seu TCC, cujo título é &#8220;Olhares sobre a mudança de identidade do jornalista nas últimas décadas&#8221;, tendo por base entrevistas com Flávio Tavares, Caco Barcelos e Rodrigo Lopes. Um encontro que durou muitas horas para comemorar o conceito A obtido por Jerusa na apresentação do trabalho de conclusão. A ideia de comparação do jornalismo exercido antes do golpe de 64 (Flávio Tavares), durante a ditadura militar (Caco Barcelos); e, por último o Rodrigo Lopes como uma expressão do showrnalismo dos tempos atuais.</p>
<p><a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/P1100362AA.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13644" title="P1100362AA" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/P1100362AA.jpg" alt="" width="510" height="287" /></a>Durante todo o tempo o relato de histórias e fatos do jornalismo em que nos alternávamos em lembranças e considerações sobre os mais variados aspectos do exercício da profissão, no passado e na atualidade. Flávio está concluindo mais um livro que será editado pela LP&amp;M. Nesse momento ele contava que em 1955 tinha sido candidato a vereador (POA) pelo Partido Socialista e que, por perder o horário de encerramento da votação, acabou não votando nele mesmo. Falou muito sobre a figura do jornalista Cândido Norberto, deputado do PSB, e que segundo ele foi a voz mais bonita do  rádio gaúcho.<br />
<a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/P1100378AA.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13645" title="P1100378AA" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/P1100378AA.jpg" alt="" width="482" height="271" /></a>Nesse momento eu devia  estar contando alguma história. Não deixei, evidentemente, de agradecer a forma sempre atenciosa com que recebe os alunos indicados por mim  para algum trabalho. Disse a ele que proporcionar esta ponte entre  jornalistas da velha e das novas gerações têm sido uma das minhas preocupações.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/12/um-encontro-de-geracoes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>histórias do cofre do adhemar</title>
		<link>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/11/historia-do-cofre-do-adhemar/</link>
		<comments>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/11/historia-do-cofre-do-adhemar/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 09:15:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>WU</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pontodevista.jor.br/blog/?p=13184</guid>
		<description><![CDATA[ Este é o livro que comentei na postagem de ontem. Achei meio oportunista por parte da editora Civilização Brasileira ter colocado uma foto da presidente Dilma, dos tempos de militância na Var-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária &#8211; Palmares), na medida em que ela não teve nenhuma relação direta com a ação de expropriação do cofre do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/cofre2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13185" title="cofre2" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/cofre2.jpg" alt="" width="190" height="283" /></a> Este é o livro que comentei na postagem de ontem. Achei meio oportunista por parte da editora Civilização Brasileira ter colocado uma foto da presidente Dilma, dos tempos de militância na Var-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária &#8211; Palmares), na medida em que ela não teve nenhuma relação direta com a ação de expropriação do cofre do Adhemar.<br />
<a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/cofre3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13186" title="cofre3" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/cofre3.jpg" alt="" width="510" height="388" /></a><a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/cofre4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13187" title="cofre4" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/cofre4.jpg" alt="" width="510" height="395" /></a> <a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/cofre52.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13190" title="cofre5" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/cofre52.jpg" alt="" width="425" height="334" /></a>As notícias da época sobre a ação de expropriação realizada pela Var-Palmares e que resultou na posse de um cofre lotado de dólares. Na postagem anterior falo no militante com nome de guerra Bicho e que foi preso em POA. O nome dele era Gustavo Schiller e que segundo se comentava teria sido o militante que passou a informação da existência do cofre na mansão de Ana Capriglione.</p>
