diploma de quê?
texto escrito em abril de 2003
O fim ou a não da exigência do diploma de jornalista – para o exercício da profissão – não determinará uma mudança radical no jornalismo, hoje, desenvolvido pela mídia corporativa. Uma grande massa de profissionais (atualmente jovens que saem dos cursos de comunicologia) continuará trabalhando, transferindo informações de um lado para outro, sem qualquer controle sobre o processo. E as empresas com a contratação de “não-jornalistas especializados”, nas mais diversas áreas, irão “qualificar”, as informações que a elite necessita além, é claro, de melhorar o grau de eficiência “no controle da opinião pública”. Teremos um “jornalismo RP” (relações públicas) do mais “alto nível”. A elite também assim terá maiores garantias de que a mídia corporativa continuará contribuindo expressiva e decisivamente para a manutenção da “democracia”. A grande massa das redações, cujos salários são os mais baixos na história da profissão, não mais precisará se submeter aos quatro anos dos cursos de comunicologia, passando a receber treinamento em cursinhos técnicos de curta duração. Quanto mais fragmentada a formação da mão-de-obra – para este setor de produção de bens simbólicos e de subjetividades – mais eficiente será o processo de manipulação, tanto ao nível da produção como da regulação social. Ou abrimos espaço para uma verdadeira revolução no ensino de jornalismo, ou os cursos perderão por inteiro a função para que, originalmente, foram criados. Ou se ligam, definitivamente à indústria pesada da comunicação e cumprem o papel de cursinhos técnicos de formação de mão-de-obra, ou serão substituídos por verdadeiras escolas técnica financiadas e apoiadas – sob todos os aspectos – por essa mesma indústria. Um outro caminho poderá ser construído, cujos resultados só serão sentidos a longo prazo, após a formação de algumas gerações. É evidente que este caminho terá que ser resultante de uma ação coletiva – no seu sentido mais amplo – em que os acadêmicos terão um papel importante, mas decisivas deverão ser as contruibuições dos mais variados setores da cidadania. Mesmo diante da complexidade da questão é possível reafirmarmos nossa posição contrária aos cursinhos técnicos e a todos os mecanismo que priorizam o aprendizado voltado para o simples manuseio de equipamentos. É preciso acabarmos com as faculdades de comunicologia e criarmos verdadeiros cursos de jornalismo. Cursos inseridos e vinculados à área de ciências sociais. Que na mídia corporativa se institua o exercício do “jornalismo” (da manipulação) sem diploma, tudo bem. Não muda nada. Em contraposição, que o novo JORNALISMO – a ser construído – seja realizado por novas gerações com grande formação humanística. (WU) DIPLOMA FOI PARA O SACO. TENHO ERRADO POR MUITO POUCO E NOS DETALHES!!!!
o livro do samurai
“Hagakure – o livro do samurai”, de Yamamoto Tssunetomo, é uma publicação da Conrad Livros, organização de William Scott Wilson. JORNALISTAS buscam uma formação enciclopédica.
fotos
As fotos da coluna da esquerda: 1- 1926/quatro homens andando sobre a ponte do Brooklyn a Nova Nova York; 2 – 1929/operários descansam depois do almoço em uma rua de Londres; 3 – 1929/operários trabalham em uma máquina de produção de macarrão na Itália; 4- 1927/mulheres trabalham na produção de alimentos no período da primeira guerra mundial.





