A cidade toda enfeitada em ritmo de Copa do Mundo. Cinelândia. Amarelinho.


O Rio de Janeiro foi decorado pelas comunidades
como um polvo, gente gelatinosa
Um cadáver domina a sociedade – 0 cadáver do trabalho. Todos os poderes ao redor do globo uniram-se para a defesa desse domínio: o Papa e o Banco Mundial, sindicatos e empresários, ecologistas e socialistas, Todos eles só conhecem um lema: trabalho, trabalho, trabalho e trabalho! E mais trabalho. A confusão deve ser vista, sempre, como uma estética aceitável. O sexo fala de uma linguagem baseada em lubrificantes e lubrificações, um tipo diferente de saliva. Se manifeste como um vagabundo, clandestinamente. Os piratas foram os primeiros a montar uma rede de informações. Grande parte deles convertidos ao islã. Você esta esperando uma revolução? A minha começou muito tempo atrás. Viva a gang de Bonnot! Bandidos e anarquistas. A guerrilha midiática é um método de defesa da ingerência/presença da mídia no imaginário coletivo e em nossa vida. Pontodevista está sob censura. Ação de um tosco com 35 anos de RBS/jornal Zero Hora. Quando o adversário passa a ser inimigo de si mesmo, quando você golpeia sem se mover, então você sabe que a vitória está certa. Mesmo com uma “derrota” na Justiça. Muito raramente um showrnalista esquece sua realidade diária de produção de uma rápida “mATériA” pra manter um salário de merda, mas aumentando sempre a fátia do jornal junto ao deus mercado, além de manter um editor feliz, massageando seu ego. Irão todos para o céu. A mudança climática é a grande matéria do dia. Nem o Partidão (PCB), dos velhos tempos, montaria uma chapa sindical com tantos bundões. Só belezuras. A rede de conivências corporativas é o poder e têm múltiplos tentáculos. É como se fosse um polvo. Gente gelatinosa. Nossa grande atividade é viver na absoluta incorência. A embriaguez provocada pelo vinho é mágica. Escrevo com os estiletes da emoção. Da alma.
Por dificuldades de ordem técnica ficamos sem realizar postagens nos últimos dias. Estaremos retomando, no espaço do blog, provisoriamente, a nossa atividade na segunda-feira. Colocamos na abertura do sítio Pontodevista o texto abaixo. É possível que, nos próximos dias, a mesma decisão venha a ser adotada, também, em relação ao blog.
Trajetória inversa a de um J.B. Scalco e de alguns outros. Grandes fotógrafos que aproveitaram as chances que tiveram na vida. Não temos mais nada a dizer ou a explicar. Diante das limitações que nos foram impostas pelas ações movidas na Justiça, por um funcionário da RBS – 35 ANOS DE FIRMA, tomamos a decisão de suspender todas as nossas atividades nesse espaço. Não existem razões para trabalhar com as regras que nos impuseram. E que determinam, objetivamente, o que podemos comentar ou não do jornal Zero Hora. Tudo, aqui, tinha a função de estimular, fundamentalmente, o espírito crítico dos estudantes de jornalismo. O sentimento é de vitória. Fotógrafos “cascateiros” estarão, pelo menos por um bom tempo, sob vigilância. Após serem resolvidas algumas questões técnicas, tudo será tirado da rede. Em algum momento, mais cedo ou mais tarde, alguém deverá responder pelo “desaparecimento” de 10 anos de crítica ao jornalismo que se pratica na RBS. Dissemos, desde o início, que manteríamos a corda esticada, ao máximo. Que estoure de qualquer um dos lados. Continuarei a ser Wu, um modesto jornalista, professor e fotógrafo. Estou na deriva. Flanando.
É tudo ou nada. É Baader Meinhof. E, no entanto, paradoxalmente, sou cada vez mais pela troca de idéias. Pelo estabelecimento de consensos que reflitam a correlação de forças. Não existe jornalismo e ensino sem crítica. Este é um direito. Levamos algumas porradas para chegarmos até aqui. Como militante, jornalista e professor.
Não aconteceu a audiência. Pela segunda vez, uma testemunha do autor das ações, a jornalista Adriana Irion, também do PRBS (Partido Rede Brasil Sul de Comunicações), não compareceu. A audiência foi transferida para o dia 24 de fevereiro de 2010. Assim, continuamos submetidos a uma multa diária de 150 reais se realizarmos quaisquer comentários que tenham como elemento de análise material do autor das ações. Estamos submetidos à censura. Existe, concretamente, uma determinação do que pode ou não ser comentado em Zero Hora (Zerolândia). O nome desta prática é censura, sim. A rede de conivências corporativas continuará em silêncio. Está assistindo, de camarote e confortavelmente.
