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sábado de sol em lomographia

sábado (09.06.2011) de muito sol de um inverno bem frio

Este grupo se reuniu, na Redenção, para a prática de fotografar com as câmeras de Lomographya. Cada um com sua Diana F+ ou com sua Holga se preparava para a “excursão”, com orientação do Flávio (abaixado), da Escola de Fotografia do Projeto Contato.
Com uma câmera Diana F+ a fotógrafa já se divertia mesmo antes de começar a atividade do grupo.  Em um outro encontro, após a revelação dos filmes, cada um vai mostrar o resultado da  prazerosa brincadeira de fotografar em lomo. Já estou de férias, nos espaços virtuais, mas não podia perder esta oportunidade. Não lembro quem dizia que a cada avanço tecnológico ( câmara digitais sofisticadíssimas) sempre ocorre uma revalorização dos aparelhos mais antigos. Ou coisa parecida. Fotografar em Lomo é um exemplo. Virou moda. A estas alturas são tantas referências e leituras que, propositadamente, vou embaralhando tudo. Pode ser  até que esta seja uma conclusão “minha”.

2 Comentários »

  1. Flavio Dutra — 10/07/2011 @ 19:31

    Ungaretti, acho que um pouco é moda mesmo. Mas um outro tanto acho que é necessidade humana. O digital nos colocou em uma ótima possibilidade do ponto de vista “produtivo”: trabalha-se melhor, erra-se menos, aumenta-se a eficiência. Mas, por outro lado, somos menos o que chamo de “projetivos”. Como um paradoxo, nos dias tão eficientes do digital, perdemos um pouco a capacidade de vivermos virtualmente: de projetar os espaços, de imaginá-los na sua possível transformação para a imagem, de sermos mesmo mais imaginativos, mais abstratos, menos concretos, mais “aéreos”. Coisa que a fotografia analógica exigia e que a fotografia digital acomodou e restringiu na sempre possível conferência do visor. Por aí acho que essa “moda” da Lomo é também uma necessidade nossa, humana mesmo.
    Um abraço, Flávio
    p.s.: era uma oficina que foi coordenada pela ex-fabicana Marcela Donini. Eu tava ali de ajudante, na real! :)

  2. WU — 11/07/2011 @ 04:44

    Flávio,
    concordo com todas as tuas observações. Passei a ter este mesmo entendimento lendo “O universo da imagens técnicas – o elogio da superficialidade”, do Vilém Flusser. Um abração, ungaretti


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