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11 de setembro é o dia

Em 8 de setembro de 1973, no Chile, o clima é era de golpe. A direita e o exército chileno aceleram os preparativos. As forças populares que apóiam, amplamente, o governo imploram por armas. Todo este clima, o bombardeio do Palácio de La Moneda, o assassinato do presidente Salvador Allende e a brutal repressão que se segue, bem como a impossibilidade de resistência  é “A Batalha do Chile”, considerado um dos maiores documentários já feitos, do cineasta Patricio Gusmán.

Guzmán, segundo a revista americana “Cineaste” acaba de encantar o mundo com “Nostalgia da Luz”, apresentado no último Festival de Cannes, tendo sido considerado um filme extraordinário pelo” Le Monde” e pelo “L’ Humanité”. O documentário trata da observação das estrelas no deserto de Atacama, no Chile, mas para todos que assistiram é uma metáfora para falar do passado e do golpe no país. É no deserto de Atacama que a ditadura deu sumiço com os corpos de algumas centenas de opositores mortos. O filme será exibido no Festival do Rio de Janeiro que começa em 23 de setembro.

Folha de São Paulo – E porque o Chile se recusa a encarar o seu passado?

Gzsmán -” Isso é um mistério. Eu me pergunto a mesma coisa. O golpe foi um choque tão grande que produziu uma paralisia mental. No Chile as pessoas têm medo.  Até hoje, há pessoas incapazes de falar de política num local público. Há uma espécie de medo de ser ouvido. Todos os chilenos que estavam na Espanha foram fichados pela polícia franquista…. no Chile 40% dos torturadores e dos responsáveis militares de violação dos direitos humanos foram julgados. Mas falta 60%, é muito.”

apoiadores do “zé” disfarçados de “isentos”

Só vou dizer, por hoje,  que em nosso país a estrutura repressiva montada pela ditadura ficou intacta. Toturadores foram espalhados pelas delegacias. Militares para a reserva. E os serviços de inteligência continuam espionando. Há alguma dúvida? Esse papo de anistia como “esquecimento” é coisa da direita. Em 01 de abril de 1964, em nosso país, a direita civil, militares e agentes da CIA promoveram o golpe contra o governo legítimo de João Goulart que tinha, como Allende, amplo apoio popular. Este “esquecimento” é promovido pelos políticos com largo apoio da mídia corporativa. E pelos Jornalões e redes televisivas que cresceram no regime militar. E que nos tempos atuais, promovem e produzem bens simbólicos reacionários. E que não por acaso apóiam o  ”zé”, todos camuflados de  ”isentos”. E que quando perdem o controle da opinião pública ficam sonhando com estratégias golpistas. E que…

1 Comentário »

  1. Observante. — 8/09/2010 @ 19:04

    Guzmán, entre dezenas de outros documentaristas de vanguarda, sequer são conhecidas por “cineasta” das telinhas e formadores de opinião de jornalões brasileiros, pq estão na contra-mão do cinema hollywodiano.


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