a pobreza existencial
No dia de hoje, mil desculpas, mas só quero dizer o seguinte: a pobreza contra a qual sempre lutei, desde a juventude, não é simplesmente a pobreza de bens materiais e condições de vida; sempre lutei, também, contra o tédio e a desorientação, dos mais favorecidos, e que nos dias de hoje têm revelado a extrema pobreza existencial em todo o Ocidente, “civilizado” e capitalista. A alienação, desconfiança e exaustão que todos sentimos nesta sociedade multiplicam nossas necessidades, e corremos atrás de novos produtos – investidos do poder do fetiche que a publicidade implanta -esperando que estes produtos possam nos salvar. Comprá-los só perpetua a nossa angústia. Estão sempre tentando comprar a felicidade de todos nós. A proposta é bem simples: vamos roubá-la de volta azarando o sistema!!!!! Deixe de comprar produtos da indústria da comunicologia. Zerolândia (jornal Zero Hora), por exemplo, é a expressão máxima deste lixão publicitário que estimula a pobreza existencial.




