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jornalismo da mediocridade

Nenhuma informação nova. Apenas algumas “possibilidades” sobre o caminho destes militantes. A “esquerda” foi pega de surpresa com a decisão de um grupo de militantes se retirarem do MST. O shownal só entrou no assunto depois que a informação começou a circular na Internet. Não faz referências a uma nota de circulação interna ao MST que propõe uma discussão, sem exposições públicas e reconhecendo a importância dos militantes que se retiraram.
Manchete da edição dominical (27.11.2011) de Zerolândia, o mesmo showrnal que dominou o MST de MSTlândia. Uma manchete para assustar. Cuidado com a AMEAÇA e o Dr.RADICAL.
O silêncio, de ambos os lados,  não é para evitar o assédio porra nenhuma. Isso é divagação criminosa. É não ter o que dizer.
 Conhecimento geral de quem?  O  showrnal Zerolândia não sabia porra nenhuma. O Causowagner, apelido amplamente conhecido na categoria e que não foi criado por nós, nunca teve informações privilegiadas. Todas as  ”fontes” sacam a arrogância do cara. Militantes/simpatizantes, de diversos movimentos sociais, foram surpreendidos pela cisão.
Nenhuma informação objetiva sobre o tal “tele protesto” . Mais uma afirmação cujo objetivo é assustar. Não acrescenta qualquer informação nova, interessante, curiosa e com qualquer sentido jornalístico. É blábláblá…..

  E tudo isso está “respaldado” por um especialista. O cara é agronômo e pós-doutor em sociologia pela Massachusetts Institute of Tecnology, nos EUA. A principal dica do cara é de que a RADICALIZAÇÃO SERÁ UM ERRO. E qual seria a logística do jornalismo de bundões?

bem a propósito da criminosa Chevron

 “Talvez você se admire de que eu, velho dromedário da imprensa, não tenha procurado um jornal para expor estas minhas idéias. Amigo: entre nós que ninguém nos ouve, eu lhe conto um segredo: todos os grandes órgãos ‘impolutos’ do Rio e de São Paulo estão vendidos à Standar Oil (na atualidade Monsanto). Todos. Dentre os jornalistas atuais do Brasil, nenhum, talvez, haja escrito tanto e tão assiduamente quanto eu. Faleceu no dia 10 de dezembro de 1954 o primeiro chefe que tive na imprensa, em 1918, — o meu dileto Cândido Campos. Desde essa remota era paleolítica até hoje fui, nas redações do Rio e de São Paulo, um inconformado, um descrente das virtudes do jornalismo, um guerrilheiro solitrio. Liberdade de imprensa? Mito! Mito! Desde que, com o desenvolvimento da Revolução Industrial, a gazeta veiculadora de notícias de fins do século XIX se transformou em grande empresa de publicidade, o dono de um diário, no Rio ou em São Paulo, manobra o seu negócio com o mesmo senso de oportunismo com que um industrial de sapatos manobra a sua fábrica. Jornal vende espaço. Vive de anúncio. Precisa apenas do escriba para lhe valorizar esse anúncio intercalando-o de artigos interessantes, de anedotas ou até de poesias. Não lhe permite, porém, que exponha idéias, desde que tais idéias colidam com as da casa, isto é, — com as do balcão. No Brasil, a imprensa urbana ‘sadia’ de São Paulo e do Rio de Janeiro, ou se vende, ou quebra. Jornal algum desses dois grandes centros pode ser, simultaneamente, honesto e próspero. Por quê ? Várias são as razões. Para principiar, todos se subordinam consciente e avidamente ao governo federal aceitando como rotina o papel (que constitui a maior verba de despesa deles) a dólar fictício e isento de impostos. Bandalheira. Não existe exceção alguma a esta regra absoluta. Idealismo? Em negócio, o único idealismo é ganhar dinheiro. Vivem até, alguns deles, cavando publicidades ilícitas e arquitetando chantagens para equilibrar os orçamentos. O ponto ótimo de tiragem de um jornal, entre nós, não é o máximo possível, como na França, na Inglaterra, nos Estados Unidos, Alemanha ou na Suécia, — mas o mínimo possível que mantenha o máximo de anúncios! Acresce que o povo carioca e o povo paulistano desprezam os papéis públicos (…) No Rio, todos os jornais reunidos, em dias comuns de semana, ou de domingo, vendem cerca de 500.000 exemplares. (Tiram mais um pouco, mas há o encalhe…) Idem em São Paulo. Ora, desse total de um milhão de folhas efetivamente vendidas (computando-se as duas cidades) vinte por cento vão para o interior. O Rio consumirá, pois, 400.000 jornais diários; São Paulo outros 400.000. E milhares de pessoas que adquirem um matutino compram também um vespertino, ou dois. Mais ou menos três quintas partes da população, tanto do Rio como de São Paulo, não lê gazetas. Ouve rádio. Por isso é que a Standard Oil inventou o ‘Repórter Esso’ e outras novidades, — e anuncia a sua gasolina com uma insistência de fabricante de perfumes, o que não passa de insigne pouca-vergonha. Gasolina, só a adquire quem precisa. A que se vende no Brasil sob o rótulo de várias companhias (Atlantic, Texaco, Gulf, etc.) está subordinada ao cartel da Standard (…) Ela despende milhões comprando com propaganda Esso, propaganda de indústrias químicas (onde possui interesses), de empresas de transporte aéreo, ou de borracha sintética, as organizações jornalísticas e de rádio mais influentes do Brasil. (…) A desgraça de São Paulo, do Rio de Janeiro e de todo o Brasil é o seu ‘rádio sadio’ e a sua ‘imprensa sadia.” (Páginas 99,100 e 101, texto de 1955)
Texto publicado na última edição do jorna Hora do Povo, cuja capa está na postagem de quinta-feira, 24.11.2011.

A imagem

Centro de Porto Alegre,  rua Voluntários da Pátria, uma das mais antigas ferragens da cidade.

a imagem

 Centro de POA. Largo Glênio Peres, lateral do Chalé da Praça XV. Foto digital, regulagem no manual, sem corte ou alguma manipulação no Photoshop.