Zerolândia de hoje (19.10.20110) publica na página de Editoriais o artigo “O valor do diploma de jornalista”, assinado pelo professor Flávio Porcelo, onde é assinalado e comemorado o fato de que o curso de showrnalismo da Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS) é o terceiro curso mais disputado da instituição. Logo que terminou a exigência do diploma escrevi sobre o tema o seguinte artigo:
MANIFESTO CONTRA A HIPOCRISIA – escrito em 28.06.2009
O diploma não está ameaçado porra nenhuma. Acabou. Não é por acaso que a Rede Globo garante que continuará prestigiando as escolas de “comunicologia” e que, por outro lado, irá abrir espaço a “especialistas” de outras áreas. Todos, ideologicamente, confiáveis. O PRBS (Partido Rede Brasil Sul de Comunicação), também, promete que vai continuar valorizando os cursinhos da perfumaria. É só uma flexibilização. A ditadura midiática ganha “ares de diversidade”. A medida não altera porra nenhuma em termos da produção das atuais ”informações ficcionais”, dos releases das assessorias de imprensa. Associar “qualidade da informação” com diploma é deboche. Até mesmo na história recente de Zerolândia (jornal Zero Hora) esta associação é piada. Uma redação com hegemonia de profissionais sem diploma era dirigida pelo Lauro Schirmer. Dava para ler o jornal. Uma redação hegemonizada pelos com diploma e direção de Marcelo Rech vai para história do lixo. Insistimos na idéia de que a mídia corporativa é monolítica ideologicamente. Ninguém diz nada sobre a conjuntura em que o diploma foi criado. Assim, como ninguém diz nada sobre a conjuntura atual, a do fim do diploma. É preciso, no entanto, assinalar a característica básica dos dois momentos: ditadura militar e ditadura midiática. Absoluta falta de democracia. Ditabrandas. O MST pode dizer algumas coisas interessantes sobre o tema. Na militar, as redações eram “controladas” por intelectuais de esquerda. Ou, no mínimo, por simpatizantes. A ditadura precisava de “profissionais” com outro perfil. No começo foi quase impossível. A meninada (com o diploma) mandava “bala” contra a ditatura. E os “velhos” jornalistas prestigiavam. Ou faziam vistas grossas. Na atualidade, o fim do diploma “flexibiliza” e reforça os cursinhos técnicos de comunicologia. Uma adeguação ao Deus Mercado. A grande novidade – e a mídia corporativa precisa – será a formação de showrnalistas especializados na transmissão de infográficos online. Ou de “especialistas” em segurar microfone. Isso tudo é uma grande piada. Está aberta, no entanto, a possibilidade de implodirmos com os cursos de “comunicologia”, pela esquerda. Está aberta a possibilidade de formação de JORNALISTAS marginais, subversivos e da periferia. Estes cursos populares darão prioridade à formação do caráter. Não esquecendo, é claro, que a esquerda sabonete é um zero à esquerda. Uma idéia anarquista. Em 20 anos de Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS) nunca tive um aluno negro que não fosse africano. Não tive em aula um estudante de JORNALISMO morador da Lomba do Pinhero (periferia de POA). Estamos de olho na possibilidade de construção de ESCOLAS DE JORNALISMO na periferia. Currículo de Agiprop (agitação e propaganda). Contra o sistema. Luta de classes existe, sim. O “showrnalismo” que a mídia corporativa faz ficará “melhor”. Zerolândia ficará melhor “qualificada”. Especialistas (não diplomados) poderão brilhar. Comecei na profissão com Marcos Faerman (Marcão), trabalhei com Pilla Vares, João Aveline e José Onofre; tive aulas de marxismo e de jornalismo com Marco Aurélio Garcia, criador do primeiro Caderno de Cultura de ZH; também tive algumas lições de jornalismo com Jefferson de Barros. JORNALISTAS eram intelectuais e de esquerda. O diploma que predominava era o de advogado. Nenhum jornalista da República de Livramento (Elmar, para os antigos o Bicudo)tem diploma. Acho que o Trindade (hospitalizado em Brasília com sérios problemas de saúde) e o Vieira