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na alma encantada das ruas

Renato Inácio, conhecido nos tempos que jogava futebol como Alemão, sabe muito da história da dupla Grenal. Como jogador de ataque começou sua carreira no Renner em 1957. Foi para seleção gaúcha, mas se destacou nos Eucaliptos a partir de 1959. Jogou o Grenal do final desse ano, quando o Inter venceu por 3×1, mas também foi o fim de sua carreira. Nesse jogo quebrou uma perna. No  Renner foi treinado por Abílio dos Reis; e. nos Eucaliptos por Sérgio Moacyr Torres. Frequentador do Café do Mercado é um bom papo sobre futebol.

Na alma encantada das ruas tudo é matéria para o JORNALISTA. Em plena Rua da Praia, centro de Porto Alegre, em torno das 19hrs ele vendeu pelo menos uns cinco destes brinquedos luminosos, em um pequeno espaço de tempo.

Observem o comportamento de absoluta tranquilidade dos cachorros que acompanham os moradores de rua. Na hora do pique, na Rua da Praia (centro de POA) o reciclador recolhia sua matéria prima enquanto os animais “observavam” o movimento. Não são neuróticos. Os moradores de rua dividem tudo com seus animais. É uma relação de carinho e de absoluta liberdade, uma escolha mútua.

Imagens

As imagens da coluna da esquerda são do arquivo do jornal Última Hora. A primeira delas é uma manifestação pela celebração do Dia Nacional de Pequim, em 01.10.1960;  a seguir, manifestação popular no funeral do presidente Getúlio Vargas, em agosto de 1954;  a “banda” os Mutantes, em dezembro de 1970; e, por último, uma cena do filme “Terra em Transe”. de Glauber Rocha com os atores Jardel Filho e Modesto de Souza, em 1967.

o homem que amava as mulheres

Comecei bem as férias assistindo “Gainsbourg –  o homem que amava as mulheres” sobre a vida do compositor Serge Gainsbourg, autor  da música Je T’aime… Noi Non Plus, composta para a atriz Brigitte Bardot. A crítica no “Estadão”  é do jornalista e crítico gaúcho Luz Carlos Merten. Trabalhou na editoria internacional de Zero Hora, na década de 70. É uma crítica bem melhor do que a do Segundo Caderno de hoje de Zerolândia, do PRBS.

palavras e imagens

A dialética

Do livro “A escrita – há futuro pra a escrita?”, de Vilem Flusser, editora Anna Blume. 

rios de sangue
Basta observar a história para constatar a miséria e os rios de sangue derramados em nome do deus único.

“Os três monoteísmos, animados por uma mesma pulsão de morte genealógica, partilham uma série de desprezos idênticos: ódio da razão e da inteligência; ódio da liberdade; ódio de todos os livros em nome de um único; ódio da vida; ódio da sexualidade, das mulheres e do prazer; ódio do feminino; ódio do corpo, dos desejos, das pulsações. Em vez e no lugar de tudo isso, judaísmo, cristianismo e islã defendem: a fé e a crença, a obediência e a submissão,, o gosto pela mrote e a paixão pelo além, o anjo assexuado e a castidade, a virgindade e a fidelidade monogâmica, a esposa e mãe, a alma e o espírito. Equivale a dizer a vida crucificada e o nada celebrado…. ” (do livro “Tratado de Ateologia, de Michel Onfray, da editora Martins Fontes)

O pior e pedir
de Goya

 

do capitalismo arrebatado

para viciar as mulheres preocupadas com peso

Capa da Folha de São Paulo, edição de segunda-feira, 02.05.2011. Do texto:” o uso de drogas que suprimem o apetite tinha como objetivo conquistar um novo tipo de consumidor, as mulheres.  Projeto de um Malboro mais fino, voltado para o público feminino, cita a supressão de apetite como um dos atratativos.”

para exterminar com os miseráveis

Da mesma edição do jornal Folha de São Paulo. Do texto: uma pedra de oxi, semelhante ao crack, mas com um poder de destruição muito maior está sendo vendida a dois reais.  E o mais espantoso é que a droga está tomando conta, também, da região Amazônica. A droga já circula no Acre, fronteira com o Peru e a Bolívia,  desde 1980.

fotos da coluna à esquerda

Ao lado do espantoso número de novos prédios, todos de alto padrão, que estão sendo construídos no bairro Bom Fim (PO) cresce o número de moradores de rua. O lixo do bairro é puro luxo para os miseráveis. O esforço de “limpeza” também é enorme. Não existe um grande registro, jornalisticamente subversivo, das transformações do bairro. Que relação haveria, por exemplo, entre estes empreendimentos imobiliários, a privatização do Auditório Araújo Viana, com o seu cercamento,  com a ampla e irrestrita participação da Coca Cola e a Opus promoções  na recuperação do mesmo? E o surgimento de amplas garagens? E a abertura de lojas de vestuário com forte presença antes apenas em shoppigns? É este o desenvolvido que queremos? Em um outro momento escreveria uma pauta com umas dez laudas. É…. ainda sou do tempo da laudas. Isso daria uma coisa entre – acho eu – de oito mil a dez mil caracteres.