” Do mesmo modo que a linguagem, cuja função é, segundo Deleuze e Guattari, menos informar ou comunicar do que transmitir palavras de ordem, a fotografia-documento terá servido menos à informação e à comunicação do que à transmissão de uma ordem visual. ‘Dirigir o olho‘ tornou-se inseparável da designação e prevaleceu sobre a representação, e mesmo sobre o testemunho. Os jornais e as revistas não definem somente o que é ‘preciso‘ pensar, reter, esperar, compreender ou saber; eles indicam, com a ajuda da fotografia-documento, aquilo que deve ser visto, e como deve ser visto. A informação é apenas o suporte, ou o pretexto, necessário à emissão, à transmissão e à observação de prescrições visuais.” Do livro “A fotografia – entre documento e arte contemporânea”, de André Roillé, editora Senac.
“É comum intervenções urbanas apresentarem sempre grandes dimensões, exatamente para conseguir chamar a atenção das pessoas no ambiente caótico das metrópoles. No entanto, alguém bastante talentoso rompeu com essa tendência, optando pela sutileza. Trata-se do inglês Slinkachu, um artista urbano ao estilo Bansky: nada de fotos nem nome divulgados. CLIQUE NAS IMAGENS.
O mais incrível é que após fotografada para o blog do artista, a obra é deixada para trás, sofrendo as consequências do tempo ou de um pedestre desavisado. Mesmo por que, Slinkachu se tornou conhecido e reuniu milhares de fãs pelo mundo justamente por causa do seu blog, que vale muito a pena ser visitado. Já suas instalações não têm a mesma sorte, perdem-se pelo caminho, sendo que na maioria das vezes sequer são notadas.”
ela é de origem russa, morando na atualidade na cidade de Munique, Alemanha. Suas fotos impressionam pelo uso de luminosidades. A origem da postagem é do blog Espaço Imoral.
Autoria Wu. Em lomography, máquina Diana F+, filme 120mm Fujicolor Superia X-TRA 400, foco em infinito, abertura para dias de sol, negativo 6×6 , imagem “escaneada”, corte mínimo na parte inferior, leve diminuição do contraste. Rua da Praia, centro de Porto Alegre, em direção à Praça da Alfândega.
Remover e cavar
O macio solo de cinza
Cabos de enxada são curtos
O curso do sol é longo
Os dedos fundo na terra buscam
Raízes, arrancá-las; sentir por inteiro
Raízes são fortes.
Um pequeno pedaço da minha biblioteca é de livros de poesia. Não me considero um grande conhecedor. Gosto de ler poesia em voz alta, caminhando dentro de casa. Ainda sou capaz de decorar trechos inteiros. Como jornalista, professor de jornalismo, mas acima de tudo como um militante da anarquia me esforço por circular nas mais variadas esferas do conhecimento e das artes. Sou do tempo que o grande sonho era se tornar um intelectual. No Colégio Júlio de Castinhos (PO), no Julinho, as meninas interessantes liam “A Convidada” e o “Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir; nós líamos “Os caminhos para a liberdade”, de Sartre e algum texto de Marx. Intelectuais eram de esquerda ou, no mínimo, simpatizantes. Se tornar JORNALISTA era o sonho de vários de nós. Diploma era de qualquer outra coisa. É desse tempo o hábito de procurar conhecer alguma coisa de poesia, lendo Paulo Mendes Campos, Vinicius de Moraes, Plabo Neruda e Frederico Garcia Lorca e alguns outros que não recordo. É desse tempo a determinação de possuir uma máquina de escrever Remington e uma câmera fotográfica Leica. A máquina de escrever comprei com meu primeiro salário e a Leica (de 1937) alguns anos depois. Fotografo até hoje com ela, por prazer e divertimento. A velha Remington sempre está por perto. E, ainda hoje, encontro uma ou outra lauda perdida. Não escrevo com sentimento de nostalgia. Cada vez mais estou convencido que é da máxima atualidade dizer que jornalismo é subversão. O que aí está é perfumaria. Instante decisivo com Nikon digital que dispara 1000 quadros em milésimos de segundos é piada. Henri Cartier-Bresson está se revirando no túmulo. É preciso que a ARI (Associação Riograndense de Imprensa) e o Sindicato dos Jornalistas aumentem o número de prêmios ARI-GÓ, com um amplo apoio de toda a rede de conivências corporativas que, inclui obviamente, os cursinhos de comunicologia. Quero ficar longe de tudo isso. Estou à disposição do Movimento de Libertação Vodu Revolucionário, do Centro de Estudos Comparativos das Sacanagens da Mídia Corporativa, do Banco de Financiamento das Atividades de Pirataria (BFAP) e da Liga Internacionalista dos Exus Esquerdistas. Destruir é um ato de suprema criatividade. A partir de agora pretendo pensar qual será o ato de transgressão do dia.
(este texto, desarticulado e sem revisão, se fez de imediato após a leitura do poema. foi, literalmente, vomitado)
As editoras Cosac Naify e Record estão lançando livros sobre Frida Kahlo. A Cosac editou “Frida Kahlo - Suas fotos” com mais de 400 fotos do Museu Frida Kahlo do Banco do México. A Record está colocando nas livrarias “Diego e Frida”, publicado em 1993 pelo Prêmio Nobel J.M.Le Clézio. Frida foi amante de Leon Trotski, Tina Mododotti e Tara Pandit, além de ter sido casada com Diego Rivera. A matéria foi publicada pelo Caderno2, do jornal “Estadão”, edição de 30.06.2010. Quando você iria ler, em um jornal local, uma matéria como esta durante a semana? Nunca.
Entre 2002/2004, a Revista Pontodevista publicou, em uma de suas edições mensais, um amplo material sobre Frida Kahlo. Estamos (re)editando estas páginas com o desenho original à pedido de antigos leitores. Abandonamos a publicação da revista Pontodevista quando teve início os processos movidos (2009) por um funcionário com 35 anos de PRBS (Partido Rede Brasil Sul de Comunicação/jornal Zero Hora). Ainda estamos submetidos à uma multa diária de 150 reais em caso de exercermos qualquer crítica ao material produzido por esta pessoa. Não existe meia censura. Ou posso comentar tudo do ou não comento nada. Por insistentes pedidos, como já destacamos, estamos agregando algumas matérias produzidas, anteriormente, nas postagens diárias. Estes antigos leitores insistem, também, na manutenção do desenho original das páginas. Trabalhamos durante o período anterior com a barra de rolagem na horizontal ou com páginas de tela inteira. Nosso domínio técnico não nos possibilitava maiores preocupações com a produção de um desenho mais “limpo”.Pela quantidade de informações vale o esforço de leitura. Que seja proveitosa.
Estamos disponibilizando, em cada edição, vídeos anarquistas, sonoridades e fotos novas. Ainda não concluímos todas as alterações programadas para a página. As fotos de hoje (quinta-feira), na coluna da esquerda, são do fotógrafo Jean Saudek, reproduzidas do livro da editora Taschen. Não estamos utilizando todas as possibilidades abertas pelo Twitter com o @editorwu. Aos poucos vamos avançado no domínio das novas ferramentas. Breve, estaremos introduzindo novas e mais contundentes intervenções do anarquismo poético e midiático. Novas colunas estão em treinamento nos campos do Movimento de Libertação Vodu Revolucionário. O BFAP (Banco de Financiamento das Atividades de Pirataria) promete para breve a liberação de mais recursos. Estas organizações solicitam, em troca, mais radicalidade.