<h2>a imagem</h2>
<p><a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/religião.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13202" title="religião" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/religião.jpg" alt="" width="510" height="287" /></a>Na lateral do Mercado Público (POA), frente para a estação do metrô, Marlene, Nádia e Paula, literalmente, pousaram para a foto.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/11/historia-do-cofre-do-adhemar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>muitas histórias ainda serão contadas</title>
		<link>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/11/tenho-muitas-historias-para-contar-mas-nao-sou-pauta/</link>
		<comments>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/11/tenho-muitas-historias-para-contar-mas-nao-sou-pauta/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 10:39:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>WU</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pontodevista.jor.br/blog/?p=13173</guid>
		<description><![CDATA[ Está para chegar nas livrarias &#8220;O cofre do Dr. Rui&#8221;, autoria de Tom Cardoso, editora Civilização Brasileira. Conta a  história do roubo do cofre do Adhemar, o Adhemar de Barros, que foi governador de SP, apoiador do golpe de 1964 e autor da famosa frase &#8220;robo, mas faço&#8221;. O cofre com dólares  estava na casa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/cofre1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13174" title="cofre1" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/cofre1.jpg" alt="" width="253" height="425" /></a> Está para chegar nas livrarias &#8220;O cofre do Dr. Rui&#8221;, autoria de Tom Cardoso, editora Civilização Brasileira. Conta a  história do roubo do cofre do Adhemar, o Adhemar de Barros, que foi governador de SP, apoiador do golpe de 1964 e autor da famosa frase &#8220;robo, mas faço&#8221;. O cofre com dólares  estava na casa da amante Ana Capriglione. A ação foi da VAR-Palmares. A informação da existência do cofre (não sei se do livro consta esta informação) foi passada por um sobrinho da amante, militante da VAR que acabou preso em POA e tinha o nome de guerra de &#8220;Bicho&#8221;. Cheguei a ter contato com ele representando o POC (Partido Operário Comunista). Não consigo lembrar seu nome verdadeiro. Foi barbaramente torturado e algum tempo depois de solto se matou. Tom Cardoso é o autor da bela biografia do jornalista Tarso de Castro, livro que recomendo aos meus alunos. Tom é filho do também jornalista Jary Cardoso que começou, na profissão. aqui no sul. Pelas mãos do Marcão (Marcos Faerman).</p>
<h2>a imagem</h2>
<p><a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/cais.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13198" title="cais" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/cais.jpg" alt="" width="510" height="287" /></a>Guindastes do cais do Guaíba, centro de POA, visão a partir de uma das laterais do Mercado Público.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/11/tenho-muitas-historias-para-contar-mas-nao-sou-pauta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>o dia em que Henry Kissinger levou um corridão</title>
		<link>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/11/o-dia-em-que-henry-kissinger-levou-um-corridao/</link>
		<comments>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/11/o-dia-em-que-henry-kissinger-levou-um-corridao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 08:42:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>WU</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pontodevista.jor.br/blog/?p=12778</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;A visita de Eisenhower à inconclusa Brasília foi a antecipada glória de Juscelino: até os telefones provisórios da &#8220;Casa Branca em trânsito&#8221; funcionaram com perfeição. Mas Juscelino não mandou alterar a licitação. A ITT, então, encheu-se de brios e enviou ao Brasil o seu melhor negociador para tentar modificar os resultados e assumir; central telefônica. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/getulio.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12779" title="getulio" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/getulio.jpg" alt="" width="244" height="360" /></a></p>
