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Kiki de Montparnasse

“Na Vila francesa de Châtillion-sur-Seine ela era Alice Prin. Na Paris boêmia e genial dos anos de 1920, tornou-se Kiki de Montparnasse, uma das figuras mais carismáticas e adoradas do período entre guerras. Companheira de Man Ray e musa de outros tantos como Kisling, Fujita, Per Krog, Calder, Léger, Utrillo, Picasso, Cocteau, Modigliani… Ela foi eternizada em quadros, fotos e manifestos. Mas a rainha de Montparnasse não foi apenas a muda de uma geração que procurava eliminar a ressaca da Grande Guerra. Kiki foi, sobretudo, uma das primeiras mulheres imancipadas daquele século. muito além da liberdade emocional e sexual, Kiki ansiava por outra liberdade, – de expressão do pensamento.”
“Seus dias de pobreza – quando se alimentava de pão e vinho, algo que ninguém iria negar-lhe, segundo ela – e o envolvimento com drogas, além de outros escândalos, nunca ofuscaram sua paixão e bom humor. A vida como modelo e cantora, as noites nos cabarés, o longo relacionamento com Man Ray, a amizade com Fujita, sua biografia censurada (com prefácio de Hemingway) … Tudo ganha vida nesta graphicnovel biográfica de Catel & Bocquet.
Kiki foi modelo para os principais fotógrafos e pintores de sua época. Kiki tirava a roupa para estes artistas com a maior facilidade. Este livro foi uma indicação de um ex-aluno. Castel Mulher e José-Louis Bocquet, autores do livro são do primeiro time. Gente de  vanguarda. Esta é a dica de leitura. Se estivesse em pleno semestre este livro seria mostrado em aula e a partir dele falaria não só dela mas, também, do fotógrafo e artista sulrealista Man Ray. Aproveitaria para dar uma aula subversiva sobre André Breton e a Internacional Situacionista.

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