também não. Boa parte da redação da Folha da Manhã, da Caldas Junior, não tinha diploma. Poucos integrantes da Coojornal tinham o tal diploma. O decreto que cria a habilitação em Relações Públicas, dentro dos cursos de “comunicologia”, foi assinado pelo Jarbas Passarinho e o Delfim Neto. Não consegui o registro por ter passado uma temporada na cadeia. Fui obrigado a fazer a faculdade. Tenho o tal do diploma. Sou professor por um descuido do sistema. Os atuais cursinhos técnicos de “comunicologia” continuarão formando o pessoal que é treinado para escrever 30 linhas. (ponto) Bons de telefone. (ponto) Ou então com qualificação para buscar release na Secretária de Segurança Pública. (ponto). Para os que possuem o DNA da profissão o diploma é um detalhe. E quando não existia Internet o cara “cascateava” e não tinha como denunciar. A informação ficava restrita ao meio profissional. Agora, o cara “cascateia” e um blogueiro (não showrnalista) denuncia e é processado. A rede de conivências corporativas é silenciosa. Só faz estardalhaço na defesa da “liberdade de imprensa”, deles. Os atuais “showrnalistas”, todos diplomados, são e continuarão sendo cartógrafos do sistema. Mapeadores serviçais das elites. Nenhum dos 30 melhores alunos que tive em 20 anos de Fabico trabalhou em Zerolândia (jornal Zero Hora), poucos andaram (passagens rapidíssimas) por outros veículos da mídia corporativa e todos, literalmente todos, exercem a profissão comprometidos com a vida. Acho que dei minha contribuição na formação destes JORNALISTAS. Para todos eles o diploma foi um detalhe. Uma imposição burocrática e autoritária. Quase sempre de professores que não deram certo na profissão. Ou de acadêmicos que nunca passaram nas proximidades de uma redação. Professores qualificados com o dinheiro público (mestrado e doutorado), com pouco tempo de serviço nas salas de aula das instituições públicas, hoje aposentados, trabalham nas particulares. E, estranhamente (?), professores que passaram grande parte de suas vidas lecionado nas universidades privadas acabam se aposentando pelas instuições públicas. Concursados, é claro. É a rede. Sim, a rede de conivências corporativas. O que vai contecer? Não sei. A todos os piratas, hackers e anaquistas e loucos, de um modo geral, desejo sucesso na multiplicação dos espaços de liberdade. A clandestinidade exige atenção, humildade, intuição e pode ser o caminho para o exercício do JORNALISMO com o velho sentido da profissão. Propomos a multiplicação de planfletos eletrônicos. A realização de bacanais. De orgias eletrônicas planfletárias contra o sistema. Pela realização dos prazeres criminosos e ilegais. Abandonamos a idéia dos piquetes. O melhor é vandalizar. Não significa porra nenhuma protestar. Queremos atos de desfiguramento. Não aceitamos os estúpidos disperdícios como, por exemplo, a imensa quantidade de papel gasto em jornais de merda. Lutamos pela destruição dos símbolos dos impérios da “comunicologia”. Zerolância é criminosa. Aliena. O diploma não está ameaçado porra nenhuma. Nunca esteve. Acabou. (ponto) Fotografem a miséria conversando com os miseráveis. Aprendendo com eles. Pela ação dos marginais, dos que estão à margem, avançamos contra a barbárie. Jornalistas, como agentes da subversão, nunca se inscrevem para concorrer a prêmios. E muito menos ainda para o Prêmio Ari-Gó (Associação Riograndense de Imprensa). Não são os “showrnalistas” que são premiados, mas as empresas para quais vendem a alma. É tudo matéria 500. De interesse da empresa. É parte da política de relações públicas. A Esso criou o Repórter Esso para combater a campanha do Petróleo é Nosso. E o “camarada” Lula poderá ser presidente do Banco Mundial. (também sou professor na instituição)
Viva Hélio Oticica e os parangolés!!! Queremos tudo Zensentido. Glauber Rocha não tinha diploma de porra nenhuma. E, assim, ameaçava a burguesia. Como dizia o velho guerreiro Chacrinha: “quem não se comunica se trumbica”.
