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like a rolling stone

Assim, terminamos a semana com a indicação de mais um livro de jornalismo. Já conclui a leitura deste e posso garantir que aprendi muito.  Durante todo o tempo estive voltado para lembranças e referenciais do tempo em que retomava a atividade profissional, na antiga rádio Continental como redador e editor do “1020 é notícia”, após um período de cadeia. É quando, despido dos preconceitos esquerdistas da época, descubro o rock e a cultura norte-americana.

o jornalista e o assassino

É uma bela historia. Intercalada com importantes reflexões sobre o exercício do JORNALISMO. O livro tem 170 páginas  e já cheguei na 50 com várias marcações. Descobri este livro pela Ilustada do jornal Folha de São Paulo, de 02 de abril deste ano que, além de uma resenha publica uma curta entrevista com o autor. Na resenha assinada por Roberto Kaz lemos: ” O Jornalista e o assassino tornou-se um estudo emblemático sobre a dinâmica do jornalismo, em que o repórteres seduzem entrevistados e estes seduzem aqueles, sempre renegando as reais intenções a segundo plano.”

para  refletir durante o final de semana

de eventos revolucionários são descrições de grandes fracassos (da guerra dos camponeses alemães, dos jacobinos na Revolução Francesa, da Comuna de Paris, da Revolução de outubro , da Revolução Cultura Chinesa…). Esse exame dos fracassos nos põe diante de problemas de fidelidade: como redimir o potencial emancipatório de tais fracassos evitando a dupla armadilha do apego nostálgico ao passado e da acomodação demasiado escorregadia às novas circunstâncias”.   de Slavoj Zizek

rodolfo walsh

Escutei o nome de Rodolfo Walsh, pela primeira vez, ouvindo Marcos Faerman ( Marcão) falar da importância que tinha tido a publicação, no jornal Versus, da “Carta abierta a la Junta Militar – de 24 de março de 1977″, quando Walsh denunciava crimes da ditadura argentina. Walsh “desapareceu” logo após a publicação da carta, divulgada pela Central de los Trabajadores Argentinos. Li “Operacion Masacre”,  da Ediciones de La Flor, publicado em 1974, adquirido em um sebo em São Paulo, se eu não me engano em 1982. O livro está à disposição dentro da coleção jornalismo literário da editora Companhia das Letras. Segundo alguns o texto é precursor do novo jornalismo. Não estou lendo, mas mantenho esta edição junto com a primeira que adquiri, em espanhol, na minha mesa de cabeceira. Tenho uma edição de outro belo livro reportagem de Walsh que, também, é uma denúncia: “Quien Mato a Rosendo?”. A editora 34 publicou, recentemente, o livro “Essa mulher e outros contos”, textos literários de Rodolfo Walsh. É uma redundância dizer que estudante de JORNALISMO, como bom autodidata que deve ser, tem obrigação de conhecer a obra deste JORNALISTA.