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Estou caindo fora de todos os espaços virtuais. Fico fora do “face”. Vou apenas responder as mensagens e aceitar novos amigos, mas não com a frequência diária. Fico fora, também, do “twitter” que – diga-se de passagem – já não vinha utilizando muito. Estou pensando dar uma “arrumada” no desenho do BlogPontodevista, assim como na parte editorial. Não tenho nada definido. Estarei respondendo e-mails, preparando e dando as minhas aulas. E sempre fotografando. Se tudo correr como espero estarei reocupando todos estes espaços a partir de outubro. Está tudo bem de saúde comigo. E não estou deprimido. Retomo a academia três vezes por semana. É hoje. Preciso de uma disciplina guerrilheira. Busco, sem nenhuma ansiedade, todas as formas de me desintoxicar. Preciso retomar a vida com o ar puro das manhãs – ainda com o escuridão das madrugadas de inverno – invadindo todo o meu querer. Indo embora o frio vou para as Derivas estradeiras. A estas alturas da vida só procuro as felicidades possíveis de serem encontradas nas coisas bem simples. Possíveis de se converterem em palavras mágicas. As que sempre perseguimos e que traduzem encantamento. Com uma certa alegria percebo – ao escrever – que toda a minha vida é essa procura. Como já disse , em outras ocasiões, não tenho nada a reclamar. O fluxo cósmico, periodicamente, altera sua direção. Sem arrogância e nenhuma pretensão, as experiências que se sucedem só me tornam mais enciclopédico. E mais doce. Afinal, com 63 já é possível começar a pensar assim. A sensibilidade é total e à flor da pele. Um mundo de gente saca isso e um mundo de gente não saca nada. Não importa. Sigo aprendendo a me movimentar entre simpatias, antipatias, amores e ódios. E se por onde passo não consigo fazer a diferença não é por falta de intensidade, mas por não saber tudo do mundo e da vida. Sou um aprendiz ou melhor um descobridor. E se chegar a ficar bem velhinho, com alguma lucidez e este espírito louco, talvez venha a pedir desculpas, pela milésima vez, por ter a pretensão de querer chegar à sabedoria com absoluta singularidade. É o meu caminhar. (Wu)
Reflito, seriamente, sobre a possibilidade de abandonar – pelo menos por um tempo – todos os espaços virtuais. Tô meio de saco cheio de todo esse blábláblá. Preciso ler mais, escrever mais e ficar mais tempo na Deriva, alternando recolhimento e vagabundagem. Devo tomar uma decisão nos próximos dias. A leitura da biografia de John Steinbeck, de Jay Parini (da editora Record) tem um puta peso nessa reflexão. Peço mil desculpas a todos que me enviaram convites para a realização de alguma atividade. Mas não tenho nada importante para dizer.
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