“Essas suposições fazem ver que a sociedade atual é, na verdade, um mundo invertido: porque a nação admitiu por princípio que os pobres devem ser generosos com os ricos e que, em consequüência, os menos abastados se privem diariamente de uma parte do que lhes é necessário para aumentar o supérfluo dos grandes proprietários; porque os maiores criminosos, os grandes ladrões, os que oprimem a totalidade dos cidadãos e que lhes tomam trezentos ou quatrocentos milhões por ano, acham-se encarregados de punir os pequenos delitos contra a sociedade; porque a ignorância, a supertição, a preguiça e o gosto pelos prazeres dispendiosos formam o apanágio dos chefes supremos da sociedade, enquanto as pessoas capazes, econômicas e laboriosas são empregadas apenas como subalternas e como instrumentos. Porque, em uma palavra, em todos os gêneros de ocupação, são os homens incapazes que se encontram encarregados da tarefa de dirigir as pessoas capazes; porque são, do ponto de vista das relações de moralidade, os homens mais imorais que são chamados a impor aos cidadãos a virtude e, do ponto de vista da justiça, os maiores criminosos que são os encarregados de punir as faltas dos pequenos delinquentes”.
Saint-Simon 1760/1825
Claude-Henry de Rouvroy, conde de Saint-Simon, nasceu em Paris, filho de pais aristocráticos. Muito jovem, porém, rompeu com a família, entrando para o Exército (1777) e combatendo ao lado dos americanos na Guerra de Independência dos Estados Unidos (1781). Chegou a enriquecer como especulador, mas depois arruinou-se; aliou-se a Napoleão, durante os Cem Dias, e fez cerrada oposição aos Bourbon. Expoente do socialismo utópico, sua influência no pensamento francês do século XIX foi muito grande; entre seus discípulos, contam-se o filósofo Auguste Comte e o historiador Auguste Tierry.
Este é um trecho do texto Parábola, de Saint-Simon, extraído do livro ”Utópicos, heréticos e malditos”, organização de Aloisio Teixeira, editora Record.
pensem na paixão e na aventura que é o JORNALISMO. O que aí está é perfumaria, variedades, secos e molhados.
“Estamos no finzinho do século vinte, e muita gente acredita que os jornais e revistas estão ameaçados pela televisão. Que ‘as pessoas não têm mais tempo de ler!’. Que a palavra escrita está ameaçada — ou foi posta em questão — pela mídia eletrônica. Não acreditamos nisso. No mundo inteiro, jamais os jornais e revistas foram tão fortes. Apesar de haver uma tentação de fazer dos jornais painéis coloridos e inócuos, repletos de textos curtos e insípidos. Como o USA Today um jornal eletrônico. sem eletricidade. Um folheto a cores sem pimenta nem sal, nem investigações, em que os gráficos substituem as idéias. USA Today vende milhões de exemplares como um chicle vende milhões de exemplares. Mas é estéril como um chicle. Ou intragável como um chicle. Claro que a TV é mil vezes melhor do que os jornais-TV. E que a imprensa não é um tabuleiro de notícias que nada dizem. O grande jornalismo, hoje, é o dos jornais como El País da Espanha, do Libération e ainda o do Le Monde. O jornalismo da grande reportagem, da crítica, da investigação, da narrativa bem construída, que não pode ser regulada pelos manuais. John Reed, em suas reportagens que fizeram a história, não escrevia por manual. Como é que Zapata, Pancho Villa ou as cenas das grandes transformações da história