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jornalismo se faz flanando

Tenho uma edição em espanhol de “Operação Massacre”, de Rodolfo Walsh comprada na Argentina. Conheci  a história deste jornalista no jornal Versus, década de 70/80, além de ser uma indicação de Marcos Faerman (Marcão) ; e que, segundo ele,  era uma leitura obrigatória. O Omar Filho (velho Matico), editor do Via Política sabe toda a história de como o jornal Versus chegou a Rodolfo Walsh.

Este Sabático (21.08.2010), caderno de cultura do jornal “Estadão” é uma preciosidade. Uma edição para jornalista colecionador de papel.

Nas ruas da cidade, em uma ocorrência policial, o jornalista que não é do PRBS (Partido Rede Brasil Sul de Comunicação/Zerolândia/Zero Hora)  é ameaçado e chutado por gente à paisana que, por telefone celular, pede apoio de uma viatura. O jornalista tem que pertencer a alguma empresa da mídia corporativa. Caso contrário corre riscos. Só se movimentam com absoluta naturalidade os “jornalistas” confiáveis. Isso ocorreu nas proximidades do hotel  (Porto Alegre), onde a nata da categoria discutia o diploma. Onde foi redigida a Carta de Porto Alegre. Depois de me indentificar como jornalista e professor da UFRGS passei a escutar do troglodita que solicitava “viatura de apoio”, linguagem policial, que ele estava super afim de dar umas porradas em jornalista professor. O ambulante preso só não foi linchando devido a nossa presença fotografando.

instante decisivo de Cartier-Bresson é instante decisivo


Do mesmo Sabático (21.08.2010) do  jornal “Estadão”. Caderno de cultura com este nível, no jornalismo do gauchismo babaca, é coisa de um passado bem remoto. Talvez a gente tenha tido alguma coisa desse nível no tempo dos editores Marco Aurélio Garcia e Luis Pilla Vares, intelectuais de esquerda . Jornalistas sem diploma. Pode até ser que nos próximos dias tenhamos uma matéria “requentada” sobre Walsh e este livro editado pela Cosac Naify.  E tudo isso acompanhado, logicamente, por um artigo assinado por algum editor das antigas, mas que tá super Bundão, admitindo como “instante decisivo” foto feita com Nikon digital que disparara 30 mil quadros em dois milésimos de segundo. A estas alturas da vida, com a idade e a experiência adquirida, estrada e alguns livros lidos,  não existe nenhuma razão para não dizer o que penso. E sem a pretensão de ser o dono da verdade. Simples exercício de pensar. Nem quero convencer ninguém. Prazer por implodir com a hiprocrisia. Tarefa que me foi dada pela direção do Movimento de Libertação Vodu Revolucionário, onde sou um simples militante do riso. Sim, esta é a pedagogia do riso. Do achar graça de tanta empulhação.

“Catálogo da retrospectiva do fotógrafo francês no MoMA, de Nova York, traz revelações sobre sua vida pessoal que ajudam a esclarecer como se formou o sofisticado e original olhar do artista.”

“Henri Cartier-Bresson: O século moderno”, autor Peter Galassi, editora Cosac naify

Henri Cartier-Bresson (1908/2004) o maior fotógrafo do século XX era marxista. Nenhuma novidade, mas nunca é demais este registro. Jornalismo, com o verdadeiro sentido de subversão, se faz flanando.

1 Comentário »

  1. Observante. — 23/08/2010 @ 10:32

    A carteirinha do Showrnalismo é a “marca do gado” do sistema.


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