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estão nos dispersando

Em continuidade ao texto da postagem anterior:” É verdade que uma parcela cada vez menor da sociedade ‘trabalha’, enquanto que uma parcela cada vez maior ‘funciona’.
“A gente não precisa mais ‘trabalhar’ tanto (isto é, executar gestos que modificam a forma do mundo) , já que os aparelhos automáticos o fazem mais rapidamente”.
“Verifica-se então uma tendência rumo ao desemprego geral se, por ‘emprego’ entendemos a execução de um trabalho. É verdade, pois, que uma maioria crescente da sociedade ‘funciona’, no sentido de apertar teclas que movem aparelhos a trabalharem, a mudarem formas, a ‘informarem’.
“Isto não implica de modo algum que estejamos assistindo à emergência de nova ‘classe’, a dos funcionários, classe esta que estaria substituindo o campesinato e o proletariado.  A razão é esta: ‘trabalhar’ (seja no campo, seja com máquinas) é forma de vida, funcionar com aparelhos não é forma de vida. O trabalho preenchia outrora a maior parcela de tempo vital, e as vivências, os conhecimentos e sobretudo as ideologias provinham desse tempo de trabalho. Por isso mesmo a forma de trabalho estruturava a sociedade de classes.”

Esta porra é para ser pensada. Os novos revolucionários deverão ser produtores de bens simbólicos. Fundamentalmente, de imagens. O texto é de Vilém Flusser, do livro “O universo das imagens técnicas – elogio da superficialidade”, da editora Annablume. Daí resulta a enorme carga, hegemonizadora , de subjetividades reacionárias permeando todo o tecido social. A produção destas imgens hegemonizadoras estão na mão deles.

@@@@@@@@@@@@@@@@@@ Tem cheiro de cascata  - no ar –  na edição de hoje de Zerolândia. Produção de uma imagem para despertar emoção. Só faltou o título instante decisivo. Com a nova orientação dos editores de fotografia do grupo: “temos que produzir a melhor imagem que traduza o que a gente quer dizer”.  Fica a pergunta: quem quer dizer o quê para quem e de que forma?  Zerolândia é sempre uma grande empulhação. Pode render mais um prêmio ARI-Gó (da Associação Riograndense de Imprensa). Embora absolvido, na instância criminal, continuo impedido de fazer a  crítica a este tipo showrnalismo. E, ninguém, diz nada. São pouquíssimos os que não estão dentro de uma enorme rede de conivências cooperativas.

o bater constante de teclas

sincretismo

No Mercado Público (PO) são tradicionais as casas com produtos religiosos. Movimentadas o ano inteiro.

PSTU no café

Júlio Flores é conhecido, na cidade, por sempre participar das eleições como candidato do PSTU.

lanchera

A Lancheria do Parque, bairro Bom Fim (PO), um local de muitos encontros, das refeições baratas e de comida bem feita. Chamada pelos íntimos de Lanchera.

ocidente

Bar Ocidente, esquina da Osvaldo com João Telles, bairro Bom Fim (PO). Um bom almoço e à noite boas festanças. Muita gente boa já se apresentou no bar.

Glênio Peres

No Largo Glênio Peres, lateral do Mercado Público, centro de PO, local de apresentação de muitos artistas de rua.

vilém flusser

Do livro “O universo das imagens técnicas – elogio da superficialidade”, ed. Annablume.

grafimos da cidade

Mercado Público, de Porto Alegre, parte superior, da série de grafismos da cidade. Sábado da Semana Santa com grande movimento nos restaurantes.
Uma visão da parte inferior e superior do Mercado Público de Porto Alegre. A Semana Santa têm os dias de maior movimento.

$$$$$$$$$$ só agora assisti “Tropa de elite 2″. Sempre, com raríssimas excessões, leio o noticiário policial, de todo e qualquer veículo de comunicação, com os dois pés-atrás, mas depois do filme minha atenção e desconfiança será bem maior. É da mais absoluta ingenuidade achar que os aparelhos repressivos não são um “estado” dentro do Estado. O velho camarada Bisol, secretário de segurança do governo Olívio Dutra, já dizia o mesmo. É uma tradição do jornalismo da mídia corporativa, também, com raríssimas excessões, não ter um convívio de total promiscuidade com a polícia. Zerolândia (jornal Zero Hora), tem esta situação agravada pelo provinciasmo; e, por isso mesmo, é imbatível.  Para que nenhum de nós perca a memória LEIA AQUI!!!!!

minha geração é

absolutamente vitoriosa

Quando vejo uma foto como esta não posso deixar de pensar que minha geração é vitoriosa.  Estou me referindo aos que estiveram na cadeia na década de 70. Isso vale mesmo considerando todos os que morreram e que estão “desaparecidos” e que ficaram com marcas da tortura. E tem mais: independente de aspectos políticos, ideológicos, de compromissos assumidos ou impostos pela correlação de forças, a companheira Dilma é a expressão da força de todos nós. Isso não é uma provocação e nem tão pouco um espírito revanchista.  Na revanche nós já ganhamos. Ela foi trabalhista (Getúlio, Jango, Brizola) e hoje é petista. Documentos da Var-Palmares, liderados pela aeronáutica, amplamente divulgados pela mídia corporativa, é revanchismo e provocação, sim! Não revelam nada de novo e que já seja amplo conhecimento público.  A mídia corporativa é fascinada pelo golpismo.

a imagem

via onion-booty and black-culture

No último dia 12 de abril, aos 85 anos, morreu o artesão da fotografia Miroslav. AQUI.