No comício realizado ontem (24.09), no Largo Glênio Peres, centro de Porto Alegre, busquei o rosto dos que participavam e, assim, minha procura de apreensão daquele momento. Um aqui e agora, fotográfico. clique nas imagens
Segundo o presidente do Supremo, Cezar Peluso, citando pesquisa realizada por instituições acadêmicas sobre o perfil de 69.049 condenados por tráfico, em 2008, cerca de 80% eram microtraficantes, autônomos e desarmados. Mulheres traficantes eram 23%, sendo que no total 55% primários. As cadeias do país, a massa carcerária triplicou durante os governos Lula, estão abarrotadas de miseráveis. Parcela de não consumidores. Periferia. São as “prisões da miséria’ a que se refere o antropólogo Löic Wacquant. A informação é do “Estadão”, em matéria cujo título é “Decisão do Supremo deve pôr na rua milhares de pequenos traficantes.” Informação que você nunca irá ler nos showrnais do gauchismo babaca, reacionário. Se aparecer é para assustar e não com o sentido de estimular uma discussão inteligente sobre a questão.
este chalé tem uma longa história
Este Chalé da Praça XV, centro de Porto Alegre, que todos nós conhecemos ficou pronto em 1911. A foto é Tânia Meinerz.
O primeiro foi construído em 1881. Foto do arquivo de JÁ editores. O em torno do Chalé está em obras. A ideia é que a recuperação devolva a esta área do centro o velho charme, de um passado já bem distante.
lamentamos a morte do camarada Mono Jojoy
Mono Jojoy era um comandante militar da alta direção da FARC. Foto de Rodrigo Arangua, AFP.
Este grupo de comunicólogos, todos diplomados, reunidos no auditório do “Estadão”, participaram da Semana Estado. Quatro deles foram selecionados para o Prêmio Santander Jovem Jornalista, ganhadores de uma bolsa de estudo na Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra. O grande centro de formação dos quadros da Opus Dei. São diversas etapas, sendo que desta participaram pouco mais de mil , ao final 16 selecionados disputarão o primeiro prêmio do Quinto Santander Jovem Jornalista. O “Estadão” publicou textos dos quatro vencedores dessa primeira etapa. Tudo bem higienizado. Viva o diploma, da empulhação! Foto da matéria publicada na edição do último dia 21, pág. A21, do “Estadão”.
palestina vencerá
Zerolândia (jornal Zero Hora/RBS), edição de hoje, página 32. Propomos outra titulação.
NOVA CRISE EM TERRITÓRIOS OCUPADOS POR ISRAEL
CONFRONTOS MOSTRAM FRAGILIDADE
NAS NEGOCIAÇÕES DE PAZ
Morte de jovem palestinos por exército de Israel em território
ocupado gera reação Leaim AQUI “las 10 estrategias de manipulacion midiática’.
Quanto ao restante, nada a comentar. Ou melhor, nada a comemorar. Meus objetivos já tinham sido alcançados. Mesmo quando não estiver mais submetido à censura considero esgotada a etapa de monitoramento da mentira diária. Continuo dizendo, em sala de aula, nas palestras, em todas as atividades para que sou convidado, as mesmas coisas de sempre e, evidentemente, acrescentando novas leituras e novos exemplos. Nesse espaço, ao contrário do que muitos podem estar pensando, continuo exercendo a crítica sem nenhuma auto censura. A censura existe (sim), mas não têm me impedido de dar as porradas que considero importantes. Limita e é , sempre, uma violência. Contraditório? Paradoxal? Não! Sim! Não! Sim!
“Mas as linhas daquilo que está escrito não orientam os pensamentos apenas em sequências, elas orientam esses pensamentos também em direção ao receptor. Elas ultrapassam seu ponto final ao encontro do leitor. O motivo que está por trás do escrever não é apenas orientar pensamentos, mas também dirigir-se a um outro. Apenas quando uma obra escrita encontra o outro, o leitor, ela alcança sua intenção secreta. Escrever não é apenas um gesto reflexivo, que se volta para o interior, é também um gesto (político) expressivo, que se volta para o exterior. Quem escreve não só imprime algo em seu próprio interior, como também exprime ao encontro do outro. Essa impressão contraditória confere ao escrever uma tensão. É por isso que a escrita tornou-se um código que suporta e transmite a cultura ocidental, e deu, a essa cultura, uma forma tão explosiva.” - de Vilém Flusser, página 21, do livro “A escrita – há futuro para escrita?”, editora Annablume
lomography
Máquina Diana F+, filme Kodak 400 TX, 120mm, abertura para dia meio nublado, foco em infinito, Av. Borges de Medeiros em direção à rua da Praia, centro de Porto Alegre, agosto de 2010, imagem ”escaneada” de negativo 6×6, leve diminuição do contraste e sem corte.
a internet, a burrice e a produção de mentes superficiais
“Nicholas Carr cutucou a onda da internet com um argumento longo e bem-desenvolvido no livro “The Shallows – What the internet is Doing to Our Brains” (que poderia ser traduzido como “no raso – o que a internet está fazendo com os nossos cérebros” que será lançado no Brasil pela Agir). Em pouca palavras, a facilidade de achar coisas novas na rede e se distrair com elas estaria nos tornando burros. O livro já vendeu 40 mil cópias nos Estados Unidos. Está sendo traduzido em 15 línguas. (da entrevista do cara publicada pela Folha de São Paulo, edição de 20.09.2010, pág. A14). O jornalista tem um blog, mas abandonou o twitter e o facebook. Entre outras tantas coisas ditas está ” que a tecnologia da escrita e leitura modificam a forma de pensar…” e conclui dizendo que “a internet produz cérebros sob medida para mentes superficiais.”
“Folha de São Paulo”, também da edição do último dia 20, Caderno Cotidiano, pág. C6. Clique na imagem para ler melhor.