PERAMBULANDO, NÃO FALTAM PAUTAS

Em São José do Norte, área para estacionamento das carroças, de frente para a Lagoa dos Patos e para os galpões de madeira onde é comercializado peixe, camarão e gelo. A cebola é o principal produto da região. Um saco custa em torno de cinco reais. Observe quanto você está pagado por um quilo no super.
A travessia para a cidade de Rio Grande é realizada por balsas e lanchas. Não tem um único morador que não reclame destas condições de ligação entre as duas cidades. A travessia pela balsa leva de 30 a 40min. Para qualquer lado que se olhar existe uma pauta. Idéia para uma matéria, jornalística. É evidente que para os “correspondentes” a novidade é o desastre ou o espetáculo. O que ajuda a firma a vender jornal.
Jovens jornalistas, recém formados, perambulando pelo interior (com um equipamento básico) terão matéria-prima para muitas matérias e livros. E gastando muito pouco. Jornalismo é subversão, ao ar livre. Na rua. Bundões são ligados em telefones, releases e internet.
Velhos e novos JORNALISTAS são imbatíveis como aventureiros. Os meus melhores alunos, com raríssimas exceções, foram para a estrada. Estão rolando pelo país ou pelo exterior. Para estes, telefone e internet são ferramentas segundárias de trabalho. E release é lixo de Rp.
ainda da matéria do jornal “Estadão”
Camila Nunes, autora da tese “A Igreja como refúgio e a Bíblia como esconderijo: religião e violência na prisão”, apresentada na USP. Texto publicado pela editora Humanitas.
CAMILA – “Não sei como acabar com o PCC mas de uma coisa tenho certeza: o aumento da repressão dentro e fora das prisões, a carta branca que parece ter a polícia para matar na periferia e outras formas mais de desrespeito aos direitos da população pobre da periferia e dos presos são elementos que fortalecem o PCC, conferem legitimidade ao seu domínio, enquanto enfraquece cada vez mais a confiança nas instuições públicas de segurança.”




