Esquina da Vasco com a Fernandes Vieira, bem em frente à Espaço Vídeo, bairro Bom Fim, Porto Alegre. Este canteiro foi instalado esta semana com objetivo de destruir a “residência” de um morador de rua. Ele se mudou para a “residência” ao lado. Vamos ver quanto tempo e que solução será encontrada pelos moradores do prédio.
o artesão
Cláudio trabalhou como técnico em importantes óticas da cidade. Hoje, em uma pequena sala, é um “concerta tudo”, um verdadeiro artesão em matéria de armações de óculos.
a feira
Semana da Feira do Peixe, no Largo Glênio Peres, lateral do Mercado Público, local tradicionalmente ocupado pelos artistas de rua.
na taguara
Esta é a deliciosa tainha na taguara, assada lentamente na brasa. É tanta gente comprando para levar para casa que tem uma hora que não se consegue chegar no balcão.
São registros da alma encantada das ruas. Fotografo, já disse isso em outras ocasiões, desde a década de 70 quando comprei minha primeira máquina, uma Pentax SP1000, na Casa Cambial. Trabalhava na antiga Rádio Continental. Tenho “alguns mil” negativos; e, nos últimos cinco anos algumas centenas de registros digitais. Não tenho uma grande preocupação com aspectos técnicos. Fotografo como um vagabundo, de infidáveis Derivas. Erro muito. E sempre trabalho no manual, assim como não “produzo” nada. Não tenho o perfil de um participante do clube de estrelas do FesteFoto, mas tenho absoluta convicção que estou contruindo uma história visual de Porto Alegre, dos últimos 4O anos, praticamente desde que iniciei na profissão de JORNALISTA. Nada do que faço terá o patrocínio da Vale do Rio Doce. Não pertenço a nenhuma rede de conivências corporativas. Tipo clubinho de produtores fotográficos. Parece coisa do Bolinha e da Luluzinha. Valeu pela homenagem, mais do que merecida, ao fotógrafo Felizardo. Por uma americana que fotografou a cena sadomasoquista de Paris e pelo fotógrafo-artista-nordestino das fotos pintadas. Meu dia teve este encantamento, das ruas. Produzi imagens para melhor imaginar. Gostaria ter conhecido Miroslav, um artesão da imagem que morreu no último dia 12 de abril.
Vai começar o espétaculo. De um dos Cafés do Mercado Público, centro de Porto Alegre, acompanhei, sentado e de forma displicente, toda a movimentação deste artista de rua. Ele começa a atrair a atenção das primeiras pessoas que circulam pelo Largo Glênio Peres. Em questão de vinte minutos a “casa” estava lotada. Nesse momento o espetáculo estava começando. E o público aumentando até o momento que, de fato, o espetáculo engrenou com a venda de algumas quinquilharias. Durou cerca de 30 minutos. Tomei meu café, li o jornal “Estadão”, falei com alguns frequentadores do Mercado, e iniciei uma Deriva pelo centro. A velha vagabundagem, de sempre.
Não existe nada de novo. Não existe nenhuma informação que já não tenha sido esmiuçada em outras matérias e em outros documentos já revelados. Isso é uma provocação da direita com respaldo dos jornais da mídia corporativa. Jornal Folha de São Paulo, página A10 com a cartola Poder, edição de 15 de abril de 2011. Jornal do mesmo grupo midiático que emprestava os seus veículos de distribuição dos seus jornais para a OBAN (Operação Bandeirantes), o maior centro de tortura do país, com o objetivo de atrair ataques da ALN (Aliança Libertadora Nacional), veículos que eram ocupados por agentes da repressão. A imprensa precisa revelar outros documentos. Quero ver publicado os manuais franceses, com a experiências dos torturadores na guerra da Argélia, amplamente estudados pelos exércitos latino americanos, em especial pelos oficiais brasileiros. Jornal “Estadão” (O Estado de São Paulo), página A13, cartola nacional, de 14.04.2011. Também nenhuma informação nova. Nada que já não seja de amplo conhecimento público. Isso é uma provocação. “Coincidentemente” quando na Argentina mais um ditador vai para a cadeia e, no Uruguai, a lei de anistia é revisada. JORNALISMO (investigativo ou não), pouco importa, seria a revelação dos manuais utilizados pelos torturadores, assim como outros documentos internos da circulação e atuação dos agentes da CIA. ”Coincidentemente” os “novos documentos” se referem à organização da presidenta Dilma. É tudo uma puta “coincidência’.
