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atenção pessoal do ME

Atenção pessoal do ME (movimento estudantil) para o livro “1968 – O diálogo é a violência”, de Maria  Ribeiro Valle, Editorial Unicamp.
A autora é professora no Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp e autora de outros livros relacionados ao tema . Passando os olhos no índice fiquei com água na boca. O livro começa com a morte do estudante Edson Luís; e, no últimos capítulo, temos a  prisão de todos os líderes do ME no XXX congresso da UNE.

não tenho a pretensão de possuí-la

Quem busca sabedoria, que a busque onde se aloja; não tenho a pretensão de possuí-la. O que aí se encontra é produto de minha fantasia; não viso explicar ou elucidar as coisas que comento, mas tão somente mostrar-me como sou. Talvez venha a conhecer a fundo um dia, ou as tenha conhecido, se por acaso andei por onde elas se esclarecem. Mas já não as recordo. Embora seja capaz de tirar proveito do que aprendo, não o retenho na memória: daí não poder assegurar a exatidão de minhas citações. Que se veja nelas, apenas, o grau de meus conhecimentos atuais. Não se preste atenção à escolha das matérias que discuto, mas tão-somente à maneira como as trato. E, no que tomo de empréstimo aos outros, vejam unicamente se soube escolher algo capaz de realçar ou apoiar a idéia que desenvolvo, a qual, sim é sempre minha. Não me inspiro nas citações; valho-me delas para corroborar o que digo e não sei tão bem expressar, ou por insuficiência da língua ou fraqueza dos sentidos. Não me preocupo com a quantidade e sim com a qualidade das citações. Se houvesse querido tivera reunido o dobro. Provêm todas, ou quase todas, dos autores antigos que hão de reconhecer embora não os mensione. Quanto às razões, às comparações e aos argumentos que transplanto para meu jardim, e confundo com os meus, omiti muitas vezes, voluntariamente, o nome dos autores, a fim de pôr um freio nas ousadias desses críticos apressados que se espojam nas obras de escritores vivos e escritas nas língua de todo mundo, o que dá a quem queira o direito de as atacar e insinuar que planos e idéias sejam tão vulgares quando o estilo; e eu quero que dêem um piparote nas ventas de Plutarco pensando dar nas minhas, e que insultem Sêneca de passagem…

a mídia esconde o Brasil (oculta, fragmenta, induz e inverte)

Tenho pelo menos uns dez ou quinze exemplares da Carta Capital em que o tema é a mídia. Não como espetáculo, não como showrnlismo, mas com uma visão do papel que a mesma desempenha no controle da opinião pública com  a divulgação de seu “olhar isento”. Sim, “isento” de um lado só.

os editorais escritos por Mino Carta

Já disse inúmeras vezes, em sala de aula, que os editoriais escritos pelo Mino Carta, em geral, mas ainda mais os que tratam da mídia são um belo suporte para a realização de uma monografia. Uma monografia sobre como esta revista, dirigida por este jornalista que tem uma história singular na imprensa do país, “enxerga” a própria mídia.