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um batalhão de segurança e de inteligência

Uma bota equipada com GPS possibilitou a localização, precisa, do comandante Mono Jojoy. A história que uma emissora de rádio divulgou é que o serviço de inteligência teria ficado sabendo da encomenda de uma bota especial em função de problemas que o comandante tinha nos pés, decorrentes de uma diabetes. A informação foi confirmada pelo ministro a defesa.

Sistema idêntico já foi usado por americanos e israelense em outras operações. O  aparato de inteligência, montado no mundo, é de proporções inimagináveis. Gigantesco. Aqui, na província, um reles sargento pesquisou a vida de 10 mil pessoas. Meia dúzia de “jornalistas” possuíam senhas especiais para acesso a um “misterioso”  banco de dados. Trata-se de uma rede toda ela interligada. Quem garante que a Operação Condor foi desmontada? Quem? Militares e governos de direita. É ingenuidade achar que a direita que passou anos montando uma máquina, pela democracia, abriria mão do aparato de inteligência.

um exército de seguranças

Participei do comício da Central do Brasil quando o presidente João Goulart falou pela última vez ao país antes do golpe de 01 de abril de 1964. Estudava na antiga Escola Técnica Nacional do Rio de Janeiro, nas proximidades do Maracanã. Ficou conhecido  como o comício dos cem mil. Estamos falando de cem mil pessoas em um comício em 1964 quando o clima político no país era da mais absoluta radicalidade. O CCC (Comando de Caça aos Comunistas) estava a mil. E tinha o MAC (Movimento Anti-Comunista). A  massa ficava cerca de,  no máximo, uns 50 metros do palanque. Era possível ver a beleza de Maria Teresa Goulart.

Nos antigos comícios, os participantes carregavam faixas e cartazes com reivindicações. Nos atuais, militantes e não militantes carregam bandeiras e números de candidatos. O aparato de segurança montado mantém, em faixas diversas as pessoas, regulando o grau de proximidade com o Partido. A massa (povão) assiste pelo telão. Não são comícios de cem mil e nem tão pouco, talvez por isso mesmo, manifestações cercadas de radicalidades ameaçadoras da “democracia”. Os comícios atuais são encenados para espetáculos televisivos de alguns minutos. Para alguns segundos. A diretora-executiva da campanha da Dilma na TV, a paulista Lô Politi, destaca, entre outras coisa, em matéria publicada pela “Folha de São Paulo”,  que além de um aparato técnico de última geração, a campanha foi pensada com uma “linguagem inovadora”, tudo como se fosse cinema. O coordenador é o publicitário João Santana. Cada programa, por exemplo, tem uma trilha sonora que, como no cinema, é trabalhada depois da montagem e edição final. Claro que o jornal “Folha”, sempre serrista, titulou a matéria, sacanamente,  com “a hollywoood de Dilma.”

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