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para imaginar

 De uma série de fotos a partir de conversas no Skype. Como serão vistas estas imagens no futuro? Como fiz Vilém Flusser produzimos imagens para melhor imaginar. Minhas postagens nesses espaços virtuais não estão obedecendo uma periodicidade.  A DERIVA é de férias de verão!

tratamento pela porrada

 Na cracolândia paulistana o tratamento de choque é porrada. Observem bem a foto. Miseráveis, pouca idade e quase todos negros e mulatos. Os policiais, também, brasileiros mestiços. Boa parte da mídia corporativa produz imagens para assustar e mostrar a capacidade de repressão do aparelho do Estado. A foto é do “Estadão”, edição de 14 de janeiro de 2012.

postais franceses

De um CD francês com cinco mil postais. As fotos da coluna da esquerda são deste mesmo CD. Eventualmente vamos trocar estas imagens durante o período de férias.

pensamentos clandestinos

ou pensamentos selvagens

“Em circunstâncias habituais, o fotógrafo vive o totalitarismo dos aparelhos. Os seus gestos são programados, a sua consciência e sensibilidade têm um carácter robotizado. Alguns fotógrafos mas inquietos lutam conta essa automação estupida, tentam ‘enganar’ o aparelho introduzindo nele elementos não previstos, restabelecendo a questão da liberdade num contexto de dominação das máquinas. Muitos desses esforços acabam por ser novamente recuperados pelos aparelhos, mais imediatamente catalogados no repertório de suas categorias. Uma filosofia da fotografia deve ter por função intervir nesse jogo, aprofundando as suas contradições e desmarcando os seus limites.”  ( de Vilém Flusser, na página 15 do livro “Ensaio sobre fotografia – para uma filosofia da técnica”, editora Relógio D’Água)

Foto de Helena Hutz, em lomographya, filme 120mm, Iso 4oo, negativo 6×6, nenhum corte e leve aumento do brilho. Máquina Diana F+. Os textos dela estão em Pensamentos clandestinos. AQUI. É uma escritura poética e por isso mesmo pertubadora.
Aqui, com uma lente Leica 28mm/2.8. Ainda de Vilém Flusser; “Somos , cada vez mais, operadores de rótulos, aperadores de botões, ‘funcionários’ das máquinas, lidamos com situações programadas sem nos darmos conta delas, pensamos que podemos escolher e, como decorrência, imaginamos-nos inventivos livres, mas a nossa liberdade e a nossa capacidade de invenção estão restritas a um software, a um conjunto de possibilidade das a priori e que não podemos dominar inteiramente.”
Não tenho qualquer referência técnica desta foto. Lembro apenas que foi “um aparelho” Lumix/panasonic, lente leica, regulagem no manual. “No instante decisivo” procurei a luminosidade do cabelo. Sempre proponho a ela novos ensaios fotográficos.
Não deixem de ler os textos de Helena Hutz em Pensamentos Clandestinos.