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Tóquio proibida

Jake Adelstein, autor do livro, nasceu no Missouri, Estados Unidos, em 1969. Foi repórter do Yomiuri Shimbun de 1992 a 2005. tendo se tornado um especialista em reportagens policiais. O livro “Tóquio probibida”, uma reportagem investigativa do submundo japonês, além da qualidade propriamente do trabalho jornalístico permite estabelecermos muitas comparações sobre o exercício da profissão lá e no ocidente. Tudo no Japão está sistematizado em manuais. No jornalismo tudo é feito a partir de  ”manuais de como fazer”. Estamos iniciando a leitura, por exemplo, do capítulo “o perfeito manual do suicídio”, onde o repórter conta a cobertura policial de um suicídio. A leitura prende a atenção. Com destaque para as possibilidades comparativas. Os showrnalistas tropicais ainda não descobriram o que é possível de controle com a utilização de um maior número de manuais. Falta, por exemplo, um manual da fotocampana  e da cascata. Um livro para jornalistas. Esta semana será toda ela dedicada à indicação de livros de jornalismo, as minhas atuais leituras nessa área.

cooJORNAL

Esta será uma semana de indicações de leitura de livros de jornalismo. Estamos inciando por este que conta a história do cooJORNAL, uma das mais importantes experiências do jornalismo deste período. Para historiadores e estudantes de jornalismo uma leitura obrigatória. A organização é do Rafael Guimarães. Ayrton Centeno e Elmar Bones. Gente que sabe das coisas. Junto um DVD com relatos de alguns dos participantes desta experiência. Tudo do tempo em que a categoria, em sua imensa maioria, pensava o jornalismo como subversão. Do tempo em que assessoria de imprensa e releases eram coisas da ditadura fascista.  Material de assessoria, textos e fotos, iram para a lata do lixo ou quando muito iam para agenda do pauteiro. Do tempo, também, em que a camada intermediária das redações, na quase totalidade, eram de militantes, ex-militantes ou simpatizantes da esquerda. Gente de meia idade, alguns com barba branca e muito poucos diplomados.

Com as mãos se faz a paz

Com as mãos se faz a paz
e se faz a guerra.
Com as mãos tudo se faz e se defaz.
Com as mãos se faz o poema -
e são de terra.
Com as mãos se faz a guerra -
e se faz a paz.
De mãos é cada flor cada cidade
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

As pedras são a minha arma.
Eu sou um soldado.
Eu não posso fazer nada para parar
com essa guerra.
agora eu só tenho pedras.

As fotos e poesias publicadas nas últimas postagem são deste livro: “A eloqüência do sangue”, de Rogério Ferrari, com a apresentação do sociólogo Emir Sader. Trata-se de uma edição de 2004.


E, pelas leis da guerra,

só me resta o fuzil. A amar!

Sentimos muita raiva, nos consideram um animal.
Não temos outra opção além da Intifada. Esse é o nosso lugar.
Nos atiram na rua por sermos palestinos. Simplesmente por isso.

O mundo deve reconhecer
o nosso direito
A imprensa deve mostrar
a verdade, a dor dos palestinos.
Ela mostra a razão dos israelenses.
O que pode as pedras contra os tanques?
Eles invadem a nossa terra,
quem são os terroristas?
Nós vivemos como refugiados,
cercados em nossa própria terra.
Nós temos que lutar,
esse é o nosso caminho.
É o que devemos fazer.

Fotos e poesias de combate.  Estamos esta semana homenageando – por nenhuma razão especial – os lutadores por um estado Palestino Livre!