<p>&#8220;A visita de Eisenhower à inconclusa Brasília foi a antecipada glória de Juscelino: até os telefones provisórios da &#8220;Casa Branca em trânsito&#8221; funcionaram com perfeição. Mas Juscelino não mandou alterar a licitação. A ITT, então, encheu-se de brios e enviou ao Brasil o seu melhor negociador para tentar modificar os resultados e assumir; central telefônica. Obra de &#8220;interesse estratégico&#8221;, a rede de comunicações da nova capital fora confiada a um jovem oficial-engenheiro do Exército, a quem Juscelino dera plenos poderes. Assim, durante quase uma hora, no Rio, o major Dagoberto Rodrigues recebeu e ouviu o enviado da ITT. Num inglês com leve acento alemão, o negociador explicou que sua empresa oferecia rebaixar os preços a níveis inferiores aos dos concorrentes, mas o major Dagoberto argumentou que &#8220;mesmo assim&#8221; continuava a preferir os suecos, que se comprometiam com prazos mais curtos de entrega. Isso o fazia sentir-se seguro de que, antes ainda da inauguração, Brasília teria telefone e telex para falar com o país e o mundo. (Todos os técnicos argumentavam que a instalação da rede de microondas para a telefonia interurbana, demoraria de dois a quatro anos, e isso fazia as delícias dos opositores de Brasília. Sem condições de equiparar-se aos suecos nos prazos de entrega, o negociador apelou à habilidade maior: abriu um sorriso, disse que estava disposto a conceder tudo e, com um jeito suave de quem conhece o caminho do êxito, perguntou quanto teria de pagar, além do contrato, para obter o contrato. Quanto? Quanto?<br />
<span style="color: #ff0000;">— Please, can you repeat? — perguntou-lhe Dagoberto. E o negociador repetiu lentamente, com um sorriso tingido de cumplicidade. Era o suficiente. A deixa para o suborno estava no ar. Vestido à paisana, de casaco e gravata, mas com o ímpeto do campo de batalha, o major Dagoberto levantou-se e bradou em português mesmo, mas com tanta veemência e num gesto tão claro com o braço estendido que o visitante compreendeu: — Levante-se e saia. Fora! Ponha-se na rua agora mesmo e nunca mais volte aqui nem a qualquer repartição brasileira! O negociador da ITT chamava-se Henry Kissinger.</span> E era ele em pessoa que tinha sido expulso do gabinete de um jovem oficial do Exército brasileiro conhecido como &#8220;nacionalista de esquerda&#8221;. Aquela era a primeira viagem ao Brasil do então desconhecido e anônimo Henry Kissinger. Naquele tempo remoto, ele ainda não era conselheiro de Política Externa do Presidente dos Estados Unidos nem o hiperpoderoso secretário de Estado, mas tudo valia como preparação para tornar-se a figura importante e fundamental de poucos anos depois. Talvez nesse momento em que teve de se inclinar às ordens de um oficial brasileiro que — mesmo sem farda — o expulsava do gabinete, tenha começado a nascer-lhe a idéia daquela frase que, anos depois, quando ele era o todo-poderoso negociador do governo Richard Nixon, soou em Washington como ensinamento e advertência: &#8220;Para onde se inclinar o Brasil, haverá de inclinar-se toda a América Latina.&#8221; Ironicamente, quatro anos e alguns meses depois, Dagoberto Rodrigues (já no posto de coronel) é que não pôde mais entrar em nenhuma reparação governamental no Brasil: expulso do Exército após o golpe militar de 1964, foi obrigado a exilar-se no Uruguai, onde passou mais de 15 anos Vivia tão honesta e modestamente no exílio que, durante muito tempo, nem sequer pôde ter telefone em casa&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/getulio12.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-12780" title="getulio1" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/getulio12.jpg" alt="" width="145" height="167" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Kissinger, momentos antes de ser expulso do gabinete do major Dagoberto Rodrigues, no Rio, quando tentava ganhar na marra o sistema de telefonia de Brasília.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/11/o-dia-em-que-henry-kissinger-levou-um-corridao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>104 anos em 5 de dezembro</title>
		<link>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/11/104-anos-em-5-de-dezembro/</link>
