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Confira o projeto Jornalismo B Impresso - 2012 no @Catarse_ http://t.co/DItuH4h6

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che turista em Madri

Nace en el año 1941 en Cantiveros. Ávila. En 1946 traslada su residencia a Madrid. De formación autodidacta, se inicia, a los diecisiete años, como fotógrafo de prensa, en la plantilla de la agencia Europa Press. En 1960 trabaja en el diario Pueblo como redactor gráfico. Permanece en el diario que dirige Emilio Romero cinco años. Y crea en 1965 su propia agencia gráfica, Cosmo Press. En 1966 contrae matrimonio con Maria del Carmen Abreu y tienen dos hijos, Cesar y Enrique. De 1966 a 1973 combina su trabajo en prensa con la realización de encargos como fotógrafo destacado, para las compañías cinematográficas estadounidenses: Twenty Century Fox, United Artists y Metro Goldwyn Mayer, en las superproducciones de las grandes películas que se ruedan en España. Por su cámara, pasan estrellas de la talla de Katharine Hepburn, Brigitte Bardot, Sean Connery, Raquel Welch, Yul Brinner, Romy Schneider, John Lennon, Billy Wilder, Clint Eastwood, Stephen Boyd, o Búster Keaton. En 1973 se incorpora al equipo fundacional de la revista Gentleman. Se crea en España la figura del editor grafico. ”

“En el año 1976 forma parte del equipo fundacional de El País como Jefe de Fotografía, y es nombrado director de la edición española de la revista Photo. En 1978 deja El País y firma con Antonio Asensio un contrato como Director de Fotografía del Grupo Zeta. Participa en el año 1981, como conferenciante en el primer Curso de Fotografía en la Universidad española UIMP, Santander. Y es el primer español invitado a formar parte del jurado internacional del concurso World Press Photo.
César Lucas é o autor da foto de Che turista na cidade de Madri em 1959.

” Es el fundador del concurso fotográfico Photo Press de la Fundación La Caixa, en 1982. Forma parte del Patronato de la Fundación Española de la Fotografía en 1980. Y del jurado de la primera edición del certamen “Los jóvenes vistos por los jóvenes”, el actual Certamen de Fotografía de INJUVE, en 1985. Y es uno de los redactores del “Manifiesto sobre la edición fotográfica en la prensa” Pazo de Mariñan, A Coruña.”
Modelos em um bar na cidade de Aragon, em 1976.

A FOTO

Chalé da Praça XV, centro de Porto Alegre, em lomography, com filtro vermelho, pequeno corte na parte inferior e nenhuma outra manipulação. Filme 400TX da Kodac, 12omm, negativo 6×6 escaneado. A máquina uma Diana F+ com uma lente 20mm. Autoria Wu.

Ela

Ela é a “Magrinha”. Uma das melhores modelos que tenho fotografado nos últimos anos. Consegue dizer o que peço pela expressão do rosto. Ela autorizou a publicação de algumas fotos.

eles todos estão jogando no mesmo time

Depois que Zerolândia anunciou a vitória do Tarso com a manchete: “governaremos pelo diálogo”, frase do pronunciamento dele pelo resultado das eleições fiquei com este ” tom”  registrado. Nada é por um acaso. Não vou nem perder tempo em analisar em detalhes, mas o Centro de Estudos Comparativos das Sacanagens da Mídia Corporativa está colecionando todo este material. Este é da edição de hoje, segunda-feira, 27.12.2010. Capa e página 12. Saudades do camarada Bisol, Secretário de Humanidades do governo Olívio Dutra.

porque hoje é sábado

É uma foto (1988) de Jan Saudex. “Embora pouco conhecido no Brasil, Jan Saudek é o fotógrafo mais famoso da República Tcheca e admirado por toda a Europa graças aos seus bem sucedidos 50 anos de carreira. Seu estilo inclui pintar à mão suas fotografias, deixando-as com tons sépia e aparência do século 19. Saudek utiliza modelos tanto vestidos quanto despidos, ora capturando momentos de um encanto radiante, ora de bizarrices excêntricas. Seus críticos definem essa mistura como sendo libertinagem e amor ao mesmo tempo. Veja alguns trabalhos de Saudek e crie a sua própria definição do artista.”  Veja mais a partir daqui. Ou no facebook dele.

uma janta vegan

Velhas e sempre novas utopias

Lá vamos nós para mais uma daquelas festas. Já na entrada da faculdade de Ciências Políticas aquela mistura de Hippie-Punk-Hajneesh que costumamos ver como o melhor que nossa humanidade produziu até hoje. Dessa vez tem som ao vivo, segundo o que indicam os cartazes uma mistura de herdcore-surf-punk-death-rock-alguma coisa. O pessoal caprichou no visual, o que fica facilitado pelo frio de -3 graus. Assim não faltaram coturnos, jaquetas de couro, tachinhas, correntes, piercings, cabelos rastafári, camisas de banda, patches…Na entrada da “sala de concertos” um belo cheiro de comida quase me faz vomitar por ter a pança já cheia de massa com molho de guisado de porco e bacon. Uma delícia. Antes, não agora. Sem tempo para qualquer reação, como ir até o bar, uma menina me alcança o menu do dia e um panfleto explicativo: antes de verbalizar toda a sua raiva incontida nos microfones a juventude enche a pança com uma janta VEGAN. Faz parte do protesto. Por isso transcrevo aqui o que dizia o panfleto:

