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uma semana endiabrada

“… a luxúria como primeiro e mais antigo dos pecados, porque é graças a ela que o diabo se encarnou na matéria morta para eliminar a divindade. A distância filosófica, aquilo que portanto que a Igreja chama de ‘tristeza ou preguiça’, ou ‘dégagement’, para falarmos modernamente, será considerado o último e o maior dos pecados, porque denota no qual o homem se supera a si mesmo para se fundir inteiramente com o o diabo. (passe o rato na imagem para ver melhor)

…. a ira será considerada uma conseqüência da impotência da luxúria ininterrupta. A gula é outra forma de luxúria, uma luxúria sublimada mas, dada essa sublimação, transferi para outra camada da realidade. A inveja será concebida como a antítese dialética da avareza, e ambos esses pecados como conseqüência da gula.”

A soberba, nova mudança de camada, será considerada como virada reflexiva dos pecados sociais, por como ‘ensimesmamento’. A tristeza ou preguiça, é uma virada completa,  é portando luxúria negativa, negação da vida, Luxúria e preguiça, os dois pólos magnéticos dos pecados, são portanto antitéticos num sentimento fundamental que inveja e avareza. É nessa tensão dialética  fecha-se o círculo mágico dos pecados… como se trata de círculo, pode ser penetrado a partir de qualquer ponto e, conduzirá sempre, embora gire, infalivelmente ao inferno.”

uma semana dedicada a ele, o Diabo

“Os pecados capitais formam uma única torrente que se desfralda por baixo e por cima da humanidade para arrastá-la rumo ao progresso.”

UMA SEMANA DE FRASES NO TWITTER – Convocados para a reunião pessoal das correntes psicodélica, caos mágico, anarquistas discordantes, místicos da cerveja, maconheiros e fadas. Queremos cometer crimes não como libertinagem estúpida, mas crimes estéticos, crimes por amor, crimes que funcionem como poesia. A luta política contra o sistema não é mais no espaço físico. É no ciberespaço. Barricadas são do século passado. Procura-se hackers. Não leia ZH. Você já se perguntou, hoje, qual será a transgressão a ser cometida? Ainda não? Tá correndo risco de virar Bundão. A paixão moribunda e doentia pelo trabalho é a causa da degeneração de nossas forças vitais e das misérias sociais de nosso tempo. A guerra antiimperialista e a emancipação sexual andam de mãos dadas. Foder e atirar são as mesmas coisas! Segundo Baader – do Baader Meinhof. O real não está nas páginas dos jornalões. Showrnalismo é ficção. “Que seria de nós sem o auxílio das coisas que não existem, que imaginamos?… precisamos de abismos entre nós.” de Paul Valéry Um bom dia. O JORNALISMO não existe no vazio. Os jornalistas têm uma função social. Ou são subversivos ou são Bundões. Não tem meio termo. Imagens do livro “Erótica”, de Gilles Néret, editora Taschen. Citações, idéias, frases, expressões decorrem da leitura do livro”A história do Diabo”, de Vilém Flusser, editora Annablume. O Diabo é imortal. A expectografia do niillismo é AQUI. Texto do livro “Tratado de Ateologia”, de Michel  Onfray.

o verdadeiro da mídia corporativa é o falso


Este é o “jornalismo” das aparências e das obviedades. Foto da capa de Zerolândia dominical, edição 25.07.2010. Realidade construída pelo jornal. Uma “matéria jornalística” para manutenção do clima de tensão, embora light.  Estive no Rio de Janeiro por uma semana, recentemente. O que eu escutei de velhos jornalistas, de fotógrafos e de jovens jornalistas (ex-alunos) não bate com a matéria. Segundo estas pessoas, a queda do consumo de cocaína em cerca de 40% (pelas mais variadas razões , tendência idêntica que ocorre nos EUA) reduziu o poder de fogo do tráfico e o volume de propina a ser repassada ao aparelho represssivo. As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) “ocuparam” os morros pela perda de poder do tráfico. Estes jornalistas, também, relatam que para compensar a perda de grana da propina,  as Unidades convidem pacificamente com as milícias (policiais e ex-policiais). Estas controlam a distribuição do gás, botijões de água mineral, gato da Net e até o transporte por motos. O tráfico é que impede a expansão do consumo de crack na comunidade. No asfalto estão vendendo as drogas sintéticas. Não necessariamente envolvendo “traficantes” do morro. Tá rolando até o velho LSD. O showrnalismo de ZH é de direita. É instrumento de propaganda do aparelho repressivo. Eles sugerem uma falsa realidade.  Insistimos na ideia: o verdadeiro deles é sempre o falso. Não vamos nem tocar em outros aspectos da questão. A eliminação física, por exemplo, de sucessivas gerações é parte do “sucesso” dos “pacificadores”. Circulei pela Lapa, Feira de São Cristovão, São João do Meriti, Vila Mimosa, bailes funcks, quadra da Portela e em um morro da Penha.  Só andei pelas “bocadas”.  Todo o tempo procurando o risco. Em nenhum momento me senti ameaçado e quase não vi polícia nas ruas. Quero distância deste tipo de postagem, mas não podia deixar passar essa. Mil desculpas.

não por ser filho de uma global

Nenhuma linha – e esta deveria ser a matéria dominical de três páginas – sobre a morte do músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, episódio em que a Polícia pediu 10 mil reais de propina para liberar o estudante Rafael Bussamra, responsável pelo atropelamento.  Isso acontece todos os dias nas principais cidades do país. Classe média fazendo pega. E o “achaque”  da polícia. Só ganhou destaque por envolver uma mãe global. É o mesmo discurso de que a prática da tortura é coisa de desvio de conduta de um ou outro policial. Não. A tortura é uma prática, sistemática, do aparelho repressivo de Estado. Me espanta que ex-militantes de esquerda, torturados durante a ditadura, não tenham uma posição clara diante do que ocorre nas delegacias e presídios do nosso país. A linha que divide polícia/bandido é muito tênue. Não é novidade. Os policiais já identificados e presos deverão ser expulsos. Já devem ter escolhido em que milícia vão atuar logo que termine a bronca. Desde o tempo das páginas de polícia de Última Hora este é o filme.  O showrnalismo é conivente. Zero Hora merece mais um prêmio ARI-GÓ (Associação Riograndense de Imprensa) com esta belezura de matéria. Raríssimas vezes o jornalismo policial enfrenta o aparelho repressivo. O Caco Barcellos já falou coisas interessantes sobre esta conivência.

diante do poder do grupo esta crítica é um peido

1 Comentário »

  1. marcelo — 26/01/2012 @ 20:08

    o cara vai atirar olha a mao dele


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