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não existe lógica ou coerência em nada do que faço

“Mac é de Phoenix, onde grande parte a população é formada por mexicanos – influência nítida em seu desenvolvimento artístico. Suas imagens coloridas, realistas e, por vezes, muito pessoais são inspiradas por uma combinação de fatores: sua cidade natal, sua mãe, a Igreja Católica, outros artistas e sua preferência por personagens e retratos. Segundo ele o grafite “é uma arte aventureira.”
AMORFA – Ilha assim chamada por sua falta  de forma – parece-se mais com um coral mole, um amebóide ou protoplasmátivo, com árvores semelhantes aos tentáculos de caraçóis. A Ilha Amorfa é uma oligarquia, governada por seis reis. O primeiro vive da devoção de se harém. Certa ocasião, para escapar da justiça de seu parlamento (que age somente por inveja), engatinhou pelos esgotos até chegar  a um monolito situado na praça central da ilha. Ele o roeu de dentro, deixando apenas uma fina crosta. ( Alfred Jarr, Gestes et opinios du docteur Faustroll, pataphysicie, Roman néo-scientifique, Paris, 1991)

mulherada de luta retoma DCE da UFRGS

A Sayuri (d) é do curso de jornalismo. A  oposição unificada, chapa vencedora, é integrada por alguns militantes vinculados aos partidos PSTU e PSOL, e a brincadeira que corre é que trotskistas unidos jamais serão vencidos. O problema todo é unir os trokos. De qualquer forma é uma importante vitória da esquerda.  (foto Diego/PRBS)

guerra no Rio e crime acuado é espetáculo midiático

A cena de cerca de uma centena de  ”marginais” em fuga de um morro para outro, no Rio de Janeiro, amplamente, apontada e comemorada pelos showrnalistas globais deveria ser motivo de uma radical reflexão. Me pergunto, por exemplo, como e porque motivos uma centena de jovens escolhem esse caminho e que relação teriam, de fato, com o crime organizado. Como que um país tão rico como o nosso tem só deixado como opção para estas pessoas a função social de desempregados-empregados-do-varejo-de-drogas? Diante das reivindicações da mídia, o Estado deveria colocar na cadeia  grande parte das populações da periferia das grandes cidades. Ninguém vai me convencer que o jovem, negro e favelado prefere morrer antes dos vinte anos vendendo “buchinhas” e “petecas” de pó do que ter uma vida digna como cidadão. Não estamos dizendo que acontecimentos, no Rio, não é notícia e nem tão pouco estamos negando a gravidade da situação. O PRBS, na carona de um episódio nacional; e, nesse caso valorizando a notícia, reforça a construção da subjetividade “estamos ameaçados pela ameaça de uma “guerra” civil.

pelo zen da discórdia

A SP, ou Serial Paintrz, é uma equipe parisiense fundada por Bher em 1997. Seus membros são de Paris e de outros lugares. Juntos, pitam murais enormes e viajam pelo mundo. Alguns dos artistas da equipe também publicam a revista hip-hop Graft It!

