ção nos estalos do gelo e nos blocos se desintegrando, em vez de nos concentrarmos no submarino emergente. Eis a razão por tendemos a falar em “decadência” da sociedade, em vez de falarmos em “emergência” da sociedade. Tendemos a denunciar a decadência da família, da classe, do povo (decadência do tecido social) em vez de tentarmos captar o novo que surge. E, quando nos engajamos politicamente, tendemos a chutar os cavalos mortos (“machismo”, a “luta de classe”, “nacionalismo”), em vez de analisarmos criticamente a nova estrutura.
esta esquerda tradicional que aí está morreu faz tempo
” … é que os novos revolucionários são ‘imaginadores’, eles produzem e manipulam imagens…. os novos revolucionários são fotógrafos, programadores, filmadores, gente de vídeo, gente de software, e técnicos, progamadores, críticos, teóricos e outros que colaboram com os produtores de imagens. Toda essa gente procura injetar valores, “politizar” as imagens, a fim de criar uma sociedade digna dos homens.” (de Vilém Flusser)
“ Utopia significa ‘sem chão’, ausência do lugar onde o homem poderia parar. Estamos enfrentando, inseguro, o futuro imediato que está emergindo – estamos apenas agarrados nas estruturas que a utopia produziu… …é o caso deste ensaio (A imagens técnica – o elogio da superficialidade): ele se agarra às atuais imagens técnicas, ele as critica…
…Nesse sentido, apresenta a continuação e um aprimoramente do argumento do nosso ensaio antecedente , ‘A filosofia da caixa preta’. Razão porque este ensaio não quer (pelo menos em primeira instância) ser tido como uma literatura fantástica futuristas, mas sim como crítica do presente…” (texto de Vilém Flusser)
Foto 1 - O gaúcho, artista de rua, no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre, em abril de 2011.
Foto 2 – Um número crescente de jovens usam a bicicleta como meio de transporte, inclusive circulando por áreas centrais da cidade.
Foto 3 – Fazendo o seu lanche, tomando o seu café, comodamente, instalado no Largo Glênio Peres.
Noite? manhã? tarde? O meu dia é eterno sem nenhum alarde. (de Lêdo Ivo)
“O poeta alfabetizado manipula, por meio de letras, palavras e regras linguísticas, a fim de produzir assim um modelo de experiência para os outros. Dessa forma, ele acredita ter introduzido uma experiência concreta própria (sentimento, pensamento, desejo) na língua e com isso ter tornado acessível aos outros a experiência e a língua modificada por meio dessa experiência. O novo poeta, munido de aparelhos alimentados digitalmente, não pode ser tão ingênuo. Ele sabe que tem de calcular sua experiência, decompô-la em átomos de experiência, para poder programa-la digitalmente. E, nesse cálculo, ele deve averiguar o quanto sua experiência já seria pré-moldada por outras. Ele não se reconhece como ‘autor’, mas como permutador. Também a língua que ele manipula não lhe parece mais material bruto que se acumula em seu interior, mas ele a vê como um sistema complexto que lhe chega para ser permutado por ele. Sua atitude em relação ao poema não é mais a do poeta inspirado e intuitivo, mas a do informador. Ele fundamenta-se em teorias e não faz mais poesia empiricamente. Uma atitude informática dessa natureza em relação do fazer poético vem sendo gestada há muito tempo.” (de Vilém Flusser)
ou imagens como poesia
uma vida
de procuras
futurizantes
(wu)
######## na coluna da esquerda as fotos dos escritores William Blake, Maurice Blanchot, André Breton e John dos Passos.
no medo recuo
diante desconhecido
abismo escuro
(wu)
Largo Glênio Peres, centro de Porto Alegre, maio de 2011. A partir de um café, lateral do prédio da prefeitura, Largo Glênio Peres. Também do mesmo Largo, mas em direção ao Chalé da Praça XV Sinaleira da Felipe Camarão, em direção à Av Osvaldo Aranha, lateral do Pronto Socorro, bairro Bom Fim (POA). Em uma máquina Lomography, filme 35mm, BW400CN. Olhar imagens no sentido horário. Negativos escaneados, sem qualquer manipulação ou corte. Nada foi alterado em termos de luminosidade. A câmera é uma Actiopnsampler.
diante do avanço das imagens digitais
“A fotografia na contemporaneidade, em muitos aspectos, não pode mais ser associada aos princípios de sua origem: como grafia de luz (do grego phos e grafia) frente aos recursos digitais que possibilitam, e até mesmo popularizam, as experiências fotográficas. As luzes e suas grafias, neste contexto digital, podem ser criadas, trabalhadas, modificadas. A incidência da luz sobre as superfícies sempre produziu diferentes olhares e isto não é nenhuma novidade. A luminosidade cria contornos, produz eixos de visibilidade e recria, com auxílio dos recursos da técnica e da arte, os mundo e as realidades cotidianas. A luminosidade padrão, ligada à luz branca e fluorescente, é característica de um modo de vida ligado à modernidade e instaura, de certa forma, um modo de ver também marcado pela padronização, deixando em segundo plano o jogo de sombras e efeitos. O olhar, assim , orienta-se para a possibilidade de ver em ‘quantidade’, deixando os detalhes dos jogos da luz e de suas incidências sobre as superfícies, aos olhares da arte e de suas criações.” ( do texto Sobre Psicologia e fotografia, de Jaqueline Tittoni)
Tenho tentado – não sei se com sucesso e uma certa clareza – associar minha prática fotográfica, talvez muito rudimentar em seus aspectos técnicos, com a leitura e reflexão sobre o maior número possível de questões relacionadas à produção e difusão das imagens. Como já assinalei, a partir de um texto de Montaingne: “Quem busca sabedoria, que a busque onde se aloja; não tenho a pretensão de possuí-la. O que aí se encontra é produto de minha fantasia; não viso explicar ou elucidar as coisas que comento, mas tão somente mostrar-me como sou…” Ou é de Montesquieu? (o texto completo está na postagem do dia 18.05.2011)
nada contra o povo judeu. Fui criado entre os judeus de esquerda, do bairro Bom Fim, freqüentando o Clube de Cultura. Sou sobrinho do falecido presidente do Internacional, Carlos Stechaman. Tenho uma grande relação com a cultura judaíca. Mas hoje, sou PALESTINA VENCERÁ!
Israel já respondeu ao presidente Obama. Disse não. O impasse e o clima de guerra deverá se manter em toda a região.
Foto de capa do showrnal sionista Zerolândia. A nota acima é da capa do jornal Folha de São Paulo.
liberdade para os cubanos
um mensageiro da revolta
Jornal Anarkia – o mensageiro da revolta é a mais nova publicação anarquista que circula na cidade (POA). Quem tiver interesse em fazer contato é em mensageirosdarevolta@tomail.com
################### as fotos de mulheres negras foram capturadas no site negritabonita.