Antonin Artaud visto por Anais Nin
A revista Senhor, com circulação de março de 1959 até 1964, foi um marco na imprensa do país. Projeto gráfico de Carlos Scliar, com as colaborações de Glauco Rodrigues, Jaguar, Paulo Francis, Ivan Lessa, Millôr Fernandes entre outros. Paulo Francis, com 28 anos, escrevia crítica teatral para o jornal Diário Carioca. Quando a revista completou 40 anos de sua fundação, o jornal “Estadão” publicou uma página do Carderno 2, em 17.04.1999, com uma matéria lembrando a história da revista criada por Nahum Sirotsky. O Caderno de “Fim de Semana”, da “Gazeta Mercantil”, em maio de 1999, também, publicou uma grande matéria sobre a importância da Senhor. Na década de 70 a revista voltou um com outro formato e outra orientação editoral.

Este é o número 10, de outubro de 1971, com destaque para um texto sobre Antonin Artaud – criador do teatro da crueldade. Artaud visto por Anais Nin.

Entre os anos de 2002/2004 produzimos uma sequência de página sobre Antonin Artaud para as edições mensais da revista eletrônica Pontodevista. Estamos disponibilizando estas páginas, através do Blog, mantendo o desenho original. Navegue por Artaud em nosso Pontodevista. Uma boa leitura a todos.
Ou somos subversivos ou dançamos
Jornalismo é subversão. Se colocar no campo da “esquerda” não significa, necessariamente, o resgate de práticas decorrentes desta radical afirmativa. Aliás, a “esquerda” tem sido imbatível em sua capacidade de introjetar discursos da direita. Aqui, no Estado (RS), o PT escondeu o Secretário de Humanidades Paulo Bisol, por exemplo, incorporando o bláblá histérico e de direita - da falta de segurança – imposição do PRBS (Partido Rede Brasil Sul de Comunicações). Perdeu a eleição. Todas as vezes que a “esquerda” estabelece como parâmetro o que a mídia corporativa sugere, com submissão à pauta, o resultado é desastroso. Até mesmo pelo fato de que não temos a capacidade industrial – de estrutura técnica – para disputarmos a hegemonia no plano da produção de bens simbólicos com a mesma velocidade. Entre outras “cositas” mais. Se temos esta incapacidade e não somos subversivos, produzimos perfumarias. Não estabelecemos nenhum diferencial. Um exemplo, recente, foi a publicação de uma entrevista de lançamento de um veículo “alternativo”, cujo conteúdo não seria impublicável no Segundo Caderno de ZH. Uma entrevista que não acrescentou nada. E que, assim, deixou um gosto amargo de matéria encomendada, de “gaveta” ou 500 (matéria de interesse da firma). Ou somos visceralmente subversivos, com uma prática jornalística correspondente; ou, seguiremos como coadjuvantes e espectadores dos processos de produção de bens simbólicos, de subjetividades reacionárias. Sem ousadia não se faz JORNALISMO. Este se pratica nas ruas, subvertendo. Prefiro um Sul69, escrachado e subversivo. Com cara e cheiro de transgressão e que, por isso mesmo, não seria um suporte aparelhado. Todo aparelhamento reproduz a lógica do sistema. Nós produtores (vanguarda) e vocês aí consumidores (massa). Não só reproduz a linguagem dominante como a forma. O poder, também, absorve com muita velocidade as estratégias de subversão. A capacidade de cooptação é enorme. Quase sempre sutil. Guerrilha poética e midiática é constante movimento. Ou SomOS SUBVERsivOs ou danÇAmoS! Mais Antonin Artaud.
Palavras como estiletes. Procuro a raiz. Uma radicalidade visceral. De quem busca, no cotidiano, praticar o prazer lúdico de pensar com a alma. Prefiro errar, mas nunca por omissão. Esta é a minha opinião. (Wu)





Alexandre Lucchese — 30/06/2010 @ 22:44
O blog está cada vez mais bonito. Com certeza esta é a melhor fase que vi do Ponto de Vista.
Salve! Não nos abandone!
létis — 4/07/2010 @ 19:35
com toda certeza, qualquer luta que faça louvores às falácias da democracia representativa, nada faz senão ecoar as conversas pra bois de piranha dormirem. não se trata de dizer: vote nulo, trata-se de saber o que significa o devir revolucionário. não existe governo nem partido de esquerda.