Depois da postagem de ontem com o título estava autorizado a  cascatiar fico por alguns dias sem ter  muito o que dizer. Alguns Bundões da velha e da nova geração devem ter lido.  Lá na estratosfera, sim, lá em Brasília, também , alguém deve ter lido. Aproveito para contar uma história. Quando sai da cadeia, pelos estranhos caminhos da vida, tive a oportunidade de voltar a trabalhar na profissão, única coisa que tinha feito.  Até mesmo como militante. Na ocasião fui apresentado, pela atual presidente Dilma, ao diretor da Rádio Continental.  Foi na residência de Carlos Araújo (na época ainda preso) que conheci Fernando Wesphalen (1937/2009), diretor da emissora da rede Globo. A imposição da exigência do diploma é desse tempo. Tentei conseguir o registro, tendo como justificativa o  fato de ter estado preso. Não consegui.  A comissão de fiscalização encheu bem o saco. Mantive o emprego na rádio Continental e fui para o recém criado curso de comunicologia.  Quem mandava no sindicato? O PCB (Partido Comunista Brasileiro), organização da qual tinha sido militante (desde os 14 anos e na qual meu pai militou quase toda a vida)  e que tinha a hegemonia dentro das principais redações. No final da vida o velho foi para o PCdoB. Contra estas e outras adversidades na trajetória, quase sempre impostas pelos que se diziam de esquerda e defensores dos marginalizados vivo, hoje, a expectativa de seguir agitando, após minha aposentadoria como professor de jornalismo da UFRGS. Por onde andam todos estes “carneirinhos ” do sistema? Conto esta história sem nenhum sentimento de rancor. Continuei me dando super bem com alguns dos velhos jornalistas e militantes do Partidão. Aprendi muito com alguns deles. Em um outro momento quero contar a história dos “jornalistas” que amarraram um acordo, sob a liderança de um militante trotskista, para impedir a minha entrada em qualquer emprego onde um deles estivesse trabalhando. Cheguei a editor do principal noticiário da Rádio Gaúcha, o Correspondente GBOEX.  Concorria com o Correspondente Renner, da Guaíba. Não tenho nenhum ressentimento, também, nesse caso.  Sou o mesmo e sou um outro. Acredito e quero as mesmas coisas tentando, permanentemente, entender o mundo que me cerca.  Sou mais esquerdista e de forma diferente do que fui no passado.  Passei por todos os empregos possíveis. E estas pessoas desapareceram. Continuo construindo uma história de militância e no jornalismo. Ainda vou fazer um longo relato sobre o grau de hostilidade que sofri quando ingressei na Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação), na condição de professor ( concursado)  e por parte dos “esquerdistas”,  todos, na ocasião, dentro a moda do uso da estrelinha vermelha no peito. Sem ressentimentos, mas uma vez. Sou amado ou detestado. Sempre tenho um lado. Sou pela discórdia. Escrevo este texto escutando João Gilberto. Sei que quem semeia vento colhe tempestade, na insensatez. É a vida!  Estou vivo e hoje retiro os pinos do braço, já praticamente recuperado do grave acidente de moto que sofri. Só sei viver na procura das intensidades dos limites. Consigo, ainda hoje, dar uma aula e tirar de alguns jovens reações de pura emoção. Fico, também, emocionado quando faço uma aula de encerramento e mantenho – por uma hora – cerca de 30 alunos imobilizados, no mais absoluto silêncio. A vida tem sido de grande generosidade comigo. Sou profundamente agradecido a todos que me cercam de atenção e carinho.
AVISO – Ainda não sou pauta e não estou, muito menos ainda, com a intenção de prestar depoimentos. Mas sei muito da história da profissão nos últimos 40 anos. Sou parte atuante desta história.

estava autorizado a “cascatiar”

quero minha liberdade de crítica. por ela já passei dois anos na cadeia

Continuo impedido de – livremente – comentar determinadas matérias e fotos de Zerolândia (jornal Zero Hora/RBS). Estou submetido a uma multa diária de 150 reais caso desrespeite esta determinação da Justiça. As ações foram movidas por um funcionário com 35 anos de firma. Uma cria da Casa, como se diz. Em primeira instância, na espera criminal, fui absolvido. Existe a possibilidade de recurso por parte do funcionário/RBS. Ele está obrigado a pagar as custas do processo e o meu advogado. Estou com todo o conteúdo da revista eletrônica Pontodevista – trabalho de sete anos – fora da rede, material que era usado em atividades didáticas de ensino de jornalismo na UFRGS. Não havia como “limpar” este material dos conteúdos que motivaram as ações. Escrevo estas notas, periodicamente,  não só para informar os novos leitores do Blogpontodevista, mas para que cerca de 150 a 200 leitores diários, em Brasília, tenham consciência dos mecanismos de censura a que estão submetidos jornalistas que trabalham com a Internet, como último espaço que, em princípio, seria possível exercer a crítica. Resolvida esta pendenga, favorável ou não a Pontodevista, irei apenas assinalar que os meus reais objetivos já foram alcançados. Deverei ressaltar também que, independente do resultado final, continuarei sendo o professor Ungaretti, cuja história é de 45 anos de militância política (dois de cadeia), 40 de exercício do jornalismo, e quase 20 como professor. E nenhum prêmio. Ainda, em um outro momento, pretendo agradecer a todos os integrantes da rede de conivências corporativas por não terem se manifestado em solidariedade. Mesmo sabedores de quem eu sou e da minha história, assim como sabedores, também, do histórico do funcionário/RBS. Caso isso acontecesse teria ficado em uma situação de absoluto constrangimento e sob suspeitas. Não é por acaso o silêncio. É preciso ressaltar, ainda, que não por qualquer tipo temor abandonamos a crítica diária a Zerolândia. É uma prática repetitiva. Este espaço pode ser ocupado por outros até mesmo como aprendizado. Só enventualmente estaremos analisando uma ou outro aspecto, mas muito mais com o espírito de não perdermos o treino. Não é mais o centro de nossa atividade. E, ao final de todo esse processo, em caso de uma solução favorável, não temos a mínima intenção de qualquer comemoração. Pelo contrário. Ficará apenas a lástima de não termos ampliado, na ocasião, as críticas a todos os que foram coniventes com as práticas do funcionário. O cara fazia o que fazia com autorização, ou no mínimo com a omissão, do chefe da fotografia e do editor do jornal. Poderia dizer muito mais, mas quero distância de tudo isso. Alguém, também, deve ser responsável pela matéria “O estatuto do desarmamento bandido da Vila Cruzeiro”, além do Causowagner. Nunca é demais lembrarmos que este apelido não criado por nós.

