para contemplação
Walker Evans
Francesc Català-Roca
César Lucas

Carmen Sevilla, 1970. Clique nas imagens.
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Carmen Sevilla, 1970. Clique nas imagens.

Noan Chomsky e Hugo Chávez. Leaim AQUI “las 10 estrategias de manipulacion midiática’.

Com o fim da edição imprensa do Jornal do Brasil (ver post de 10.09.2010) foram publicadas algumas matérias sobre a importância do jornal, em 119 anos de circulação, sob vários aspectos. Mas não li nada destacando o papel de formação desempenhado pelos “Cadernos de Jornalismo e Comunicação”, do JB.

Números 43 (sem data) e treze, de agosto de 1968. Era possível lermos “A difícil relação de jornalismo e política”, de Carlos Castello Branco; “As ligações perigosas de imprensa e futebol”, de João Rodolfo de Castro; “Dimensões do real e da ficção em telefornal”,do mesmo autor; ou “Assim pensa Norman Mailer”. Minha geração lia e discutia coisas deste tipo. O diploma, em grande parte, era de qualquer outra coisa. E o peso dos acadêmicos na publicação era quase zero. Talvez por isso o conteúdo, nitidamente, crítico.

Números 29 e 30. A periodicidade era bimensal. Estas correspondiam a março/abril e maio/junho de 1971.

A foto é de Evandro Teixeira, 47 anos de fotografia no JB – com poucos mas importantes prêmios – e sobre o qual nunca pairou qualquer suspeita sobre o “realismo” do seu trabalho. Único fotógrafo a registrar todo o enterro do poeta Plabo Neruda. Esta imagem é uma das mais expressivas da luta do movimento estudantil contra a ditadura militar em nosso país. LEIAM MAIS A PARTIR DAQUI.
o índice de acesso esta semana foi sempre crescente e expressivamente alto. O peso maior é de novos leitores. A média ficou acima de 50% de novos e 40% de retorno. Pela ordem, Pontodevista é lido em primeiro lugar em nosso Estado, seguido de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. No Estado, as cidades com maior nível de visitação (diária) são Caxias do Sul, Canoas, Santa Maria e Pelotas. Posição do dia de ontem, por exemplo. Ocorre durante a semana uma pequena troca de posições. Nos últimos 30 dias se manteve constante o aumento de acessos. Também cresceu o número de páginas visitadas. Ter em torno de 60 a 80 visitas (diárias) em Brasília não deixa de ser importante. Estou tentando entender o significado destes últimos números. As edições mais críticas são AS que atingem os índices mais altos.
Tenho recebido alguns agradecimentos por parte de fotógrafos, “das antigas”. Tenho dito a todos eles que eu não fiz nada. Que cada um de nós constrói o seu próprio caminho, tanto para o bem como para o mal. Que mais cedo ou mais tarde, o tempo é poderoso nesse sentido, todos acabam colocando a verdadeira cara à vista. Se você teve a oportunidade de conviver com alguns dos mais importantes jornalistas e fotógrafos das últimas gerações; e, ao se tornar um integrante da categoria, mesmo que por acasos da vida; não teve a capacidade e humildade para aprender, está perdido. Se suas referências não são colegas de profissão, mas o seu único patrão na vida, a perdição fica completa. Seu futuro não será bom, pelo menos por muito tempo. Gosto de citar Marcos Faerman (o Marcão) e lembro de fotógrafos como Scalco, Armênio Abascal e Olívio Lamas. Nunca tive como referência patrão. Mino Carta, sempre e incansávelmente, nos lembra que somos o único país onde jornalistas tratam patrão como colega. Lembro que quando assumi a chefia do departamento de notícias da antiga Rádio Continental, seis meses após sair da cadeia, fui hostilizado e muitas histórias foram contadas pelos “colegas” de profissão. Todos de “esquerda”. Queriam que eu tivesse diploma depois de quase dois anos de prisão. Coisas do velho Partidão. (PCB). Quase 40 anos depois atuo como professor de jornalismo, na UFRGS, e tenho o reconhecimento de todos os que possuem o DNA da profissão. Nunca participei de reunião para amarrar acordo que impedisse alguém de ser admitido em uma ou outra empresa, da mídia corporativa. Já cometi muitos erros, mas sempre tive um lado. Fui criado por um pai metalúrgico, comunista. E uma mãe costureira, simpatizante. Que absurdamente diziam: filho de comunista está de forma intransigente ao lado dos marginais, dos que estão à margem, filho de comunista deve dar o exemplo se esforçando para ser o melhor em tudo que faz, filho de comunista só mente na tortura. Regras de uma moral stalinista não muito diversa da moral fundamentalista cristã. Nunca consegui me livrar de tamanhas responsabilidades. Nunca pensei em me livrar de princípios éticos tão rígidos. Por mais certeiras que tenham sido as minhas críticas não sou responsável pela “geladeira” ou fim de carreira de ninguém. Não tenho nada a comemorar. Bem pelo contrário. É lastimável que tenham se aberto tamanhas brechas para o exercício profissional sem nenhum critério ético. Mesmo com tantos diplomados. Daqui a outros 40 anos tenho absoluta certeza de como serei lembrado. Nunca estarei em final de carreira. Sou gauche. Nasci torto. Mas sou do bem.
Continuo sob censura. E, no entanto, meus objetivos foram alcançados.




Fotos feitas com uma Pentax SP1000, primeira máquina adquirida, na antiga Loja Cambial, década de 70, com filme Tri-x400, regulagem toda manual, lente 1:2/55, reprodução de negativos “escaneados”. Porto Alegre, setembro de 2010. Nenhuma anotação sobre velocidade e abertura de diafragma. Clique nas imagens.