LUTA DE CLASSE EXISTE, SIM!
“Assistindo à TV, somos pressionados a acreditar que, se nos encharcarmos de cerveja, tornar-nos-emos guerreiros (brameiro/guerreiro). Não se trata de mera promessa identificatório, técnica banal de propaganda. No caso específico, ao seduzir o espectador, equiparando valentia e consumo, a mensagem acena para o sucesso. Mas, na verdade, o conduz para o alcolismo, simultaneamente exaltado como meta. Essa talvez não seja uma experiência tão nova, mas, certamente, é expressiva da aprentação contemporânea da pervesão.” ( trecho de uma das matérias da revista Cult com o dossiê Novas Formas de Perversão)
E o papel da mídia corporativa em tudo isso? E o ensino de comuniciologia com habilitação em publicidade? E as campanhas de “marquetimmm” de crack nem pensar? E a hipocrisia? Nosso país está entre os primeiros em consumo de cerveja. Uma das piores cerveja do mundo.
Ninguém discute nossos padrões de consumo.
“É fácil ver por que esse livro gerou, e continua gerando, um impacto tão contundente. De um lado, muitas reaçoes negativas; de outro, muita gratidão pelo apoio recebido. Acima de tudo, é um estudo da pobreza e sobre a força das divisões de classe subjacente a ela. Orwell nota, com desprezo, que em 1937 era moda dizer que as divisões de classe estavam desaparecendo na Grã-Bretanha. Vinte anos depois publiquei um livro que apresentava um argumento semelhante, e alguns críticos disseram que eu estava redondamente enganado, pois o sentimento de classe estava praticamente morto na Inglaterra. Mais trinta anos se passaram e as mesmas coisas continuam sendo ditas. As distinções de classe não morrem; apenas aprendem novas maneiras de se expressar. A atitude de Orwell diante dessa questão é inteiramente atual. A cada década, declaramos, cheios de astúcia, que já enterramos as divisões de classe; e a cada década o caixão continua vazio.”
LUTA DE CLASSE EXISTE, SIM!
Já está nas livrarias “O caminho para Wigan Pier”, de George Orwell, da Companhia das Letras. Um texto polêmico. A primeira parte uma grande reportagem sobre a situação da classe operária, no início do século passado, no norte da Inglaterra. E, a segunda parte, com um texto ensaístico.
Leitura obrigatória para os JORNALISTAS.
############# um dos filmes brasileiros mais badalados nesse momento, no exterior, inclusive com algums premiações é “MANDA BALA”. Já ouviu falar desse filme? Pois procure no YouTube. O tema é a relação entre corrupção e violência nas cidades do país. A relação que o sistema valoriza é consumo de drogas e violência. É evidente que esta relação existe, mas não é a principal. Corrupção e violência é a própria cara (escondida) do sistema. Relação que a mídia corporativa não “enxerga”.





Justo Goran — 15/04/2010 @ 13:10
Caro Blogueiro,
Já que mudaste o leiaute do blog, por sinal, muito bom, crítico, peço encarecidamente que vc mude o fundo escuro.
Por favor, coloque um fundo claro. Não é o contraste entre o preto e o vermelho que vai tornar o blog mais ou menos combativo, isso é preocupação menor, firula de desocupado. Entenda que vc é lido por pessoas idosas, como eu. Para nós, esse fundo escuro é sinônimo de disturbio visual, de sofrimento na leitura. Tudo por causa de uma estética de cores discutível, repito, não é isso que vai definir a autenticidade revolucionária do blog.
WU, pense nos velhinhos revolucionários. Tire essa merda de preto daí, porra!!!!!!!
Abção,
Justo Goran
Jean Scharlau — 16/04/2010 @ 10:17
Muito interessante essa sacada do filme – a geração da violência (e do tráfico, eu acrescentaria) pela corrupção. O que chamas de mídia corporativa “não enxerga” isso porque é parte atuante do poder, interina também nos poderes “públicos”, como no caso do RS, SP e tantos outros estados (e países) a ‘mídia corporativa’ chafurda junto na corrupção. Mídia corporativa corrupta, portanto.
Jean Scharlau — 16/04/2010 @ 10:21
Justo Goran, enquanto o WU não muda a cor do fundo, podes fazer como eu: seleciono o texto (aperto o botão esquerdo do mouse e passo sobre o texto).