quero minha liberdade de crítica. por ela já passei dois anos na cadeia

“fui avisado por um ‘colega’ que não era saudável ler teu blog (PONTODEVISTA) na redação (ZH) nem dizer-se teu amigo logo que comecei lá.” Reproduzi, no Facebook, este pequeno trecho de um e-mail que foi enviado por um ex-aluno. E a seguir fiz o seguinte comentário: alguns ex-alunos me confirmaram este comentário. Um Bundão, da velha geração, chegou a pedir para uma ex-aluna defender o carinha que está me processando. Pode isso seu Richardo Chaves, o Kadão? Essa informação conta ponto prá ti na firma? Faça bom proveito! E você me conhece desde dos tempos da sucursal da Veja dirigida pelo Paulo Totti. Quero ser processado por todos vocês. É uma grande oportunidade de deixar registrado, nos anais da Justiça – para a história – o que penso deste lixo de jornalismo. Mesmo que isso me custe o quase nada que eu tenho.

quero minha liberdade de crítica. por ela já passei dois anos na cadeia

todos foram coniventes com as cascatas. Ninguém é inocente nesta parada. O fotógrafo é um coitado, instrumentalizado pelos editores. Estes instumentalizados, conscientemente,  pelo PRBS para quem venderam a alma. Só falta quererem me provar que o Marcelo Rech  e o Ricardo Chaves (Kadão) não sabiam que cascata é cascata. Juro, quero distância de tudo isso. Não tenho interesse nesse confronto. Até pelo simples fato de que tenho consciência de não sou nada diante do crimonoso poder do PRBS. Quero o exílio. Quero ser esquecido no ambiente da categoria, assim como na área do ensino de comunicologia da UFRGS. Mas tenho certeza de que serei lembrado pelos jovens JORNALISTAS paras os quais consegui doar meus conhecimentos e minha alma.

quero minha liberdade de crítica. por ela já passei dois anos na cadeia

alguém aí em Brasília está lendo o que escrevo?  Sei que tenho pelo menos de 150 a 250 leitores lá por aquelas bandas. Preciso respirar. Quero que fique assegurado meu direto de dizer o que penso. Logo que essa parada ficar res0lvida, independentemente de ser a  meu favor ou não, vou escrever um texto de agradecimento a todos os integrantes da rede de conivências corporativas por não terem se solidarizado comigo. Caso isso acontecesse estaria, hoje, sob suspeita.  Obrigado companheirada do Sindicato, da ARI, da Fenaj e a todo mundo acadêmico que sabe o que represento como professor. Obrigado Bundões por não terem dito nada a meu favor. Boa parte das manchetes, de Zerolândia (nas últimas semanas) estão na mesma linha da edição de hoje (Investigada conexão gaúcha em plano de atacar polícia do Rio).  Foram construídas em cima (do pode ser oriunda), de suposições  e informações recebidas. São também, em grande parte, matérias que os velhos jornalistas chamavam de “matéria de gaveta”, aquela que pode ser publicada qualquer dia. Esta em andamento uma retomada da subjetividade reacionária que nos ameaça com a ameaça de um incontrolável clima de violência total. Ou tou ficando maluco!

incansável e repetitivamente: quero minha liberdade de crítica. por ela passei já dois anos na cadeia

