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fazer e decifrar imagens

Não tenho nada a dizer. Fico apenas  com a ideia de Vilém Flusser que dizia: ” Imaginação é a capacidade de fazer e decifrar imagens.”

Na coluna da esquerda os escritores Alejo Carpentier, descoberto na década de 70 lendo o “Reino deste mundo”, por indicação do ex-deputado Flávio Koutzi; Jack London, por indicação de Marcos Faerman (o Marcão); Maurice Blanchot, andado pelas livrarias de Buenos Aires, na década de 90;  e Rainer Maria Rilke descoberto revirando estantes de poesia em algum sebo de Porto Alegre.

toda futuração é utopia

Circulei pelo centro da cidade (POA), em uma tarde de muito frio, fotografando paisagens urbanas que, de alguma forma, me tocassem pela composição gráfica. Não estava muito disposto para interagir com as pessoas. Este é um prédio em reforma na esquina da Voluntário da Pátria, próximo ao terminal de ônibus, de frente para o Largo Glênio Peres. Não foi um dia muito produtivo em termos de vagabundagem. Preparando um Seminário sobre o tema “imagem e comunicação” fiquei algum tempo refletindo sobre este texto de Filém Flusser, do livro “O universo das imagens técnicas – elogio da superficialidade” e que segundo fui informado por um livreiro está esgotado.

(continuação do texto que abre a postagem )…. aparelhos. A meu ver  trata-se de algo que vale a penas ser tentado. O engajamento em prol de sociedade de programadores ( o oposto de democracia programada) me parece atualmente o único engajamento possível, considerando que vista fazer parar os aparelhos em uma das coincidências possíveis (tão possíveis quanto o são o aniquilamento  termo-nuclear ou o  totalitarismo) paral, a partir de tal coincidência desejável, reprogramá-los. Utopia? Mas toda futuração atualmente é utopia.”   – de Vilém Flusser – páginas 80/81.

Na coluna da esquerda os escritores Alejo Carpentier, descoberto na década de 70 lendo o “Reino deste mundo”, por indicação do ex-deputado Flávio Koutzi; Jack London, por indicação de Marcos Faerman (o Marcão); Maurice Blanchot, andado pelas livrarias de Buenos Aires, na década de 90;  e Rainer Maria Rilke descoberto revirando estantes de poesia em algum sebo de Porto Alegre.

“Decifrar imagens técnicas implica revelar a visão do produtor, sua ideologia.” – de Vilém Flusser

tento fotografar como anarquista. talvez, por isso mesmo, seja um “péssimo” fotógrafo.

 

deriva lomographya

“O gesto produtor de imagens tradicionais é  gesto pré-histórico, magia a serviço do mito.”  - de Vilém Flusser

Fotos com o sistema que é denominado de Lomographya. A máquina (aparelho) é uma Diana F+ com adaptador para 35mm. Filme de fabricação chinesa de Iso 800. Reprodução a partir do negativo “escaneado”, sem cortes e uma leve diminuição do brilho. Enquanto são feitos milhares de registros em digital ainda uso este sistema com uma câmera toda de plástico. Gosto de andar na contramão. Sou gauche. Nasci torto. Sou o mesmo e sou um outro, sempre. Vivo no mundo da lua. Segundo Flussser em uma “análise mais atenta do processo fotográfico revelará, no entanto, que o gesto do fotógrafo se desenvolve por assim dizer no ‘interior’ do programa de seu aparelho. Pode  fotografar apenas imagens que constam do programa de seu aparelho. Por certo, o aparelho faz o que o fotógrafo quer, mas o fotógrafo pode apenas querer o que o aparelho pode fazer. De maneira que não apenas o gesto mas a  própria intenção do fotógrafo são programados. Todas as imagens que o  fotógrafo produz são, em tese, futuráveis para quem calculou o programa do aparelho. São imagens prováveis.”  Imagens do centro de Porto Alegre, inverno de 2011. Já são uns duzentos negativos em lomographya do centro da cidade. Tenho absoluta certeza de que estes registros de DERIVAS em lomographya, realizadas a partir de 2009 em plena era digital e quando ainda não era moda usar estas máquinas,  deverão ter alguma importância daqui uns 50 anos. A minha primeira LOMO (da marca HOLGA) comprei via internet na Coréia por indicação de um aluno. Ainda não existia a loja de Ipanema, no Rio de Janeiro.

“Decifrar imagens técnicas implica revelar a visão do produtor, sua ideologia.” – de Vilém Flusser

tento fotografar como anarquista. talvez, por isso mesmo, seja um “péssimo” fotógrafo.

Na coluna da esquerda os escritores Alejo Carpentier, descoberto na década de 70 lendo o “Reino deste mundo”, por indicação do ex-deputado Flávio Koutzi; Jack London, por indicação de Marcos Faerman (o Marcão); Maurice Blanchot, andado pelas livrarias de Buenos Aires, na década de 90;  e Rainer Maria Rilke descoberto revirando estantes de poesia em algum sebo de Porto Alegre.

derivas e situacionistas

“Anarquista é o observador que vê o que vê e não o que se vê habitualmente.”  - de Paulo Valéry

“A deriva seria uma apropriação do espaço urbano pelo pedestre através da ação de andar sem rumo. A psicogeografia estudava o ambiente urbano, sobretudo os espaços públicos, através das derivas e tentava mapear os diversos comportamentos afetivos diante dessa ação básica do caminhar na cidade.”

O Bairro Bom Fim (POA) está sendo ocupado por um outro segmento da classe media. Entre a Santo Antônio e a Ramiro Barcelos têm uns 10 ou 15 novos prédios em construção. Todos com o chamado “alto padrão.”  Este é na rua Fernandes Vieira. Os imóveis usados estão com os preços nas alturas. Os judeus ricos do bairro estão que é  só sorrisos. O poder público está investindo pesado na infraestrutura da região. O auditório Araújo Viana está sendo preparado para o lazer deste público. Dentro de pouco tempo, as Derivas pelos cafés do bairro deverão ficar chatas. Este pessoal não tem o hábito de interagir, mas de “displicentemente” se observarem como nos shoppings. O bairro será um grande shopping. Não por acaso grandes lojas já estão se instalando ao longo da Av. Osvaldo Aranha.
JORNALISTAS vivem na mais absoluta DERIVA.  Showrnalistas vivem com a bunda na cadeira, telefone celular na mão, de frente para uma tela de computador, lendo e-mail e abrindo envelopes com muitos releases. Esta postagem de hoje é dedicada a todos aqueles que não sabem nada sobre a importância dos Situacionistas e a Teoria da Deriva. Assim, abro a semana, com uma modesta contribuição para a construção do Partido do Kaos, organização filiada a Liga Internacionalista dos Exus Esquerdistas.