1. Não diga: “Minha buceta.” Diga: “Meu coração.”
2. Não diga: “Estou com vontade de foder.” Diga: “Estou nervosa.”
3. Não diga: “Acabo de gozar como uma louca.” Diga: ”Sinto-me um pouco fatigada.”
4. Não diga: “Vou masturbar-me.” Diga: “Vou voltar.”
5. Não diga: “Quando eu tiver pentelho no cu.” Diga: ”Quando eu for grande.”
6. Não diga: “Eu prefiro a língua ao pau.” Diga: “Só gosto de prazeres delicados.”
7. Não diga: “Entre as reifeições só bebo porra.” Diga: ”Sigo uma dieta especial.”
8. Não diga: “Tenho doze consolos em minha gaveta.” Diga: “Nunca me entendio quando estou só.”
9. Não diga: “Os romances honestos me chateiam.” Diga: ”Eu gostaria de ter algo interessante para ler.”
10. Não diga: “Quando se lhe mostra uma pica, ela se zanga.” Diga: “É uma original.
11. Não diga: “É uma menina que se masturba até quase morrer.” Diga: “É uma sentimental.”
12. Não diga: “É a maior puta da terra.” Diga: “É a melhor menina do mundo.”
13. Não diga: “Ela deixa-se enrabar por todos aqueles que a masturbam.” Diga: “Ela flerta um pouco.”
14. Não diga: “Ela é uma lésbica raivosa.” Diga: “Ela não flerta de jeito nehum.”
15. Não diga: ” Eu a vi ser fodida pelos dois buracos.” Diga: ” é uma eclética.”
leia muito mais a partir DAQUI. São página produzidas para a revista eletrônica Pontodevista, do período anterior à censura. Mantivemos o desenho original das páginas. Caso algum botão não estabeleça o “linquem”, a razão se deve ao fato de que algumas páginas foram retiradas do servidor remoto em função das ações judiciais.
Toni Bentley foi bailarina na companhia de Goorge Ballantine New York City Ballet durante dez anos escreveu quatro trabalhos de não-ficção, todos selecionados pelo jornal The New York Times, como livros notáveis no ano de seu lançamento. A autora colabora com inúmeras publicações, incluindo os jornais The New York Times e Los Angeles Times e as Rolling Stone e Allure.
“O dele foi o primeiro. No meu cu. Não sei o tamanho exato, mas é definitivamente muito grande – de tamanho apropriado. De largura mediana, nem muito fino, nem muito grosso. Lindo. Minha bunda, minúscula como a de um rapazinho, rija e envolta por tecidos rígidos. Vinte e cinco anos de piruetas como bailarina. Desde os 4 anos, quando declarei guerra a meu pai pela primeira vez. Girar as pernas para fora dos quadris fotalece o assoalho pélvico como um saca-rolhas. Trabalhei minhas entranhas a vida inteira, de pé naquela barra de balé. Agora está tudo sendo destrambelhado. O pau dele, minha bunda, libertando-se. Divino. Quando ele me penetra eu deixo sair a tensão, milímetro por milímetro, puxando, apertando, segurando. Sou viciada em resistência física extrema, uma maratona de intensidade libertadora. Solto meus músculos, meus tendões, minha carne, minha raiva, meu ego, minhas regras, meus censores, meus país, minhas células, minha vida. Ao mesmo tempo puxo, sugo e o trago para dentro. Abrindo e sugando uma coisa só”. (pág.11)