Palhão cultural não chapa
Vamos reeditar todo o material publicado na Coluna Colomy, sempre nas sextas-feiras, tendo em vista o número de solicitações. Com o novo “leauti” temos certeza que ganharemos novos leitores. As páginas, as capas da revista eletrônica Pontodevista, onde originalmente foram publicados os textos, continuarão disponíveis, também, em função dos pedidos para que não se perdesse o antigo desenho. Esta primeira coluna foi publicada na edição de número 23, em maio de 2004. Outra ideia é a de reedição dos Microeditoriais.
O COOJORNAL, JORNALISMO COMO SUBVERSÃO
“A maconha só penetrou na cultura européia por volta de 1800, provavelmente trazida pelas tropas de Napoleão, depois da campanha no Egito. Mais tarde, em 1840, o poeta Charles Baudelaire e o escritor Alexandre Dumas, entre outros, fundaram o Club des Hachichins, no hotel Primodon, em Paris. Em 1879, o Egito torna-se o primeiro país a proibir a Cannabis. Um comunicado da época informa que ‘nunca poderá existir um Estado racional sem que o haxixe seja controlado. Seus fumantes só sabem sonhar’. Nos países orientais, onde o uso da Cannabis é tradicional, a proibição é imposta por uma minoria da classe dominante, como forma de dominação. As elites destes países aceitam a ideologia ocidental e preferem difundir o uso do álcool — diz o psiquiatra Thomas Saszem seu livro “A Fabricação” da Loucura (Zahar, 1978). No início da década de 30, a maconha começou a ser combatida também nos Estados Unidos, numa campanha financiada pela Igreja Protestante e pelos mórmons. Lester Grinspoon, da revista Scientific American, explica que ‘na verdade, o que houve foi uma reação da população branca americana que considerava a maconha ‘uma droga que não era de brancos, uma vez que ela só era fumada por negros, porto-riquenhos e índios.” (texto de Eduardo Bueno, Coojornal, n.60, dezembro de 1980)
“A máquina fotográfica não é um olho, e menos ainda um par de olhos. Ela não sofre as transformações ópticas, químicas e nervosas que atingem o olho e fazem com que sua visão esteja incessantemente em movimento e em mutação. Ela não é atingida da mesma maneira pela luz, pelos constrastes e pelos fatores temporais da percepção. Não é habitada pemanentemente pela atenção é pela busca visual. Em resumo, uma foto nunca é um olhar que teria sido congelado. Além disso, o espectador não olha uma foto como olha o mundo. Aliás, é o que constitui interesse de uma foto: ela permite aprender não a ver, a receber de maneira diferente uma imagem vistual. Diante de uma foto, o espectador obedece a uma estrutura de expectativa quando à representação, ao reconhecimento, à rememoração, à emoção, ao imaginário, ao desejo, à morte, etc.”
François Soulages





Leonardo Klück — 31/05/2010 @ 18:44
Professor, que coisa boa ter o blog de volta. Além da qualidade do conteúdo, esse novo layout ficou muito bom.
Sobre a publicação do conteúdo antigo, ia ser massa publicar novamente aquele relato assinado por “rock é rock mesmo”, sobre a utilização de um certo tipo de chá… aquele abraço!
daniel de andrade simões — 5/06/2010 @ 10:56
Mestre, parabéns pela volta, espero que desta vez permaneça para engrandecer a qualidade dos sitios e blogs. Lembro muito bem desta matéria do Peninha, éramos colegas no Coojornal.
Aegria e sorte companheiro Ungaretti.
daniel de andrade simões