O VENDEDOR DE ALHO
Em Pb/digital. “O homem é a única criatura da terra que tem vontade de olhar para o interior da outra.” (Gaston Bachelard)
Em cor/digital. “O indivíduo não é a soma de suas impressões gerais, é a soma de suas impressões singulares.” (Gaston Bachelard)
*** Seu Luiz vende alho e outros temperos, nas imediações do Mercado Púbico, de Porto Alegre, desde 1998. Entende do assunto. Recomenda o alho roxo/brasileiro. Sabe que o branco de origem chinesa quase não tem sabor.
É bem possível que, no futuro, possamos dizer alguma interessante sobre fotojornalismo. Desde 1972, após um período de cadeia, tentamos melhorar nosso “olhar” jornalístico. As pessoas são o centro. Suas histórias, a alma de cada uma delas é o fascínio dos JORNALISTAS. O resto é perfumaria.
40 ANOS DEPOIS
No último dia 9 de agosto fez 40 anos que esse maluco invadiu a casa do cineasta Roman Polanski, em Los Angeles, e matou a atriz Sharon Tate, grávida de oito meses, mais três amigos do casal. Reproduzimos fotos do caderno ALIÁS, do “Estadão”, edição de 09.08.2009, pág.J3.
SEM COMENTÁRIOS
Foi assinado hoje, dia 12, acordo de cooperação técnica, científica e cultural entre a Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico), Sindicato dos Jornalistas e Grupo RBS. Pelo acordo, supervisionado pela Secretaria de Assuntos Estudantis (SAE) e pelo sindicato da categoria, os estudantes de Comunicação Social da faculdade farão estágios nos veículos da RBS, complementando sua formação profissional.”
Explica quase tudo. É a Rede de Conivências Corporativas. Faltou o pessoal que promove o Prêmio ARI-GÓ, da Associação Riograndense de Imprensa. Um comentário visceral da nossa parte, certamente, resultaria em mais um processo. Alguém viu professor do jornalismo, UFRGS, em manifestações pela meleca do diploma? Mais do que nunca fica explicado a modernização (equipamentos) e o currículo dos botões do atual cenário do ensino da perfumaria.
Mais do que nunca aguardo, ansiosamente, minha aposentadoria. Por motivos de saúde mental. Não tenho mais nada a dizer. Por respeito aos alunos e à população que paga meu salário vou continuar tocando fogo. Até o último dia. Com ou sem os processos movidos por funcionários do PRBS.
Do velho Mino Carta: jornalismo é intransigente fidelidade à verdade factual; igualmente, intransigente vigilância a todo e qualquer tipo de poder; e, por último, aguçado espírito crítico.
É isso. Não podemos gastar - com a meleca do diploma e taisquetais - o estilete das palavras. Agradeço, pela centésima vez, todas as manifestações de solidariedade. Não por uma formalidade ou simples educação.
É de coração
com a alma
Sem comentários.
Como o filósofo alemão Wittgenstain (sem nenhum arrogância comparativa) quero terminar como porteiro da Faculdade. E espero que poucos, pouquíssimos alunos, percebam que posso dizer algumas coisas interessantes sobre JORNALISMO. Algumas pistas.

13/08/2009 às 11:22
[…] Ainda não há nada na Zero Hora, provavelmente sairá algo no domingo naquela coluna de auto-elogios. O site da Fabico nada diz, mas como não é informativo, não importa. É claro que as manifestações já começaram, por Wladymir Ungaretti. Eu também me sentiria ofendido ao ver a minha faculdade, que não moveu um dedo sequer para me apoiar em um processo judicial contra a liberdade de opinião, abraçar em seu seio justo a autora do processo. […]
14/08/2009 às 16:25
O que vale é a cachaça, a erva e o devaneio. Esquentar banco na sala de aula é coisa de otário. Cada vez mais é necessário que os alunos rodem por FF (falta de frequencia). Talvez aprendam alguma coisa. Sou a favor de um protesto silencioso de abandono das aulas. Dica para WU: não entre mais na faculdade, faça todas as suas aulas no pátio, de preferência do lado de fora do portão.
19/08/2009 às 03:57
… e o que mais assusta é perceber que, por trás das máscaras dos atores orquestradores disso isso tudo há, ao invés de corações, solídas estruturas institucionais - produzindo e difundindo as práticas do medo, da covardia e do controle dos impulsos mais rebeldes e criativos. abs.