Lomographya e papos etílicos
na Casa da Cachaça (Lapa)
ela pediu uma “claudionor”


Coisa de uma negra, mineira, que entende. Tomamos algumas conversando sobre as cachaças da região de Salinas. O dono da Casa me mostrou as melhores da Paraíba. Teor alcoólico mínimo de 47%. Depois de algumas convidei a “negrona” pra me mostrar alguns caminhos mais arriscados. Claro, ela topou. Existe uma velha Lapa, onde é raro se ver um gringo.
Num sábado pela manhã, bem cedinho. Feira da Praça XV (Centro). Ao lado das barcas para Niterói e Paquetá. Ao lado do Paço Imperial. Há coisas úteis, inúteis, interessantes, tranqueiras em geral e raridades. Queriam comprar martelo, carteira estudantil da década de 60… discos, rádios, câmeras fotográficas, óculos, livros. A pé até a Feira Rua do Lavradio (Lapa), passando pelo Arco do Teles, Travessa do Ouvidor, Rua do Ouvidor, sebos, Teatro João Caetano, Teatro Carlos Gomes. Um telefonema para BFAP (Banco de Financiamento das Atividades de Pirataria). A Al-qaed liberou mais recursos. Modelo, manequim, ator, professor, jornalista, bailarino, caminhante, derivante, cachaceiro e intelectual. Para fechar o dia: Lapa (Casa da Cachaça, Semente) e depois, pra encerrar a Lapa, uma canja de galinha no Garota do Flamengo.





Só mercadorias têm direitos no interior dos shopping centers. Um bando de ingênuos são atraídos por estes espaços “publicos” privatizados. A ideia é de que quanto menor o público, maior a ordem e o controle. Das ruas. O que na atualidade é chamado de Sindicato não passa de uma burocracia trabalhista. Precisamos encontrar novos caminhos na luta contra os processos de absorção de imagens da atual estrutura de narrativas totalizantes. Temos que aprender a utilizar os novos mecanismo (blog, twitter, facebook, etc) não com a lógica que o sistema determina. Cada intervenção deve ter a função de implodir com alguma coisa. Vilém Flusser dizia que “as questões que os novos engajados devem formular são, pois, necessariamente técnicas, por exemplo: como é possível se alterarem os feixes que irradiam imagens e dispersam a sociedade em indivíduos solitários e programados?” E não podemos perder de vista o fato que “nossas” imagens poderão ser utilizadas como instrumentos de cartografia. O guerrilheiro midiático passa muitas horas vagabundeando pelas ruas e muito pouco tempo na frente de telas. Só o necessário para promover atos de terrorismo poético. Trabalhem pela desorganização do sistema. Ser de “esquerda” reproduzindo a lógica do sistema (eu revolucionário produtor de revolução em cima do caminhão de som ou do palanque x massa de consumidores de revolução aí em baixo) é coisa de Bundão. O mundo dos acontecimentos acaba, assim, substituindo o mundo das coisas, segundo Roullié. Ele também diz que ” o novo real convoca novas imagens, novos dispositivos de imagens para novos modos de crença”.
Vandalize! Sim, seja um vândalo. Caos é uma criação contínua. Fique com o Zen da discórdia. Luta de classes existe, sim!!!!!!









Sarah — 24/06/2010 @ 07:54
ler tuas palavras no café da manhã é como deve ser. o resto é churumela.
daniel de andrade simões — 24/06/2010 @ 13:34
Que maravilha Ungaretti, muito curiosa suas andanças.
daniel
mario — 24/06/2010 @ 14:17
o caos é uma criação continua feita de modo a parecer temporária. TAZ é pra mudar a vida!
saca o texto ae que eu falei, ungaretti:
http://amarelotrafico.com/?p=566&cpage=1#comment-112
daniel de andrade simões — 24/06/2010 @ 15:36
Ungaretti comunista, anarquista, revolucionário que pilota um dos melhores sites desse país que mede o pib mas isso não mede a felicidade do nosso povo. O que devo fazer para merecer ter o saitica lincado no seu Ponto de Vista?
abraços,
daniel
Lúcia Burnier — 25/06/2010 @ 11:20
Professor, parabéns aos felizardos que tiveram o privilégio de acompanhá-lo em suas andanças no Rio de Janeiro. Achei ótimo não ver fotos óbvias de turistas no Rio. Os programas foram bem alternativos. Viaje mais pelo país e nos mostre caminhos diferentes.