Fomos comunicados que o mesmo funcionário da firma (PRBS) está movendo uma terceira ação cívil contra nós. Com um outro advogado. O escritório de Carlos Araújo & Vecchio deverá examinar a questão, nos próximos dias, e adotar as providências. Considerando a existência destas três ações e o tempo de duração, em função de todos os recursos que ambas as partes poderão fazer uso, estamos estudando a possibilidade de suspendermos – definitivamente – todas as nossas atividades, tanto no site como no blog. Não temos a intenção de continuarmos trabalhando sob pressão. Estamos discutindo a questão com as pessoas mais próximas. Nunca é demais lembramos que as ações não são movidas por um jornalista “das antigas”, sem diploma. Ou por um jovem ex-aluno, diplomado. O cara é uma cria da casa. Um funcionário de carreira com 35 anos na mesma firma. Quem deve assumir a responsabilidade pela formação que foi dada a este “profissional”? Quem? QUEM? Até mesmo nessa questão a RBS não é isenta. Ela (a firma) é, indiretamente, responsável pela truculência das ações. O discurso pode ser qualquer um.
O sentimento não é de derrota. Pelo contrário, acreditem. O sentimento é de vitória. Mesmo considerando toda a incomodação e possíveis prejuízos. Alguns de nossos objetivos foram, claramente, alcançados. CASCATA NUNCA MAIS funcionará sempre. É um importante alerta que lançamos. Tornamos público (Internet) algo que ficava nas rodinhas da categoria. E até mesmo nos corredores do Sindicato. Temos absoluta certeza de que os verdadeiros FOTÓGRAFOS, aqueles que são comprometidos com o jornalismo, estão agradecidos. Outros farão a crítica que realizávamos. Continuaremos à disposição para a formação de novos guerrilheiros.
Por último, sugerimos que a Associação Riograndense de Imprensa, Sindicato e cursos de comunicologia criem , com amplo apoio da mídia corporativa, uma nova categoria para a próxima edição do Prêmio ARI-Gó. Para a melhor “foto cascatinha”. Ou “jovem cascatinha”. Poderemos, assim, continuarmos o treinamento de novos críticos.
Serei incansável na disposição de agradecer ao fraterno e estimilante convívio com os jovens JORNALISTAS. Agradeço aos que me proporcionam este insubstituível alimento, feito de sonhos; e que recebo em cada (re)encontro.
JORNALISMO É SUBVERSÃO. Luta de classes, sempre. Olho no olho de qualquer tipo de profissional. Temos prazer nessa prática. Pela emoção em olhares transparentes. Ou pelo constrangimento que causa.
Nesse transe nossa lucidez.
No dia de mais uma audiência no processo que é movido contra nós, queremos deixar apenas este registro. “Fotocascata” é cenografia. “Fotocampama” é atividade policialesca. Esta duas práticas são contrárias ao FOTOJORNALISMO. É assim que pensamos. Pouco importa o resultado final de toda esta história. Esta é uma boa incomodação, assim como foi a cadeia resultante da luta contra a ditadura; ou a Comissão de Inquérito pela manifestação contrária à punição de alunos de “comunicologia”. Com este histórico só posso me considerar uma pessoa privilegiada. Na atualidade sonho com minha aposentadoria. Não tenho, também, nenhuma relação com a rede de conivências corporativas. Queremos distância do espetáculo. Existem coisas muito mais importantes na vida do que ficar discursando dentro da academia. Este deixou de ser o espaço de reflexão crítica. Ou ficar escrevendo para ser lido por corrompidas marionetes. Sim, pelos que acreditam que o centro do mundo está nas redações dos atuais jornais, estruturas higienizadoras. Sem a força dos movimentos sociais, organizados, nada será alterado. A produção de bens simbólicos, de subjetividades reacionárias é de proporções avassaladoras. Agradeço a todos os alunos que souberam tirar de mim o melhor, valorizando minha paixão pela profissão. Reafirmamos que temos um lado. Sou gauche. Jornalismo é subversão.
E além disso, volto a insistir na ideia de que “depois de tudo, céu e terra aí estão, como se nada tivesse acontecido. A essa altura, a vida e as ações de um homem têm o peso de uma folha seca no meio da ventania… Ora, que vá tudo para o inferno!”
Saudações, esquerdizantes!