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por um zen discordante


cânhamo e espiritualidade

“Terence McKenna atribui a plantas psicotrópicas como a cannabis muitas das qualidades que espitualistas mais convencionais atribuem a Deus. McKenna, um cultivador de plantas xamanisticas e grande arauto da experiência psicodélica, teoriza que as plantas alucinógenas são o veículo de uma maciça transmissão de informação do reino vegetal para a espécie humana. Ele escreve: ‘A totalidade das funções que associamos à natureza humana, entre as quais a lembrança, a imaginação projetiva, a linguagem, a denominação, a fala mágica, a dança e o senso de religio, talvez tenha emergido da interação com plantas alucinógenas.’ Por mais intrigante que sua visão possa ser, não é preciso comprar as idéias de McKenna em bloco para retraçar uma parceria entre seres humanos e cânhamo que remonta já dez mil anos, quando o caçador-coletor do Velho Mundo fez a transição para a agricultura. Os estudiosos geralmente citam o cânhamo como um dos primeiros produtos agrícolas, mas o divulgador científico Carl Sagan sugere que seu uso para alterar a consciência pode ser ainda mais antigo. Em ‘Dragões do Eden’, Sagan observa que, segundo um amigo que visitou a tribo, os pigmeus, que são caçadores-coletores, se embriagam com maconha… AQUI A COLUNA COM O DESENHO ORIGINAL, NA REVISTA PONTODEVISTA, ANTES DA CENSURA.

uma semana no twitter

A Jamaica e os vapores do vinho sempre estimulam escrituras malucas. A civilidade, a delicadeza, a cortesia, a generosidade, o empenho são parte da moral hedonista e anarquista.O antierotismo produz santos, esposas, mães em detrimento do feminino na mulher. Por onde andam as loucas e eróticas? O sacrifício das mulheres e do feminino me empobrece como homem. Quero um lógica dos instintos,de muitas e inúmeras paixões. Não nego. Sou um velho tarado. Denominar uma mulher de ninfomaníaca é uma valorização psiquiatria do sistema. Quero uma libertinagem pós-moderna, igualitária, feminista, sacana e erótica. Sou a soma do que elas me concederam. É urgente desvincularmos amor, sexualidade e procriação. Esta é uma idéia da moral cristã. Autoritarismo que liquida o feminino. Sob vapores do vinho declaro que o prazer sexual é desfrutar as intensidades do presente. Um aqui e agora. O poder é delas. Viva a iraniana. Solteiro não é estar sozinho, sem uma companheira. É estar livre para intensidades amorosas com sua companheira. Só amamos em liberdade. Construir situações eróticas é a arte da poesia. É do campo de vibrações. Não tenho vergonha. Sou um velho louco e tarado. Anarcotropicalista. Literatura é linguagem carregada de significado até o máximo grau possível.De Ezra Pound em ABC da Literatura. Tá rolando muito lixo. Moto, natureza, fotografia, inverno. Confrontos e desafios. Meus limites.Estou indo em direção a João José dos Ausentes. Deriva aventureira. Não aguentei o frio. Fui até São Francisco de Paula e voltei a mil por hora. Maravilha. Super agasalhado tou na Deriva urbana. “ABC da Literatura”, de Ezra Pound, editora Cultrix. Leitura em 1973. Três vezes lido, sem exibição. Não lembro como cheguei a este livro. Showtógrafos como cartógrafos do sistema. Apontam “distúrbios” para intervenção do Estado. Ou foto-tragédias-releases, esgoto.

O dia de ontem foi iluminado. Com a postagem “Provocação à reflexão” e os tiros curtos no twitter, tudo em reduzidíssimo tempo na frente da tela e; a seguir, as andanças com muitas fotos me colocaram em sintonia com o fluxo cósmico, um zen discordante. A partir de agora fico aberto para as transgressões desta sexta-feira. É um grande divertimento ficar implodindo com tudo. Um ato de criação. Não tou nem aí para revoluções. Quero a intensidade das rebeliões. Estou, todos os dias, promovendo uma até que não aconteça a próxima festa da REDE.  Sim, da Al Qaeda.

Por Helena Hutz

Daí vem uma cambada de gente me tirar de loki.

E vocês, bando de rock and roll santificado?

Sexo é sagrado pra vocês?

O que importa se um meteu com o outro que deu a bunda praquele que chupou a boceta dela que bateu bronha pensando na outra, o que é que importa?

Cês querem que eu minta? A vida de você é tão glorificada assim que vocês preferem que eu minta?

O que passou já era! A gente só continua aqui pra fazer algo enquanto não se morre.

Eu não vou mais levar tapa na cara de homem broxa.

Não vou mais trepar em banheiro onde vivem baratas.

Não vou beber whisky paraguayo até o cu da madrugada pra

receber algum elogio barato.

Vocês querem que eu minta?

Que eu diga que nunca dei a toba pra ninguém? Querem que eu diga eu um marmanjo de 40 anos era virgem até conhecer aquele doce de pessoa?, que eu realmente acho um doce de pessoa?

Nesse mundo rock and roll que vocês inventaram o que mais tem rolado por aí não é nem fofoca, é doença venérea mesmo.

Quantos abortos já foram feitos? Quantas vezes tivemos que despistar a nova garotinha pra enrolar a mina de algum cara? E dizer que o nariz dele que coçava era gripe, que era com os amigos que ele bebia, que era apenas um churrasco na varanda?

Chega de falso moralismo!

Explodam o mundo que o meu podem deixar que tô explodindo agora mesmo.

são pensamentos clandestinos, AQUI


Helena em foto de wu, na Cidade Baixa (PO), em 2009. Ela é só pensamentos clandestinos, uma encantadora selvagem.

do celso roth, técnico do inter

“- Tenho tido bons momentos, vocês é que não veem. Neste sistema CAPITALISTA, DE PRODUTIVIDADE, O QUE INTERESSA é só o fim. Vamos ver se agora consigo coroar com essa Liberdadores – desabafou.”

somos todos palestinos, fotos da coluna da esquerda

1. Abel Al Hafizlaoun/EfE
2. Ismail Zayah/Reuters
3. Asghaf Amara/Associated Press
4. Mohammed Abed/France Presse

1 Comentário »

  1. Licurgo — 7/08/2010 @ 15:34

    Ah Helena, olhos de lagoa fitando o céu, dois abismos azuis. Esfinge q se deixa capturar, mais perigoso q teu canto é teu silêncio.


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