Sim, maluco beleza eu sempre fui e dos tempos anteriores à militância política, bem antes da década de 70. Fui criado na periferia. Sou filho de um operário metalúrgico e uma mãe costureira. Fui criado com a “negrada” do nosso país.

ainda vou fazer de todas as minhas escrituras um único estilete

não é um ruído

O artista japonês de manga Massumen Shirow e a grande variedades de estanhas formas marinhas de vida  foram as principais influências de CORAIL, que combina elementos biológicos com robôs e objetos mecânicos. Corail pinta com spray em sua cidade natal, Toulose, desde 1996, e onde procura estabelecer um diálogo entre o fundo (muro) as imagens pintadas.

” Toda imagem produzida se insere necessariamente na correnteza das imagens de determinada sociedade, porque toda imagem é resultado de codificação fundada sobre código estabelecido. Por certo: determinada imagens podem propor símbolos novos, mas estes serão decifráveis apenas contra o fundo ‘redundante’ do código estabelecido. Imagem desligada da tradição seria indecifrável; seria ruído.”    - de Vilém Flusser

quero minha liberdade de crítica. por ela já passei dois anos na cadeia.

É gênio. João Gilberto em INSENSATEZ,  aqui.

Editorwu está no twitter, AQUI.

Facebbok, AQUI

e muito em breve no Flickr

Uma nova seguidora  do meu Twitter, acho que estudante de jornalismo de Fortaleza, no Ceará, reproduziu uma escritura-estilete de alguns desses espaços que venho usando nos últimos dez anos. Por alguma razão escrevi: estou abraçando mundos desde que me tornei jornalista. O que digo e escrevo diz quem sou.

quero minha liberdade de crítica. por ela passei dois anos na cadeia.

Estou impedido de comentar da edição de hoje de Zerolândia (jornal Zero Hora) as páginas 36, 39 e 50. Nada expressivo ou mesmo significativo. É só um registro. Ou posso criticar tudo ou não digo porra nenhuma de nada. Estou submetido a uma multa diária de 150 reais caso descumpra a determinação da Justiça, sendo que na esfera criminal, em primeira instância, foi absolvido. Por isso mesmo não escrevo sobre o eu que acho da notinha da página 43. Assim como não comento nada das manchetes: “Por onde entra a corrupção”, páginas 4/5, edição dominical de 21.12.2010; “Apreensão de mais de mil celulares em 18 meses alarma Justiça”, ediçao de 22.1.2010, página 46; e “Combate ao crack reduz crimes no RS”, edição de hoje, 23.11.2010, páginas 4/5 + mais editorial. No caso da nova seqüência de manchetes teríamos algumas coisas para dizer. Com o novo governo, o PRBS retoma, aparentemente de forma mais sofisticada (camuflada),  a subjetividade VIVEMOS A VIOLÊNCIA TOTAL!  E , “simpaticamente” enaltece a disposição ao diálogo por parte do novo governo. Afagos, desde que a pauta continue na nossa mão (PRBS) mantendo, assim, o controle a opinião pública no Estado. Estamos, de camarote, assistindo como estes atores vão jogar o jogo.

Não estou mais monitorando essa falcatrua. Foi só um rápido olhar.

quero minha liberdade de crítica. por ela passei dois anos na cadeia.

“fui avisado por um ‘colega’ que não era saudável ler teu blog (PONTODEVISTA) na redação (ZH) nem dizer-se teu amigo logo que comecei lá.”  Reproduzi, no Facebook, este pequeno trecho de um e-mail que foi enviado por um ex-aluno.  E a seguir fiz o seguinte comentário: alguns ex-alunos me confirmaram este comentário. Um Bundão, da velha geração, chegou a pedir para uma ex-aluna defender o carinha que está me processando. Pode isso seu Richardo Chaves, o Kadão?  Essa informação conta ponto prá ti na firma?  Faça bom proveito! E você me conhece desde dos tempos da sucursal da Veja dirigida pelo Paulo Totti. Quero ser processado por todos vocês. É uma grande oportunidade de deixar registrado, nos anais da Justiça – para a história – o que penso deste lixo de jornalismo. Mesmo que isso me custe o quase nada que eu tenho.

A INSEMSATEZ – é o som do meu dia. AQUI. Com fotos lindíssimas. Em outra versão, com parte em espanhol. Vale a pena escutar.