“Vegan porque pregamos a rejeição de qualquer produto derivado da exploração animal como uma negação da mercantilização do ser vivo, opondo-nos assim à lógica de mercado que nos quer consumidores de opressão. Consideramos a discriminação como uma base através da qual o homem exerceu seu domínio sobre a mulher, o branco sobre o negro e o humano sobre os outros animais e a terra. Porque pensamos que a liberdade seja uma prerrogativa absoluta e não relativa somente à espécie humana. Recuperamos aquilo que o capitalismo rejeita procurando evitar o sistema econômico a que ele nos obriga com suas regras de mercado. Utilizamos também pratos de cerâmica na perspectiva de um menos desperdício, mesmo conscientes de que não seja essa a solução necessária para o aniquilamento do sistema dominante. Procuramos através da prática ‘lave o seu prato’ incentivar as pessoas a rejeitarem a delegação de funções e promover a auto-gestão… mesmo das pequenas coisas!”

Sinceramente, quase chorei de remorso. Pobre do porquinho que deu sua vida para o prazer banal que senti ao comer sua deliciosa carne a poucas horas. Vacas do mundo, existe uma esperança para vocês!  Mas aí algo me veio na mente. Alguns dos pratos eram bolo de soja, berinjela com trigo, pasta de milho com não sei o quê e salada, muita salada. Visto que estamos na Itália, imagino que a soja seja uma grande doação dos bravos agricultores brasileiros que a cada dia expandem suas belas fazendas do centro-oeste para a floresta Amazônica, sempre com sementes e “fertilizantes” da melhor qualidade fornecidos pela Monsanto. Segundo o Wikipédia, os maiores produtores de trigo do mundo são os Estados Unidos, então devemos agradecer aos bravos norte-americanos e suas melhores indústrias de biotecnologia pela qualidade do trigo da nossa janta VEGAN. Qual a minha surpresa ao saber que quem produz mais milho no mundo é também os Estados Unidos, então, mais uma vez “grazie” aos nossos irmãos do norte por mais esse produto indispensável. Tudo bem, esse raciocínio pode ter várias falhas, mas serviu para me convencer de que não preciso abandonar meu churrasquinho. Já mais tranqüilo comprei uma lata de cerveja de uma multinacional qualquer, acendi um cigarro da Philip Morris que pedi para um dos companheiros de festa, e pude me divertir valendo com as bandas da noite.

Este texto foi originalmente publicado em Devaneios na calada.  Tivemos uma semana produtiva. Começamos com “like a Rolling Stones” e a seguir  ”é só buscar o sentido e existe um sentido”, “escrevem mal, só pensam merda”, e “babacas da originalidade”. Fechamos com esta “janta”, produzido na calada, em Bolonha, na Itália.

babacas da originalidade

“Originalidade, também, não há. Nem poderia haver, depois que os homens fazem literatura, há mais de dois mil anos, em centenas de idiomas, em todos os quadrantes da terra. Imaginar que uma obra seja ‘original’, isto é, só deva suas virtudes a si mesma só pode ser fruto da ignorância. Os românticos, que inventaram o culto da ‘originalidade’ (origem das vanguardas) eram com efeito, ignorantes. Literatura é telepatia com todo um passado. As obras são variantes de todas as obras anteriores. Não é o indivíduo quem faz literatura, é a Humanidade. A etimologia é o modelo de uma verdadeira ciência da literatura. E o plágio, o mais importante dos recursos literários.”  (de Paulo Leminiski)

Não temos nenhum poder de indicação, mas sugerimos os nomes de Carpinejar e do Eduardo Bueno (Peninha) como figuras a serem integradas ao Café TVCOM. Só brilho! Imaginem estas duas figurinhas acrescidas ao time atual, “Os originais”. Nós daríamos outra denominação, mas deixa prá lá. Gostaria de escrever textos polêmicos, bem pensados, mas estou sob censura.

“existe alguma coisa na palavra que não é matéria.”     Leminiski

Eu diria que um pouco da minha alma está em cada palavra que escrevo. Sob censura, deixo nelas – nas palavras –  o inconformismo que me é permitido. Me sinto preso, literalmente detido pelos limites que me foram impostos e que, concretamente, me impedem de expressar o que sou, minhas ideias. A censura imposta a Pontodevista é decorrente  e síntese do comportamento fascista da RBS. Uma ação movida por um funcionário com 35 anos de firma, cuja mentalidade e comportamento, é a expressão do que foi introjetado das práticas deste partido, o PRBS. O autor nunca trabalhou em nenhum outro lugar. Não passou por nenhum teste. É uma cria da casa. A empresa foi sua escola, assim como sou resultante da formação que tenho tido ao longo da vida. Sou filho de um operário metalúrgico (comunista) e de uma mãe costureira. Quando pela primeira vez cheguei em casa com gibis de heróis norte americanos, além de tomar “um esporro”, tive as revistas rasgadas. No outro dia ganhei uma coleção completa do Monteiro Lobato. Lamento não poder escrever o que penso. Uma certa tristeza, mas não nego, um certo orgulho. Nas limitadas palavras desse momento, considerando a censura, tenho deixado uma pequena parte de minha alma. A parte que estão me permitido. Por isso mesmo carregadas de fragmentos de muitas verdades.

