“jornalistas e patrões”
Em outubro de 2005 editamos a revista eletrônica Pontodevista de número 38. Destaque para uma sequência de páginas com material produzido pelo jornalista Eduardo Saidl, resultantes de suas andanças pela nuestra américa latina. A barra de rolagem é na horizontal. E esta “matéria” está no índice da esquerda. Destaques, também, para “Das leituras de Borges” e “Jornalistas e patrões”. Estamos (re)editando cada uma das edições, a partir de uma “limpeza” das matérias censuradas, sempre a partir da capa. Embora tenhamos ganho, em todas as instâncias, na esfera criminal o processo movido por um funcionário com 35 anos de PRBS/Jornal Zero Hora, continuamos submetidos a uma multa diária de 150 reais se insistirmos nas críticas. A ação na esfera cível continua em andamento. Botões e “linques” que não levam à página indicada é sinal de material censurado. TRANSITEM PELA EDIÇÃO 38.





Jefferson — 29/09/2011 @ 09:14
Achei uma coincidência interessante com o título desta postagem e tive que escrever aqui. No dia em que foi publicada, 27, o Coletivo Catarse fez sete anos. Jornalistas sem patrões. Muitas vezes sem grana também, com todos os problemas que uma organização horizontal e autogestionária pode ter. Mas se por isso, às vezes nos quebramos, por outro lado conseguimos ir aonde não iríamos com um patrão. Neste mesmo um dia, um jornalista da Catarse estava numa ocupação do MST e registrou quando a polícia intimidou os sem terra, atirando e ameaçando. Os brigadianos impediam a entrada de água e comida no acampamento. A foto, bem comum, com uma câmera não profissional, repercutiu e fez com que a polícia abandonasse o local. Ontem, os sem terra puderam atravessar tranquilamente pela cerca os alimentos que assentados próximos enviaram em solidariedade à ocupação. Claro que isso faz pensar sobre onde deveriam estar os limites da atividade do repórter, que não teria sido convidado pra estar ali se fosse empregado da mídia corporativa. Mas também faz refletir pra quem serve, afinal, nosso trabalho. E tudo isto está sendo dito aqui por conta da postagem do Ungaretti, que tanto tem nos ajudado nesses anos a olhar pra estes temas e buscar compreender aonde estamos e queremos ir sendo jornalistas sem patrão.