caberiam num manual? Hemingway não escreveu as histórias da Espanha por manual. Nem o francês Albert Camus, ou as reportagens de Sartre, ou Eduardo Galeano num trem da Bolívia, ou Garcia Marques e seus náufragos cabem em manuais. A mesmice do texto mata a emoção da história. Nosso jornalismo não caberá em manuais, em regras bem comportadas, ou em reportagens pré-fabricadas, em módulos de tédio. Queremos fazer — como CRISIS se propôs, mesmo onde nasceu, na tempestade e nos dilemas da Argentina que pendulava entre o terror e a democracia (até que o terror venceu, para dar lugar mais tarde à democracia) — um jornalismo com paixão sem fugir à razão. Acreditamos nas grande história humanas. Não acreditamos, também, que seja fascinante um Jornalismo cultural chato e cientifícista. Além do mais, existe a questão da novidade e da beleza das palavras. As palavras repetidas ao infinito são a morte do prazer. E a própria morte. Ninguém quer tomar hoje o suco de laranja de ontem. Então, viva Roland Barthes. E fora com os chatos de plantão. E somos apaixonadamente pluralistas. Por isso dedicamos, nesta primeira edição, seis páginas à discussão e ao drama da China. Na Praça da Paz Celestial estava em questão um drama maior do que o da China ou de seus jovens. Atrás de cada tanque ou de cada punho irado estava a humanidade inteira. Somos essa busca da humanidade. Nas histórias da China, nos mitos de carne e de papel que percorrem essa edição. Na história do homem que sobrevive à bomba atômica está toda a insensata, terrível e bela saga de todos os homens. E entramos no mar como os navegadores que seguiam para qualquer lugar — mas como é belo o mar. O homem é isso. Um filho da paixão e da aventura”.
(de Marcos Faerman, o Marcão, publicado em Crises em outubro de 1989. ele era um velho JORNALISTA com uma cultura enciclopédica. um apaixonado aventureiro.
censura
Continuo sob censura. Estou impedido, por exemplo, de comentar matéria publicada, na edição de hoje, página 34 de Zerolândia, principal veículo do Partido Rede Brasil Sul de Comunicação (jornal Zero Hora/RBS). Fui absolvido na esfera criminal em todas as instâncias. Poderia, em princípio, continuar com a crítica diária ao showrnalismo. Nem mesmo o uso de apelidos, todos amplamente conhecidos na categoria, foi considerado uma atitude criminosa. Continua em andamento um processo na área cível. Este determina o pagamento de uma multa de 150 reais diários caso eu volte, na atualidade, a exercer quaisquer críticas ao showrnalismo cascateiro. Tiramos da rede todo o material, publicado (durante sete anos), na revista eletrônica mensal Pontodevista pela impossibilidade de realizar uma “limpeza” nas edições. Na verdade, tendo em vista que nossos objetivos já foram alcançados, não teria mais interesse em exercer este direito nesse caso específico. Como não existe meia censura suspendemos a “leitura” crítica de todo o jornaleco. Estou só anotando. Faço, periodicamente, um registro desta situação. E, ao escrever esta nota, penso no que estariam pensando ou dizendo desta situação JORNALISTAS COMO Tarso de Castro e Marcos Faerman . E por lembrar do Marcão vale uma passagem pelo Via Política, em especial pelo belo texto sobre Rodolfo Walsh.
A PROPÓSITO
dA perFUMARIa VEJA dEsta SEmaNA. Mulher Maçã entrevistada pela revista sobre Esteve Jobs. Uma preciosidade, perfumada.