aqui, não acontece nada. ninguém foi para a cadeia

Na Argentina, a questão não está resolvida. A mídia corporativa de lá não conseguiu apagar a memória popular. Em nosso país, a escuridão do período da ditadura virou série televisiva globalizada e não documentário de denúncia. Os torturados e mandantes  estão, todos, soltos e operando em outras áreas do aparelho repressivo. O JCristo , integrante do CCC (Comando de Caça aos Comunistas), torturador da OBAN (Operação Bandeirantes) é um “pacato” delegado no interior de São Paulo, como mostrou a revista CartaCapital, inclusive com foto na capa. Este cara parou de bater? Deixou de ser truculento? Duvido.

nada disso vai para a história do jornalismo

Um dos destaques foi para “Os infiltrados”, de Carlos Wagner (o causo), Carlos Etchichury e Humberto Trezi e Nilson Marino. Uma reportagem produzida pelo primeiro time de Zerolândia e que não acrescentou, absolutamente, nada. Na ocasião apontamos a quantidade absurda de obviedades, algumas que até colocavam em dúvida a capacidade de entendimento da média dos leitores. Dizer que o camarada Olívio Dutra era vigiado desde o tempos da presidência do sindicato dos bancários é tirar todo mundo pra otário. Dizer que agentes da Brigada Militar ( os conhecidos P2) estiveram infiltrados no MST é o mesmo que não dizer nada. Não vou nem perder tempo em localizar as anotações da época. Tenho 48 anos de militância política, sendo que quase dois na cadeia, pertenci a duas organizações, mas em função da atuação no movimento estudantil  tinha muitas ligações com toda a esquerda. Exerço o jornalismo nos últimos 38 anos e  reafirmo que esta série não acrescentou absolutamente nada. Uma matéria “fria” que tenta limpar a barrra do PRBS pelos comprometimentos com o regime militar. Matéria sobre este tema, com caráter de jornalismo investigativo, teria sido levantar a história do “militante infiltrado” que circulou pela esquerda do nosso Estado, procurando contatos para passar o cabo Anselmo na fronteira, dias após a “fuga” da Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro.  ”Fuga” planejada, segundo informações da época, pela AP  (Ação Popular) em ação conjunta  com a POLOP (Política Operária). O cabo passou por aqui. Os showrnalistas não sabem disso. Foi para o Uruguai para fazer “contatos” com Brizola. Dizem que foi responsável pela queda de alguns militantes Tupamaros. E, a seguir, apareceu em Cuba ao lado de Marighella, na conferência da OLAS, o que sugeria, na ocasião, uma ligação com a ALN (Aliança Libertadora Nacional).  Tempos depois foi do MR8 (Movimento Revolucionário 8 de outubro), “coincidentemente” quando Lamarca era do 8. E o desfecho é em Pernambuco como militante da VPR (Vanguarda Revolucionária Popular). O cabo já era ou não um infiltrado?  Era um infiltrado desde o levante dos marinheiros no Sindicato dos Metalúrgicos do Rio? O levante não teria sido uma provocação com a quebra da hierarquia militar?   E, a seguir, uma das tantas justificativas para o golpe de 64.  Ao contrário do que ocorre, por exemplo,  na Argentina esta caixa preta não foi aberta pelos governos pós-ditadura em nosso país. Com caráter investigativo teria sido levantar a verdadeira história da “prisão” e “acordo” feito por Jover Telles, hoje morando na região das Minas de Butiá, direção nacional do PCB , um dos fundadores do PCBR, integrante do Comitê Central do PCdoB, responsável pela queda do aparelho do que ficou conhecido como o massacre da Lapa, quando caiu a reunião do comitê central desta organização e vários dirigentes foram  mortos. Na esquerda ficou a suspeita de que o cara sempre foi um agente infiltrado. Estes “infiltrados” tinham em comum a facilidade de circulação por diversas organizações, sempre com o respaldo de um “militante de confiança’. Um insuspeito. Hoje se sabe, o infiltrado trabalhava com apoio de um outro agente. Trabalhavam em dupla. Nem isso foi dito na série “investigativa”.  Sobre este tema, a mídia corporativa, em nosso país, tem sido “incapaz” de produzir uma grande matéria. Poderíamos acrescentar um bom número de pequenas histórias (não esclarecidas)  e que se constituiriam em ponto de partida para uma investigação. Nos interrogatórios, os torturadores dispunham, de quase todos nós, uma soma impressionante de informações.  Dados que não eram resultantes apenas de informações obtidas de outros companheiros torturados. “Os infiltrados” está por ser feita. É uma bela pauta para JORNALISTAS. Esta comunidade de inteligência continua intocável.

PRBS distingue os piores trabalhos