Quem busca sabedoria, que a busque onde se aloja; não tenho a pretensão de possuí-la. O que aí se encontra é produto de minha fantasia; não viso explicar ou elucidar as coisas que comento, mas tão somente mostrar-me como sou. Talvez venha a conhecer a fundo um dia, ou as tenha conhecido, se por acaso andei por onde elas se esclarecem. Mas já não as recordo. Embora seja capaz de tirar proveito do que aprendo, não o retenho na memória: daí não poder assegurar a exatidão de minhas citações. Que se veja nelas, apenas, o grau de meus conhecimentos atuais.
Não se preste atenção à escolha das matérias que discuto, mas tão-somente à maneira como as trato. E, no que tomo de empréstimo aos outros, vejam unicamente se soube escolher algo capaz de realçar ou apoiar a idéia que desenvolvo, a qual, sim é sempre minha. Não me inspiro nas citações; valho-me delas para corroborar o que digo e não sei tão bem expressar, ou por insuficiência da língua ou fraqueza dos sentidos. Não me preocupo com a quantidade e sim com a qualidade das das citações. Se houvesse querido tivera reunido o dobro. Provêm todas, ou quase todas, dos autores antigos que hão de reconhecer embora não os mensione.
Quanto às razões, às comparações e aos argumentos que transplanto para meu jardim, e confundo com os meus, omiti muitas vezes, voluntariamente, o nome dos autores, a fim de pôr um freio nas ousadias desses críticos apressados que se espojam nas obras de escritores vivos e escritas nas língua de todo munto, o que dá a quem queira o direito de as atacar e insinuar que planos e idéias sejam tão vulgares quando o estilo; e eu quero que dêem um piparote nas ventas de Plutarco pensando dar nas minhas, e que insultem Sêneca de passagem…
Ezequiel Loureiro — 8/06/2010 @ 14:11
Estive vendo suas fotos no Sul21.
Imagens exclusivas pela forma da textura, tons de escuros. Um Ponto de Vista incomum.
Espero que gere mais uma seleção destas sobre tua passagem pelo Rio de Janeiro.
Estamos esperando. Aqui ou acolá.
Veridiana — 8/06/2010 @ 19:03
E para uma deriva além mar, quando vens?
Letícia Jesus — 8/06/2010 @ 19:19
Viva a promiscuidade e taque “pedra” em quem diz que não é! Vamos viver sem culpa nem culpados. Sem remorsos nem magoados. Coerentes, corajosos. Delicadamente completos.
Jefferson — 8/06/2010 @ 21:16
Puta que o pariu! Dá pra escrever um ano sobre uma deriva dessas!
To aqui com os olhos esparramados, esperando as fotos, histórias líquidas de um rio que transborda. Foi ver as fotos do Walter Firmo no Gasômetro? Emocionante…
Cláudia — 9/06/2010 @ 21:37
nada como uma boa e maiúscula DERIVA