Bons fotógrafos são pouco premiados
O título expressa a minha opinião. Livro de fotografia é muito caro. Nos “sebos”, livraria de usados, estes também são vendidos quase que pelo preço de novos. O estado de conservação em geral bom. A procura é sempre grande. É preciso ser um “garimpeiro” dedicado para encontrar alguma coisa interessante. Já consegui várias preciosidades. Alguns Cartier-Bresson foram comprados nos sebos. Em uma dessas Derivas encontrei “Paisagens do Quotidiano – encontros de fotografia”, edição inglês/português,de 1988, do Museu Antropológico, de Coimbra, Portugal. O livro em formato pequeno impede uma boa reprodução de algumas das fotos que ocupam duas páginas. Foi adquirido – a primeira vez – em janeiro de 2000 em Lisboa.

A foto da capa é de Johannes Bakes. Ele nasceu em Essen, na Alemanha, em 1958. Vive e trabalha em Berlim como fotógrafo.

Foto Antônio Júlio Duarte. Nasceu em Lisboa, Portugal, em 1965. Também trabalha como fotógrafo.

Foto de Gabrielle Basilico. Nasceu em Milão, Itália, em 1944. Trabalha em Milão.

Foto de Hannah Strkey. Nasceu em Belfast, Irlanda do Norte, em 1971. Vive e trabalha em Londres. Já teve alguns livros publicados.

Foto de Joseh Koudelka. Nasceu em Boskovice, Checoslováquia, em 1938. Vive e trabalha como fotógrafo em Paris, na França. Nenhum destes fotógrafos têm 50 prêmios.
O fotojornalismo atual, dos jornalões da mídia corporativa é muito pobre, sendo que o local (tipo ZH) chega ao nível da indigência. Tem editor mandando o fotógrafo “produzir” a melhor foto para aquilo que o jornal ”quer dizer”. Cenografia, cascata, fotocampana é o cardápio-show da alienação cotidiana. É a minha opinião como professor de jornalismo da Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS) , com 4o anos de exercício da profissão. 45 de militância política e com um pequeno nível leitura. Graças aos bons deuses nenhum prêmio. Fotografo o cotidiano de Porto Alegre desde 1972, após um período de quase dois anos na cadeia, quando retomo a atividade de jornalista.





Fotolouco — 2/09/2010 @ 11:44
Sem dúvidas que sim. Ser “bom”, para o conceito no mercado, na fotografia, é ser medíocre e coerente com marcas e discursos simplificantes.