47 anos depois
“Cerca de cem mil pessoas ouviram, ontem, na Praça Cristiano Otoni, o Presidente João Goulart e doze outros oradores. A manifestação transcorreu em ordem, registrando-se apenas ligeiros incidentes, logo abafados. (….) Às 19h44m, chegava ao palanque o presidente João Goulart, acompanhado em primeiro plano do Sr. Eugênio Caillard, seu secretário particular. No momento em que o Sr. João Goulart subiu ao palanque, discursava o Deputado Doutel de Andrade, em nome do PTB, criticando o capitalismo, e prometendo irrestrito apoio ao Presidente e aos trabalhadores. Entre as faixas empunhadas pelos manifestantes da Praça Cristiano Otoni estavam as seguintes: Salve o Glorioso CGT, Reconhecimento da China Popular, PCB teus direitos são sagrados, Viva o PCB, Encampação de Capuava, Abaixo com as companhias estrangeiras, Jango abaixo com os latifúndios. (…) (Jornal O Globo, 14 de março de 1964)
“Cerca de 200 mil pessoas tomaram parte na concentração realizada ontem, na Praça da República, em favor das reformas. Desde às 15 horas, era acentuado o movimento de populares a caminho do local do comício, pelas ruas centrais da cidade. (…) Logo após ser ouvida a palavra do Governador Miguel Arraes, foi anunciada a assinatura do decreto de encampação das refinarias particulares, como as de Capuava, Manguinhos, Matarazzo e outras. (…) Afirmando ao povo que ‘que a hora é das reformas, pois as atuais estruturas ultrapassadas não mais poderão realizar o milagre da salvação nacional de milhões de brasileiros’, logo a seguir o presidente João Goulart disse: ‘A maioria dos brasileiros não se conforma com a ordem social vigente, imperfeita, injusta e desumana. Esse é o motivo que me leva a lutar pelas reformas, de estruturas, de métodos, de estilos, de trabalho, e de objeivos, pois não é possível progredir sem reformas.’ (…) (Jornal A Noite, de 14 de março de 1964)
LEIA MUITO MAIS A PARTIR DAQUI. Esta seqüência foi produzida em 2004 para a revista eletrônica Pontodevista. Mantivemos o desenho original. Botões de navegação que não estiverem ”lincando” se deve ao fato de que fomos obrigados a retirar do provedor muitas páginas censuradas, em função de ações movidas por um funcionário com 35 anos de PRBS. Não tínhamos como “limpar” a revista das páginas proibidas. Continuamos sob censura por determinação da Justiça, na ação cível, embora tenhamos ganho a ação criminal, aquela em que não foi considerado crime nada do escrevemos e mostramos das falcatruas zerolandicas.




