DIREITOS HUMANOS, SEMPRE

De forma incansável seguirei dizendo que
jornalismo é subversão. Comparem esta capa
com as de Veja, Época e Istoé. Estou
pensando se busco ou não estas três revistas
para entrar em aula mostrando que jornalistas
trabalham, permanentemente, com noções
de comparação. E por “olhar” comparativamente,
sem me considerar o dono da verdade, digo ainda
que a melhor cobertura do terremoto no Haiti é
do jornal “Estadão”. No caos da situação buscar
a informação de que bandidos estão de volta é
introjetar e executar o que a “firma” gosta. Como
estamos sob censura, com uma determinação do
que podemos ou não comentar não vamos mostrar
(de forma comparativa) alguns aspectos da
cobertura local dos acontecimentos no Haiti. Lá,
de forma acerbada, todos os comportamentos e
emoções estão presentes, solidaridade, saque,
desespero e estado de choque. ”Bandidos” soltos,
com a destruição do presídio de Porto Príncipe, em
um país devastado, iriam se dedicar à filantropia?
Nem todos estão embotados por este “jornalismo”
de merda. Claro, na média, os leitores não percebem
que a “firma” coloca em dúvida a inteligência das pessoas.
O Haiti era um grande presídio. Local de confinamento
dos miseráveis. Dos excluídos do maravilhoso
mundo capitalista do consumo. Esquecer, nunca.