		<comments>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/11/104-anos-em-5-de-dezembro/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 09:44:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>WU</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pontodevista.jor.br/blog/?p=12697</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Muitas vezes ficamos, noite adentro, a conversar com os amigos. Conversa fiada, que nos faz muito bem. E falamos de tudo. De política, de futebol, deste mundo perverso em que vivemos, dos nossos irmãos das favelas, dos meninos de rua a correrem pela madrugada, sem uma esperança sequer. Não raro falamos do futuro, do inesperado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Muitas vezes ficamos, noite adentro, a conversar com os amigos. Conversa fiada, que nos faz muito bem. E falamos de tudo. De política, de futebol, deste mundo perverso em que vivemos, dos nossos irmãos das favelas, dos meninos de rua a correrem pela madrugada, sem uma esperança sequer. Não raro falamos do futuro, do inesperado, que tudo domina, e muitas vezes contra nós. Até da figura sinistra de Bush nos ocupamos. E aí, nacionalistas, todos se levantam a falar da Amazônia tão ameaçada e da política externa de Lula, que só podemos aplaudir. No último encontro, observei que começava a me repetir (pessimista), a comentar sobre a fragilidade das coisas e das nossas pobres vidas. E, sem cair no niilismo, passando por Schopenhauer e pela leitura de &#8216;L&#8217;être et lê Néant&#8217; (&#8216;O Ser e o Nada&#8217;), que nunca esqueci, aceitava a pouca importância da vida e de tudo o mais.<br />
<a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/niemeyer1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12698" title="niemeyer1" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/niemeyer1-149x300.jpg" alt="" width="149" height="300" /></a>Depois, ao voltar para casa, fiquei a analisar esse meu ponto de vista que tanto repetia — para alguns, sem maior significação. E agradou-me perceber que havia uma certa razão para essa insistência, talvez desnecessária, apesar de representar uma ideia muito minha, a defender a conveniência de melhorar o ser humano, de fazê-lo mais modesto, o &#8220;que a luta política, inclusive, reclama. Lembro os velhos tempos&#8230; Como o partido era para muitos coisa sagrada, uma religião. Hoje continuo a admirá-los, convicto, como eles, de que a proposta de Marx e Engels é legítima e apaixonante — mudar a sociedade, fazê-la boa e justa para todos. Só o ser humano é que continuaria desprotegido diante do d estino implacável. E, procurando um exemplo que comprovasse o meu pensamento, era Kruschev que me aparecia. Ele, que, ambicioso, voltado para o poder, elaborou o lamentável relatório contra Stálin. Satisfazia-me ver que até na luta política a modéstia seria eficaz, evitando erros como esse. E, mais ainda, na sociedade sem classes adotada, aceitando-se as limitações que o novo regime — igual para todos — vai estabelecer. Sentia que essa preocupação com a modéstia e a importância que poderia assumir em qualquer movimento de caráter político nunca tinham sido devidamente valorizadas. O que parece justificar o empenho com que a elas costumo voltar, certo de que, mais modesto, o homem será um dia mais feliz&#8221;.<br />
<a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/niemeyer31.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12704" title="niemeyer3" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/niemeyer31.jpg" alt="" width="297" height="137" /></a></p>
<p style="text-align: center;">(Texto de Oscar Niemeyer, publicado em 06.06.2004, no jornal Folha de São Paulo/Oscar Niemeyer é carioca nascido a 5 de dezembro de 1907.)</p>
<h2 style="text-align: left;">censura</h2>
<p style="text-align: left;">Está fazendo algum tempo que não lembro a todos vocês que continuo sob censura. Fui absolvido, em todas as instâncias, no processo criminal que era movido por um funcionário com 35 anos de PRBS (Partido Rede Brasil Sul de Comunicação), mas continuo impedido de dizer o que penso em função de um outro processo na área cível movido pelo mesmo cara. Estou submetido a uma multa diária de 150 reais caso volte a fazer as críticas que fazia (que não foram consideradas criminosas) ou caso eu recoloque à disposição dos leitores de Pontodevista o material antigo. Fui obrigado a tirar a revista da rede pela impossibilidade de realizar a &#8220;limpeza&#8221; determinada. Como não existe meia censura abandonei a &#8220;leitura&#8221; diária que fazia do jorneleco. Nem mesmo o uso de apelidos, todos amplamente conhecidos da categoria (como Causowsagner) foi considerado crime. Estou impedido de comentar da edição de hoje de Zerolândia, por exemplo, a importante matéria da página 72, assim como não vou dizer nada sobre a lamentável morte do cinegrafista Gelson Domingos (em conflito entre forças policiais e meia dúzia de &#8220;trabalhadores&#8221; dos pontos de venda de drogas), mas cuja matéria tem por título &#8220;A guerra do Brasil&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/11/104-anos-em-5-de-dezembro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>o gaúcho do sequestro do embaixador elbrick</title>
		<link>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/10/o-gaucho-do-sequestro-do-embaixador-elbrick/</link>
		<comments>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/10/o-gaucho-do-sequestro-do-embaixador-elbrick/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 08:58:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>WU</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pontodevista.jor.br/blog/?p=12429</guid>
		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#8220;Democracia, só a VERDADEIRA DEMOCRACIA, que não se conseguirá sem a liquidação do monopólio da terra, sem a derrota do imperialismo ianque e sem a substiuição do atual governo de traição nacional por um governo democrático, progressista e popular&#8221;.  (Carlos Marighella, Revista Problemas, janeiro de 1948, N.6). Encontrei esta preciosidade em um &#8220;sebo&#8221; de POA e mais uns quatro ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/problemas13.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-12433" title="problemas1" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/problemas13.jpg" alt="" width="265" height="370" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Democracia, só a VERDADEIRA DEMOCRACIA, que não se conseguirá sem a liquidação do monopólio da terra, sem a derrota do imperialismo ianque e sem a substiuição do atual governo de traição nacional por um governo democrático, progressista e popular&#8221;.  (Carlos Marighella, Revista Problemas, janeiro de 1948, N.6). Encontrei esta preciosidade em um &#8220;sebo&#8221; de POA e mais uns quatro ou cinco exemplares. Os velhos comunistas colecionavam esta revista. Liam e discutiam os imensos artigos publicados. Sem entender nada acerca do materialismo dialético, mas me achando muito adulto, perdi algumas tardes lendo textos de Stalin. Quanto este exemplar foi publicado ainda não tinha nascido.</p>
<h2>direto do baú</h2>
<p><a href="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/bau.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-12451" title="bau" src="http://www.pontodevista.jor.br/blog/wp-content/uploads/bau.jpg" alt="" width="164" height="250" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Apesar de perseguidos pelos agentes do Cenimar, os guerrilheiros que estavam na casa do Rio Comprido conseguiram escapar. Entre eles Toledo, que completara 56 anos no dia 5 de setembro. Contudo a repressão veio com tudo para cima da ALN e do MR-8. No dia 9 de setembro, um dos guerrilheiros do MR-8, Cláudio, o mesmo que dirigira o Cadiliac, foi preso num apartamento do Leme, no Rio, após trocar tiros com a equipe do Cenimar. O militante encarregado de limpar a casa da Barão de Petrópolis após o sequestro descuidara-se e deixara um paletó de Cláudio na casa. A partir da etiqueta do alfaiate, o Cenimar chegou até o apartamento de Cláudio. Toledo, Virgílio e dois outros militantes da ALN conseguiram com muita dificuldade furar o cerco e chegar até São Paulo, onde o clima também estava carregado. As primeiras quedas da ALN começaram antes mesmo do seqüestro de Elbrick.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span class="Apple-style-span" style="font-size: 20px; font-weight: bold; color: #ff0000;">(trecho do livro, pág 210. Cláudio do texto é Cláudio Torres, estudante da Faculdade de Economia da UFRGS e dirigente estudantil do DCE &#8211;Diretório Central dos Estudantes. Notem que a UFRGS nunca comemorou o fato de ter um ex-estudante diretamente ligado à história do sequestro do embaixador americano.)</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pontodevista.jor.br/blog/2011/10/o-gaucho-do-sequestro-do-embaixador-elbrick/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