“Fui criado sozinho e, até onde me lembro, vivia angustiado pelas coisas do sexo. Tinha quase dezesseis anos quando conheci uma garota da minnha idade, Simone, na praia de x. Nossas famílias descobriram um parentessco longínquo e nossas relações logo se precipitaram. Três dias depois de nosso primeiro encontro. Simone e eu estávamos a sós em sua casa de campo. Ela vestia um avental preto, e usava uma gola engomada. Comecei a me dar conta de que ela partilhava minha angústia, bem mais forte naquele dia em que ela parecia estar nua sob o avental. Suas meias de seda preta subiam acima do joelho. Eu ainda não tinha conseguido vê-la até o cu ( esse nome, que eu sempre empregava com Simone, era para mim o mais belo entre os nomes do sexo). Imaginava apenas que, levantando o avental, contemplaria a sua buda pelada. Havia no corredor um prato de leite para o gato.
- Os pratos foram feitos para a gente sentar – disse Simone.
Quer apostar que eu me sento no prato?
- Duvido que você se atreva – respondi ofegante.
Fazia calor. Simone colocou o prato num banquinho, instalou-se à minha frente e, sem desviar dos meus olhos, sentou-se e mergulhou a bunda no leite. Por um momento fiquei imóvel, tremendo, o sangue subindo à cabeça, enquanto ela olhava meu pau se erguer na calça. Deitei-me a seus pés. Ela não se mexia; pela primeira vez, vi sua ‘carne rosa e negra’ banhada em leite branco. Permanecemos imóveis por muito tempo, ambos ruborizados.
De repende, ela se levantou: o leite escorregou por suas coxas até as meias. Enxugou-se com um lenço, por cima de minha cabeça, com um pé no banquinho. Eu esfregava o pau, me remexando no assoalho.
Gozamos no mesmo instante, sem nos tocarmos. Porém quando sua mãe retornou, sentando-me numa poltrona baixa, aproveitei um momento em que a menina se aninhou nos braços maternos: sem ser visto, levantei o avental e enfiei a mão por entre suas coxas quentes.
Voltei para casa correndo , louco para bater uma punheta de novo. No dia seguinte, amanheci de olheiras. Simone me olhou de frente, escondeu a cabeça contra o meu ombro e disse: ‘ Não quero mais que você bata puheta sem mim.’
Assim começou entre nós uma relação amorosa tão íntima e tão urgente que raramente passamos uma semana sem nos ver. De certa forma, nunca falamos disso. Percebo que ela tem , na minha presença sentimentos semelhantes aos meus, difíceis de descrever. Lembro-me de um dia em que passeávamos de carro em alta velocidade. Atropelei um ciclista jovem e bela, cujo pescoço quase foi arrancado pelas rodas. Contemplamos a morta por um bom tempo. O horror e o desespero que exalavam aquelas carnes, em parte repugnantes , em parte delicadas, recordam os sentimentos…”
sobre minhas leituras de Bataille
(texto de junho de 2004)
Nos últimos 15 anos tenho lido, sistematicamente, todos os textos de George Bataille (1897/1962), em seguida que são publicados. E, cada um destes textos, estabelece rupturas, verdadeiras brechas, pela forma surpreendente, desconsertante com que algumas das mais importantes questões de nosso tempo são abordadas. São textos viscerais. Não temos a pretensão de nos colocarmos entre os que se consideram grandes conhecedores do pensamento de Bataille. Ao contrário, a cada leitura, ou ainda, quando da publicação de um texto inédito ou de uma reedição, somos empurrados para uma nova (re) leitura; e, por isso mesmo, este é um autor do qual nunca conseguimos nos distanciar. A recente reedição de “História do Olho”, pela Cosac& Naify desencadeou, mais uma vez, este processo, sendo que acompanha – desta vez – os ensaios de Michel Leiris, Roland Barthes e Julio Cortázar. Com uma certa doze de paciência e sorte é possível garimpar alguns destes livros nos sebos. ” O ânus solar” é uma edição portuguesa , da Hiena Editora, de 1985, com uma tiragem de apenas 1000 exemplares. Desconheço a existência de uma edição brasileira. “A Experiência interior”, da editora Ática está esgotado, assim como quase todos os outros. “A Parte Madita”, precedida de ” A Noção de Despesa” é uma leitura obrigatória, ainda hoje. (wu)