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beleza convulsiva

“A beleza será convulsiva, ou não será.”
  ”Nada dos inóspitos rochedos de outrora, onde criaturas monstruosas ameaçam solitários viajantes. Quando André Breton publica Nadja, em 1928, os inigmas humanos já ecoam em novo endereço há tempo. É nas cidades que eles repercutem, quase sempre nos ouvidos de caminhantes entregues aos próprios devaneios em meio ao burburinho da multidão. Pelo menos desde meados do século XX, as modernas capitais européias se convertem em espaços privilegiados das grandes interrogações metafísicas, acolhendo a inquietude dos espíritos sensíveis que não cessam de explorar suas esquinas mais obscura. Nessa cartografia, de referências a um só tempo concretas e imaginárias, a cidade de Paris ocupa um lugar especial, sobretudo nos escritos literários que não raro a envolvem em misteriosa aura.”

lembrando do fotógrafo americano Elliott Erwitt

Foi com a lembrança de ter visto o livro com o trabalho de  Elliot Erwitt, considerado o cara que mais fotografou cães, um dos cinco exemplares da  primeira caixa com a obra de grande fotógrafos, edição da Cosacnaify que, ontem, sentado em um café  do Parque da Redenção (POA) fiz estas fotos por pura brincadeira. Digital, lente leica com regulagens no manual.
   

um encontro de gerações

Os jornalistas Flávio Tavares, Wladymir Ungaretti e a recém formada Jerusa Campani em almoço no novo Restaurante Naval, Mercado Público de Porto Alegre.  Jerusa apresentou na semana passada   seu TCC, cujo título é “Olhares sobre a mudança de identidade do jornalista nas últimas décadas”, tendo por base entrevistas com Flávio Tavares, Caco Barcelos e Rodrigo Lopes. Um encontro que durou muitas horas para comemorar o conceito A obtido por Jerusa na apresentação do trabalho de conclusão. A ideia de comparação do jornalismo exercido antes do golpe de 64 (Flávio Tavares), durante a ditadura militar (Caco Barcelos); e, por último o Rodrigo Lopes como uma expressão do showrnalismo dos tempos atuais.

Durante todo o tempo o relato de histórias e fatos do jornalismo em que nos alternávamos em lembranças e considerações sobre os mais variados aspectos do exercício da profissão, no passado e na atualidade. Flávio está concluindo mais um livro que será editado pela LP&M. Nesse momento ele contava que em 1955 tinha sido candidato a vereador (POA) pelo Partido Socialista e que, por perder o horário de encerramento da votação, acabou não votando nele mesmo. Falou muito sobre a figura do jornalista Cândido Norberto, deputado do PSB, e que segundo ele foi a voz mais bonita do  rádio gaúcho.
Nesse momento eu devia  estar contando alguma história. Não deixei, evidentemente, de agradecer a forma sempre atenciosa com que recebe os alunos indicados por mim  para algum trabalho. Disse a ele que proporcionar esta ponte entre  jornalistas da velha e das novas gerações têm sido uma das minhas preocupações.

já dizia o camarada Bisol

a polícia é um aparelho dentro do aparelho de Estado

Manchete da edição de hoje de Zerolândia (jornal Zero Hora/RS).  Policiais do Paraná com policiais daqui , em ação “clandestina”, realizaram um festival de erros  que resultou na morte de um PM (policial militar), morto por engano ; e, de um dos reféns dos sequestradores. Ações como esta, absolutamente clandestinas, são realizadas todos os dias em quase todas as cidades do país. Tortura em delegacia não é coisa do tempo da ditadura. O camarada Bisol, secretário de humanidades do governo do camarada Olívio Dutra, do tempo que o PT era o PT, já dizia que não existe nada mais corrupto do que o aparelho policial e que este é um aparelho dentro do aparelho de Estado. Para não perder o hábito volta a lembrar que estou sob censura por ação de um funcionário com 35  anos de serviços prestados a esta firma, o PRBS – Partido Rede Brasil de Comunicação.