com uma velha Pentax e um tri-x 400
“Uma derrota definitiva do diabo (por inconcebível que seja) seria uma catástrofe cósmica irrediável. O mundo se dissolveria. Mas a nossa tradição nos ensina que o mundo foi criado por Deus. Começamos a perceber os motivos positivos do diabo. E os motivos divinos continuam obscuros. Já agora intuímos o fato de que o diabo é-nos mais próximo que o senhor, e que seguir o diabo é muito mais cômodo e simples do que perseguir os obscuros caminhos divinos.” de Vilém Flusser.

As três descansavam em um banco da avenida Borges de Medeiros, centro de Porto Alegre, proximidades da Rua da Praia. Segundo elas, aproveitando um dia sem chuva. Clique nas imagens.

Ele é o Alemão do Pão. Faz a distribuição entre as “carrocinhas” da área central da cidade.

Esta é uma das “carrocinhas” de maior movimento. Fica na Borges, calçada da antiga loja Guaspari, próximo do ponto de táxi.

Largo Glênio Peres, próximo do Chale da Praça XV, sentada na sombra. Ela viu que estava sendo fotografada.

A imagem de uma pessoa muito velha com grande dificuldade para caminhar. Passou a subjetividade de abandono.

Seu Walter vende lanches no centro nos últimos 11 anos. Tem uma freguesia certa entre os motoristas dos pontos de táxis. É o Walter do Lanche.

Passou uma boa parte da tarde como observador no Largo Glênio Peres.

Não são poucos os que param para ler a capas das revistas nas bancas do centro.
Uma coisa é certa. Os jornalões da mídia corporativa estão de costas para a cidade real. O fotoshowrnalismo deles é cenografia. É muito fácil fotografar conversando com as pessoas, dizendo a elas as razões dos registros realizados. O Alemão do Pão ou o seu Walter do Lanche, assim como as três amigas, todos, estão dispostos a conversar e contar alguma coisa de suas respectivas histórias. Jornalismo se faz, fundamentalmente, flanando pela alma encantada das ruas. Precisamos resgatar esta ideia. Fiz fotos com a digital, com uma Pentax SP 1000 toda mecãnica, com o velho pb tri-x 400 e com uma Diana F+ com filme pb 120mm, 400TX da Kodak. Fotos para serem (re)vistas em 2050. Faço estes registros desde a década de 70 quando comprei a Pentax na antiga casa Cambial; com os primeiros salários da velha rádio Continental.





Fotolouco — 1/09/2010 @ 10:54
Belas experimentações. Outro meio interessante, a ser mais explorado, é a técnica da pinhole, as câmeras manuais. Fotografia ao alcance de todos, para registrar a vda como ela é.